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Pergunta

Como os cristãos devem reagir diante de alguém com autismo?

Resposta


Não existe uma posição cristã “oficial” sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A orientação bíblica é: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Tiago 2:8). Esse mandamento não tem exceções; o cristão deve agir com amor para com alguém com autismo da mesma forma que age com amor para com todas as outras pessoas.

Existem vários princípios bíblicos que podem se aplicar a alguns dos sintomas tipicamente associados ao autismo. Aqui estão algumas dicas:

Seja um amigo (Provérbios 17:17). Um dos maiores desafios de ter autismo é fazer e manter amigos. Não ignore uma pessoa com autismo. Envolva-a em uma conversa e demonstre interesse genuíno pelo que ela diz, e sinta-se à vontade para compartilhar seus próprios interesses. Se você estiver recebendo mais informações do que precisa, tudo bem informar educadamente ao seu amigo autista que você se sente sobrecarregado, mas tome cuidado para não demonstrar julgamento ou crítica. Defenda as pessoas com autismo e não permita que outros as menosprezem.

Seja direto (Efésios 4:15). De modo geral, uma pessoa autista pode não captar facilmente sinais de comunicação como gestos, tom de voz e linguagem corporal. Não dê dicas; seja específico sobre como você se sente e o que precisa.

Seja sábio (Tiago 1:5). Pesquise sobre o transtorno do espectro autista, especialmente conteúdos produzidos por pessoas autistas, para compreender melhor a pessoa autista a quem você está ministrando. Ao mesmo tempo, não dependa apenas de recursos de terceiros para obter conhecimento; conheça pessoalmente seu amigo autista e não faça suposições sobre ele ou ela. Pergunte se ele ou ela quer participar de uma atividade ou se precisa de uma pausa. Respeite a rotina da pessoa autista e não force mudanças desnecessárias em seu cotidiano.

Seja amoroso (1 Pedro 4:8). Se “o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12), então o amor pode facilmente ignorar as peculiaridades e excentricidades da pessoa com autismo. Carreguem uns os fardos dos outros e cumpram a lei de Cristo (Gálatas 6:2). Siga a regra do amor.

Seja devoto (Tiago 5:16). Um cristão deve “orar sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:19), portanto, orar por um amigo com autismo deve ser algo natural.

Em Lucas 10:29–37, Jesus conta a história de um homem que prestou socorro a um estranho que havia sido espancado, roubado e deixado para morrer. Nas palavras de Jesus: “Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou perto do homem e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, aproximando-se, fez curativos nos ferimentos dele, aplicando-lhes óleo e vinho. Depois, colocou aquele homem sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele” (Lucas 10:33–34). Quando a audiência de Jesus identificou o samaritano como um homem que demonstrou misericórdia, Ele lhes disse: “Vá e faça o mesmo” (Lucas 10:37). Claramente, honramos a Deus ao demonstrar compaixão e misericórdia cristãs para com os outros em momentos de necessidade. Os cristãos devem estar cientes das necessidades específicas das pessoas com TEA e estar dispostos a demonstrar o amor de Deus para encorajá-las e fortalecê-las.

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