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Pergunta

O que a Bíblia diz sobre sexo?

Resposta


A Bíblia revela que o sexo (a relação sexual) é um bom presente de Deus para os seres humanos. Assim como todos os dons bons de Deus, o sexo tem sido usado tanto para o bem quanto para o mal ao longo da história.

A ordem de Deus a Adão e Eva, acompanhada de Sua bênção, para que “sejam fecundos e se multipliquem” (Gênesis 1:28) implica a necessidade de que eles tivessem relações sexuais. Mais tarde, lemos que “Adão se uniu à sua mulher Eva” (Gênesis 4:1), e o resultado foi o nascimento de um filho. Além de expandir a raça humana, Deus concebeu o sexo para a união física, emocional e espiritual entre um homem e uma mulher para toda a vida (Gênesis 2:18, 23–24; Mateus 19:4–6; 1 Coríntios 7:32–34). O desígnio de Deus para o sexo entre um homem e uma mulher casados é bom e honroso (Hebreus 13:4). Não há nada de vergonhoso, sujo ou desonroso no sexo; na verdade, em seu estado de inocência, “o homem e sua mulher estavam ambos nus, e não sentiam vergonha” (Gênesis 2:25).

Deus nos criou como seres sexuais; portanto, é lógico que as Escrituras tenham muito a dizer sobre o sexo. A Bíblia contém mais advertências e proibições contra o seu uso indevido do que orientações para o seu desfrute saudável e adequado. A seguir, apresentamos uma breve análise de ambos:

As proibições da Bíblia contra o uso indevido do sexo:

A lista mais completa de relações sexuais proibidas encontra-se na Lei Mosaica. Levítico 18 contém proibições contra relações sexuais com parentes próximos, com pessoas do mesmo sexo e com animais (Levítico 18:6–23). As Escrituras chamam essas relações sexuais de “coisas detestáveis” ou “abominações” (versículos 26 e 29), pelas quais indivíduos e nações eram “contaminados” (versículos 27–28, 30). O adultério (relação sexual com uma pessoa casada que não seja o próprio cônjuge) era punível com a morte para ambos os participantes (Levítico 20:10–12), enquanto o sexo pré-matrimonial era “punido” com casamento forçado (Êxodo 22:16). O estupro também acarretava pena de morte.

O Novo Testamento reitera a maioria dessas proibições. João Batista condenou o rei Herodes por se casar com a mulher de seu irmão (Marcos 6:18); as relações entre pessoas do mesmo sexo são chamadas de “desejos vergonhosos” e condenadas tanto para homens quanto para mulheres (Romanos 1:26–27); e aqueles que praticam perversões sexuais são advertidos de que não têm lugar no reino de Deus (1 Coríntios 6:9). Jesus condenou não apenas o adultério físico, mas também o adultério na mente ou no coração, o que incluiria a pornografia (Mateus 5:27–32). A prostituição é condenada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento (Deuteronômio 23:18; 1 Coríntios 6:16–17); ao mesmo tempo, a Bíblia fornece exemplos de perdão concedido a prostitutas, desde Raabe (Josué 6:25) até a mulher apanhada em adultério (João 8:1–11) — Raabe foi aceita em Israel e honrada por sua fé (Hebreus 11:31), e Jesus perdoou a mulher adúltera em João 8, dizendo-lhe: “Vá agora e não peque mais” (João 8:11).

Deus sempre levou em conta a fraqueza humana no que diz respeito ao sexo. Ele odeia o divórcio — que é sempre errado, exceto para as vítimas de adultério e abandono — e aqueles que se casam após o divórcio são considerados adúlteros aos olhos de Deus (Mateus 19:9; 1 Coríntios 7:10–15). No entanto, Deus estabeleceu uma disposição para o divórcio em Sua lei, conhecendo a fraqueza e a maldade do coração humano (Mateus 19:7–8). Os discípulos de Cristo, compreendendo a verdadeira visão de Deus sobre o divórcio, disseram, nesse caso, que “é melhor não se casar” (versículo 10). Jesus explicou-lhes que abster-se do casamento (e, portanto, do sexo) é um dom concedido a pouquíssimas pessoas (versículos 11–12). Paulo era celibatário, enquanto Pedro tinha esposa (1 Coríntios 9:5). Nenhum dos dois pecou, e ambos serviram ao Senhor na condição em que foram chamados (1 Coríntios 7:24).

Outra permissão que Deus concedeu em relação ao sexo no Antigo Testamento foi a poligamia (vários cônjuges no mesmo casamento, geralmente um marido com duas ou mais esposas). Embora vários personagens bíblicos tivessem casamentos poligâmicos, a poligamia em si nunca é explicitamente aprovada nas Escrituras, e o arranjo de múltiplas esposas frequentemente levava a problemas (Gênesis 30; 1 Reis 11:1–6). O desígnio original de Deus era que o casamento fosse entre um homem e uma mulher (Mateus 19:4–6). A poligamia é diretamente proibida para os líderes da igreja (1 Timóteo 3:2, 12; 5:9; Tito 1:5–6).

As orientações da Bíblia sobre o uso adequado e o prazer sexual:

A descrição mais explícita da Bíblia sobre o amor sexual no casamento é o maravilhoso poema *Cântico de Salomão*, especialmente os capítulos 4 e 5. Nesses capítulos, o casal de recém-casados explora o corpo um do outro, proferindo palavras de deleite, admiração e compromisso. Depois de estabelecer a metáfora do ato sexual como um jardim repleto de frutos excelentes, diz-se aos amantes: “Comam e bebam, meus amigos; até ficarem embriagados de amor” (Cântico de Salomão 5:1). Deus, obviamente, aprova a união sexual deles.

A relação sexual dentro do casamento também é aprovada em Provérbios 5:19, onde se diz ao marido: “Que os seios [de tua esposa] te satisfaçam sempre; que te embriagues sempre do amor dela”. A Lei de Moisés concedia a um recém-casado uma isenção de um ano do serviço militar para que ele pudesse “ficar em casa e fazer feliz a sua esposa” (Deuteronômio 24:5).

A Primeira Carta aos Coríntios contém orientações sobre a sexualidade sob a perspectiva cristã. Paulo afirma que o celibato é o melhor, mas que as pessoas devem casar-se em vez de “arderem de desejo” (1 Coríntios 7:8–9). A relação sexual dentro do casamento é boa e correta e serve como forma de prevenir a imoralidade sexual: “cada homem tenha a sua esposa, e cada mulher tenha o seu próprio marido” (1 Coríntios 7:2).

O sexo entre marido e mulher deve honrar a Deus. Nossos corpos foram criados para glorificar o Senhor, não para serem controlados pelas nossas paixões nem para serem usados em imoralidade sexual (1 Coríntios 6:12–13). “Portanto, honrai a Deus com o vosso corpo” (1 Coríntios 6:20). O sexo conjugal deve ser exclusivo, apenas entre marido e mulher (1 Coríntios 7:2). Deve também ser amoroso e voltado para o outro. Na visão cristã, esposas e maridos têm igual “autoridade” sobre o corpo um do outro, e o sexo é um “dever conjugal” de amor que tanto o marido quanto a esposa devem se esforçar para cumprir em favor do outro. 1 Coríntios 7:3–4 instrui: “Que o marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, de igual modo, a esposa, ao seu marido. A esposa não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, de igual modo, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a esposa” (ênfase adicionada). Cada cônjuge submete amorosamente o seu corpo ao outro.

O sexo conjugal também deve ocorrer regularmente. Qualquer abstinência sexual dentro do casamento deve ser temporária: “Não se privem um ao outro, a não ser talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para se dedicarem à oração. Depois, retomem a vida conjugal, para que Satanás não tente vocês por não terem domínio próprio” (1 Coríntios 7:5). A intimidade sexual também une marido e mulher (1 Coríntios 7:5) e consolida o aspecto de “uma só carne” do casamento, não apenas fisicamente, mas emocionalmente, intelectualmente, espiritualmente e em todos os outros aspectos.

O “leito conjugal” — uma clara referência às relações sexuais — deve ser “mantido puro” (Hebreus 13:4). Os cristãos devem “fugir da imoralidade sexual”, e por um bom motivo: “Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica imoralidade sexual peca contra o próprio corpo” (1 Coríntios 6:18).

Somos chamados a ser “sal e luz” neste mundo sombrio e insípido (Mateus 5:13–16). Os que estão perdidos precisam ver como é o verdadeiro amor dentro do casamento. A pureza sexual deve ser uma marca distintiva do Corpo de Cristo (Atos 15:29; Colossenses 3:5). “Que a imoralidade sexual e toda impureza ou avareza não sejam nem sequer mencionadas entre vocês, como convém a santos” (Efésios 5:3).

Todos os aspectos do casamento, incluindo o sexo, glorificam a Deus e revelam os Seus atributos — que Ele é amor, que Ele é fiel, protetor, abnegado, dedicado, etc. (1 João 4:16; 1 Coríntios 13). O casamento é também a imagem que Deus usa para descrever a Sua união futura com os redimidos como a futura noiva pura e gloriosa de Cristo (2 Coríntios 11:2; Efésios 5:32; Apocalipse 21:2, 9).

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