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Pergunta

O que a Bíblia diz sobre a mudança?

Resposta


“A mudança está no ar!” “É hora de mudar!”

Sempre que um novo político entra na arena política, ele promete mudanças. Mas a mudança pode ser boa ou ruim. Sabemos que devemos trocar o óleo, as lâmpadas e as fraldas sujas. E o crescimento exige mudanças. Mas muitas pessoas acreditam que também devemos mudar nossos valores morais, nossa ética e nossas crenças para nos adaptarmos às mudanças culturais. Mas será que tudo deve estar aberto à mudança? A Bíblia nos dá orientações claras sobre o que deve mudar e o que deve permanecer igual.

“Eu, o Senhor, nunca mudo”, declara Deus em Malaquias 3:6. Então, é por aí que começamos. Mudança significa um deslocamento em outra direção. Para Deus mudar significaria que Ele se tornaria melhor ou pior, e Deus é a perfeição suprema. Ele não pode mudar porque não pode ser melhor do que já é; e Ele não pode falhar ou tornar-se menos que perfeito, portanto, não pode tornar-se pior do que é. A qualidade de Deus de nunca mudar é chamada de imutabilidade.

Deus nunca muda, e nada nEle muda: os Seus traços de caráter, como amor, misericórdia, bondade, justiça e sabedoria, sempre existem em perfeição. Os métodos que Ele usa para lidar com os seres humanos mudaram ao longo dos séculos, mas os valores e propósitos por trás desses métodos permaneceram os mesmos. Por exemplo, sob a Aliança Mosaica, Deus declarou que os animais sacrificados da maneira que Ele prescreveu expiariam os pecados do povo (Levítico 4:23; 9:2–13; Números 29:11). Sob os termos da Nova Aliança, o próprio Filho de Deus tornou-se o sacrifício, e o antigo sistema, tendo cumprido seu propósito, tornou-se obsoleto (Lucas 22:20; Hebreus 9:11–14). A santidade de Deus, Sua ira contra o pecado e Sua misericórdia não mudaram, mas Ele providenciou um sacrifício melhor para nós: o Cordeiro de Deus perfeito (João 1:29; Hebreus 10:10). Essa mudança da Antiga Aliança para a Nova era necessária e é maravilhosa, garantindo a vida eterna para aqueles que confiam em Cristo (João 3:16–18).

Deus nunca muda, mas as pessoas sim: nossos corpos, mentes, ideias e valores, todos mudam. Na verdade, Deus incorporou em nós a capacidade de mudar. Parte de termos sido criados à imagem de Deus é que os seres humanos podem pensar, raciocinar e chegar a conclusões distintas das realidades físicas ou materiais (Gênesis 1:27).

Quando Deus criou Adão e Eva, eles eram perfeitos, mas mutáveis. Qualquer mudança pela qual passavam era positiva, à medida que cuidavam do jardim e aprendiam mais sobre Deus e um sobre o outro. Mas o pecado provocou uma mudança negativa que alterou não apenas o comportamento e o pensamento de Adão e Eva, mas também a própria natureza deles. Como resultado, o seu ambiente mudou, juntamente com toda a história da humanidade. Por causa do nosso pecado, perdemos o nosso ambiente perfeito e fomos deixados à mercê de um planeta implacável, lutando pela sobrevivência (Gênesis 3:17–19). A mudança havia chegado, e não era uma mudança boa.

Mesmo quando a humanidade caiu no pecado, Deus não mudou. O Seu amor pela humanidade e o Seu desejo de comunhão com ela permaneceram os mesmos. Por isso, Ele tomou medidas para nos redimir do nosso pecado — pois somos incapazes de mudar a nós mesmos nesse aspecto — e enviou o Seu Filho unigênito para nos salvar. O arrependimento e a fé em Cristo são o caminho que Deus nos oferece para nos restaurar a Si mesmo.

Quando estamos “em Cristo”, tudo muda. Nascemos de novo (João 3:3). Nossas ideias mudam. Nossa perspectiva muda. Nossos valores e ações mudam para se alinharem com a Palavra de Deus. À medida que o Espírito Santo atua em nós, descobrimos que “o antigo já passou, eis que tudo se fez novo!” (2 Coríntios 5:17). A vida cristã é uma série contínua de mudanças à medida que crescemos em conhecimento, fé e santidade (1 Pedro 1:16; Hebreus 12:14). Crescemos em Cristo (2 Pedro 3:18), e o crescimento requer mudança.

Mesmo as mudanças positivas podem ser desconfortáveis e assustadoras. Os israelitas, escravizados no Egito, a princípio resistiram às tentativas de Moisés de libertá-los, acreditando que ele era um agitador que só piorava a situação deles — e, de fato, as coisas pioraram antes de melhorarem (Êxodo 5). Na piscina de Betesda, Jesus encontrou um homem enfermo que sofria com sua condição há muito tempo. Curiosamente, Jesus perguntou-lhe: “Você quer ser curado?” (João 5:6). Uma pergunta estranha com um propósito lógico. Antes de o Senhor apresentar ao homem uma mudança para toda a vida, Ele queria saber: você realmente quer isso, ou se sente mais confortável com a sua vida de mendigar e viver da caridade dos outros? Você está pronto para mudar?

Algumas pessoas acreditam que a Palavra de Deus precisa mudar ou se adaptar para acompanhar os tempos. No entanto, Jesus confirmou veementemente as Escrituras e as chamou de “verdade” (João 17:17). Ele também disse: “Porque em verdade lhes digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mateus 5:18). Se o caráter de Deus não muda, então a Sua Palavra também não muda. A Sua verdade, os Seus padrões e o Seu caminho de salvação nunca mudarão (João 14:6). Os seres humanos, que são mutáveis, não têm o poder nem a autoridade para mudar a Palavra de Deus, e somente os tolos tentarão fazê-lo.

A mudança por si só não é nem boa nem ruim. Depende da direção que ela nos leva. Devemos estar dispostos a mudar de opinião e de estilo de vida quando a Palavra infalível de Deus nos mostra que estamos errados. Devemos abraçar a mudança, por mais difícil que seja, quando ela vem de Deus. Mas devemos respeitar que algumas coisas nunca mudam e não foram feitas para mudar: fingir que podemos mudar Deus ou a Sua Palavra para se adequarem às nossas preferências é uma ideia perigosa e só leva à destruição.

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