Pergunta
O que a Bíblia diz sobre o amor?
Resposta
A Bíblia tem muito a dizer sobre o amor. De fato, ela afirma que “o amor procede de Deus” e que “Deus é amor” (1 João 4:7–8); ou seja, o amor é uma característica fundamental de quem Deus é. Tudo o que Deus faz é motivado e influenciado pelo Seu amor.
A Bíblia utiliza diferentes palavras para “amor” no hebraico e no grego, variando conforme o contexto. Algumas dessas palavras significam “amor afetivo”; outras indicam “amizade”; e ainda outras, “amor erótico ou sexual”. Há também uma palavra específica para o tipo de amor que Deus demonstra. Em grego, essa palavra é ágape, e refere-se a um amor benevolente e altruísta que busca o bem do outro.
A Bíblia apresenta muitos exemplos de amor: o cuidado de Boaz por Rute; a profunda amizade de Davi e Jônatas; o amor poético e apaixonado de Salomão e da sulamita; o compromisso perseverante de Oseias com Gômer; o amor paternal de Paulo por Timóteo e de João pela igreja; e, acima de tudo, o amor sacrificial e salvador de Cristo pelos eleitos.
O ágape, esse amor benevolente e abnegado que Deus demonstra, é frequentemente mencionado no Novo Testamento, inclusive no “capítulo do amor”, 1 Coríntios 13. Ali são descritas suas características: o amor é paciente e bondoso; não inveja, não se vangloria, não desonra os outros; não é orgulhoso nem egoísta; não se irrita facilmente, não guarda ressentimento e não se alegra com a injustiça; pelo contrário, alegra-se com a verdade; tudo protege, tudo crê, tudo espera, tudo suporta; o amor nunca falha (1 Coríntios 13:4–8). Entre os maiores dons de Deus — fé, esperança e amor — “o maior deles é o amor” (versículo 13).
A Bíblia diz que Deus foi movido por amor ao salvar o mundo (João 3:16). O amor de Deus é melhor demonstrado no sacrifício de Cristo em nosso favor (1 João 4:9). E esse amor não depende de sermos “merecedores”; ele é verdadeiramente gracioso: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5:8).
A Bíblia ensina que, sendo o amor parte da natureza de Deus, Ele é a fonte de todo amor. Ele é quem inicia o relacionamento conosco. Qualquer amor que temos por Deus é apenas uma resposta ao Seu amor sacrificial: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4:10). Nossa compreensão humana do amor é limitada e imperfeita, mas quanto mais olhamos para Jesus, mais entendemos o verdadeiro amor.
A Bíblia também diz que o amor de Deus em Cristo nos tornou parte de Sua família: “Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu” (1 João 3:1). Assim como o pai na parábola recebeu o filho pródigo com amor (Lucas 15:11–32), o nosso Pai celestial nos recebe com alegria quando nos aproximamos dEle pela fé. Ele nos torna “aceitos no Amado” (Efésios 1:6).
A Bíblia ensina que devemos amar os outros da mesma forma que Deus nos ama. Devemos amar a família da fé (1 Pedro 2:17). Devemos amar até mesmo os inimigos — ou seja, buscar ativamente o bem deles (Mateus 5:44). Os maridos devem amar as suas esposas como Cristo amou a igreja (Efésios 5:25). Ao demonstrarmos esse amor altruísta, refletimos o amor de Deus a um mundo perdido. “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1 João 4:19).
A Bíblia também ensina que o nosso amor por Deus está ligado à obediência: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos” (1 João 5:3; cf. João 14:15). Servimos a Deus por amor, e o amor dEle por nós nos capacita a obedecer sem culpa nem medo.
Em 1 João 4:18 está escrito que “o perfeito amor lança fora o medo”. A remoção do medo da condenação é uma das principais funções do amor de Deus. Quem está sem Cristo está sob juízo e tem motivo para temer (João 3:18), mas quem está em Cristo não precisa mais temer o julgamento. Parte de compreender o amor de Deus é entender que o juízo caiu sobre Jesus na cruz, para que nós fôssemos poupados. Jesus disse que veio para salvar: “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3:17).
A Bíblia afirma que nada pode separar o crente do amor de Deus em Cristo (Romanos 8:38–39). O amor de Deus não muda nem depende de emoções instáveis. Foi esse amor que levou Cristo à cruz e é esse mesmo amor que sustenta aqueles que confiam nEle, garantindo que jamais serão abandonados (João 10:29).
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