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Pergunta

Como os pais cristãos devem reagir se um de seus filhos se declarar transgênero?

Resposta


O ditado “Eu preferiria ter uma filha viva do que um filho morto”, ou vice-versa, é um slogan popular que expressa a resposta que alguns pais têm à declaração de identidade de gênero transgênero de seu filho. O ditado pressupõe que, se um filho ou filha não aceitar sua identidade de gênero percebida, ela cometeria suicídio. Esse argumento reflete um erro lógico chamado falsa dicotomia, em que duas opções são apresentadas como as únicas escolhas, quando existem outras alternativas. Felizmente, a Bíblia apresenta outra opção para os pais cristãos que promove a santidade à imagem de Cristo e o bem-estar físico de seus filhos — falar a verdade em amor.

O termo transgênero descreve uma pessoa cuja percepção de seu sexo difere da anatomia com a qual nasceu, como um homem biológico que se identifica como mulher ou uma mulher biológica que se identifica como homem. No entanto, a Bíblia é clara ao afirmar que Deus criou dois gêneros, masculino e feminino, e que toda pessoa é um ou outro, com base na biologia (Gênesis 1:26–27). O transgenerismo, seja ele manifestado em um adulto rebelde ou em uma criança confusa, oculta o gênero que Deus designou no nascimento de acordo com a Sua sabedoria soberana (Gênesis 1:26–28; Deuteronômio 22:5).

A Bíblia deve orientar a resposta de um pai cristão a uma criança que se declara transgênero. Especificamente, o pai deve falar a verdade em amor, pois essa abordagem tanto defende um compromisso resoluto com a autoridade das Escrituras quanto expressa uma dedicação inabalável ao seu filho. Essa resposta está enraizada no ensinamento do apóstolo Paulo de que a verdade e o amor são virtudes complementares: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15). Como resultado, a verdade revela a realidade à criança, transformando a confusão em clareza, enquanto o amor demonstra devoção à criança, transformando o medo em segurança.

Primeiro, Deus ordena que os pais cristãos digam a verdade aos seus filhos. Mentir desonra o caráter verdadeiro de Deus (Romanos 3:3–4), contradiz a natureza inerrante de Sua Palavra inspirada (João 17:17), viola o Seu mandamento de não mentir (Provérbios 12:22) e é uma afronta a Jesus Cristo, que se identificou como “a verdade” (João 14:6). Enganar as crianças sobre a sua biologia é trocar “a verdade de Deus por uma mentira” (Romanos 1:25) no que diz respeito ao evento culminante do primeiro capítulo de Gênesis — a criação do homem e da mulher à Sua imagem (Gênesis 1:26–28). Além disso, ajudar e incentivar deliberadamente a falsidade mina a cosmovisão bíblica da criança, ameaça a confiança que ela tem em seus pais e desobedece aos princípios fundamentais da educação bíblica, incluindo ensinar as crianças a viver de acordo com a Palavra de Deus (Deuteronômio 6:7; 31:12–13) e criá-las na instrução do Senhor (Efésios 6:4).

Em segundo lugar, Deus obriga os pais cristãos a amar seus filhos. Isso inclui ser compassivo (Salmos 103:13), encorajador (1 Tessalonicenses 2:11–12) e afetuoso (Lucas 15:20). Além disso, a educação bíblica envolve corrigir o pecado em vez de aceitá-lo ou tolerá-lo (Deuteronômio 8:5; 2 Samuel 7:14; Provérbios 13:24). Deixar de corrigir os filhos de maneira bíblica compromete o futuro deles (Provérbios 19:18; Hebreus 12:6). Em contrapartida, a correção amorosa deve se concentrar nos ensinamentos claros da Bíblia a respeito de gênero. Os pais devem aplicar as verdades atemporais das Escrituras, refinando com gentileza, mas diligência, o pensamento errôneo e redirecionando com bondade, mas firmeza, os comportamentos desviados de seus filhos.

Ao contrário dos equívocos dos defensores do transgênero, a verdade e o amor não são adversários quando se trata da educação bíblica dos filhos — eles são aliados. Os pais cristãos não precisam renunciar ao amor para serem sinceros com seus filhos, nem abandonar a verdade para amar seus filhos. Além disso, os pais cristãos que comunicam a verdade sobre o transgenerismo aos filhos de maneira desamorosa cometem um pecado de omissão (Tiago 4:17). Por outro lado, pais cristãos que amam seus filhos, mas mentem para eles sobre gênero, cometem um pecado de engano (Provérbios 14:25). No entanto, surge esperança quando os pais combinam verdade e amor, pois Deus atuará por meio dessas duas virtudes para transformar seus filhos à semelhança de Jesus Cristo (Romanos 12:2; 1 Coríntios 11:11–16). Esconder a verdade de uma criança é desonestidade deliberada; recusar-se a amar uma criança é traição sem coração.

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