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Pergunta

O que a Bíblia diz sobre a autojustificação?

Resposta


O Dicionário Merriam-Webster define autojustificação como “o ato ou uma instância de inventar desculpas para si mesmo”. Geralmente, isso envolve tentativas de nos fazermos parecer bons ou aceitos aos olhos dos outros. Recorremos à autojustificação quando minimizamos nossas falhas, exageramos nossos sucessos ou racionalizamos nossas ações erradas. Todos buscam aprovação, e somos tentados a buscar essa aprovação por meio de nossa imagem, reputação, sucesso, inteligência, casamento, etc.

Nas Escrituras, a autojustificação abrange a nossa tentativa de estar em boa posição perante os homens e perante Deus. Muitas vezes, conseguimos convencer os outros de que somos justos, mas a autojustificação fracassa aos olhos de um Deus perfeito. Os padrões morais de Deus são tais que não podemos cumpri-los em nossa condição humana; não podemos merecer a Sua aprovação. Por isso, tendemos a seguir uma de duas direções na tentativa de nos justificar.

Uma forma de buscarmos a autojustificação é rebaixar o padrão de Deus. Substituímos os mandamentos de Deus por tradições humanas, ou nos concentramos em comportamentos externos, negligenciando a transformação interior. Esse é o caminho dos fariseus, que obedeciam externamente à lei e acrescentavam tradições humanas a ela. Ao mesmo tempo, negavam a sua necessidade de reconciliação com Deus. As pessoas aclamavam os fariseus como exemplos de justiça, mas Jesus os chamou de “sepulcros caiados” (Mateus 23:27–28). Em Sua parábola dirigida às pessoas que buscam a autojustificação (Lucas 18:9–14), Jesus destacou a consequência inevitável desse caminho. O fariseu da parábola demonstrava orgulho interior e transbordava superioridade ao se comparar com o cobrador de impostos.

Uma segunda forma pela qual buscamos a autojustificação é racionalizando o comportamento pecaminoso. Adão e Eva buscaram essa forma de justificação quando racionalizaram o seu pecado no Jardim (Gênesis 3:9–13). Muito mais tarde, o rei Saul tentou justificar-se apresentando “boas” razões para a sua desobediência à ordem clara de Deus (1 Samuel 13:11–12; 15:20–21). No Novo Testamento, Judas criticou os falsos mestres que “transformam em libertinagem a graça do nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (Judas 1:3–5). Essas pessoas buscam aprovação racionalizando a sua imoralidade.

A tendência à autojustificação é um problema sutil na vida de todos nós. Alguns buscam justificativa chamando o mal de bem e o bem de mal. Outros criam um “deus” que convenientemente aprova todas as suas escolhas. Seguindo a descrição de Paulo, eles “trocaram a glória do Deus incorruptível por imagens semelhantes ao ser humano corruptível, às aves, aos quadrúpedes e aos répteis” (Romanos 1:23). O homem moderno e sofisticado talvez não esculpa um ídolo em madeira, mas cria ídolos em seu coração.

Outros tentam a autojustificação à maneira dos fariseus, enfatizando tradições humanas de sua própria escolha e a conformidade externa a um conjunto de regras. Isso atrai particularmente as pessoas religiosas — incluindo aquelas que ostentam o rótulo de cristãs, mas tentam conquistar a salvação por meio de esforços humanos. O problema da autojustificação, contudo, não se limita às pessoas religiosas; mesmo indivíduos seculares frequentemente buscam a justificação por meio de atos de justiça social, esforços humanitários ou uma vida moralmente correta.

As Escrituras oferecem a melhor solução para nossa necessidade de aprovação e o único caminho para a verdadeira justificação. Isso começa com a aceitação de que não existe autojustificação aos olhos de Deus. Não podemos racionalizar o pecado, pois Deus diz que estamos “sem desculpa” (Romanos 1:20). Não podemos esconder o pecado, pois Ele conhece os nossos corações. Criar nossas próprias tradições é inútil, pois o padrão que devemos alcançar é a santidade de Deus. E o padrão dEle se aplica aos nossos pensamentos, motivos e vida interior — não apenas ao nosso comportamento exterior. Consequentemente, as Escrituras atestam que “pelas obras da lei nenhum ser humano será justificado” (Romanos 3:20). Não podemos conquistar uma posição justa diante de Deus. A nossa busca pela autojustificação é fútil.

Somos justificados aos olhos de Deus somente quando estamos em Cristo. É a nossa fé em Jesus que nos torna justos diante de Deus. A justificação vem quando confiamos na pessoa e na obra de Jesus, conforme revelado no evangelho. Jesus viveu uma vida sem pecado, morreu para pagar o preço pelos nossos pecados e ressuscitou para oferecer a vida eterna. Devemos abandonar as nossas tentativas de autojustificação e buscar o Senhor. A Escritura é clara sobre esse assunto: “Mas, para quem não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça” (Romanos 4:5).

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