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Pergunta

O que a Bíblia diz sobre menosprezar os outros?

Resposta


Menosprezar os outros é adotar uma postura de superioridade em relação a eles. Aqueles que demonstram esse comportamento consideram-se mais valiosos do que as pessoas ao seu redor. Menosprezar os outros é uma manifestação de orgulho egoísta, algo que a Bíblia condena. Várias passagens falam contra o orgulho, como Provérbios 16:18, que diz: “Antes da ruína vem a soberba, e o espírito orgulhoso precede a queda.” Tiago vai ainda mais longe, afirmando que “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” (Tiago 4:6; cf. Provérbios 3:34 e 1 Pedro 5:5).

Se Deus se opõe aos orgulhosos, certamente Ele se opõe àqueles que menosprezam os outros. Às vezes, as pessoas fazem isso por causa de suas próprias inseguranças, tentando encontrar valor nos lugares errados. Sentimentos de inadequação podem levar alguém a se encobrir dizendo: “Pelo menos eu sou melhor do que fulano.”

Cristãos também podem menosprezar os outros em sua busca pela santidade. É fácil observar alguém lutando em uma área que já superamos — por exemplo, o abuso de álcool — e sentir um impulso de justiça própria para compensar as nossas próprias falhas. Podemos pensar: “Talvez eu não tenha vencido meus problemas de ira, mas pelo menos não sou como ________, que chega em casa bêbado.” A parábola do fariseu e do publicano é um alerta para o cristão autossuficiente (Lucas 18:9–14).

Um nível excessivo de confiança também pode levar alguém a menosprezar os outros. A confiança em si não é algo ruim. Como cristãos, devemos ser confiantes em Deus por causa do que Cristo fez por nós (2 Coríntios 3:4–5; Efésios 3:12; Hebreus 4:16; 10:35; 11:1). Também devemos buscar excelência em nosso trabalho e competência em nossa área de atuação. No entanto, se não tivermos cuidado, a confiança pode ultrapassar o limite e se transformar em orgulho egoísta.

A cultura moderna, com a sua ênfase no “eu”, oferece terreno fértil para o egoísmo, o que demonstra ainda mais que os valores do mundo entram em conflito com os valores bíblicos. João nos aconselha a não amar o mundo, porque “tudo o que há no mundo — os desejos da carne, os desejos dos olhos e a soberba da vida — não procede do Pai, mas procede do mundo” (1 João 2:16). Livros, filmes e músicas frequentemente promovem a mensagem de “eu em primeiro lugar” e amor próprio, até mesmo dentro de círculos cristãos. Em seu livro You’re Not Enough (And That’s Okay), Você Não É Suficiente (e Isso Está Bem), Allie Beth Stuckey chama esse fenômeno de “O Culto da Autoafirmação” e escreve:

O Culto da Autoafirmação é composto por uma rede onipresente de gurus de autoajuda, especialistas em desenvolvimento pessoal e até professores cristãos que dominam as redes sociais, ocupam os primeiros lugares nas listas da Amazon e nas prateleiras das livrarias, e estão presentes em muitos púlpitos e até nos corredores do Congresso, todos trabalhando para afirmar a supremacia do eu. . . . Nesse culto, o deus é o próprio eu, “ser você mesmo” é o padrão de justiça, e “seguir o seu coração” é o caminho para a salvação.

(Penguin Random House, 2020, p. 36)

A Bíblia apresenta uma abordagem diferente, advertindo-nos a não menosprezar os outros. Primeiro, somos recipientes da graça de Deus, não vencedores merecedores da salvação. Não temos realmente do que nos orgulhar (Efésios 2:8–9). A nossa caminhada cristã e crescimento dependem de Deus, e vivemos para a Sua glória. Segundo, somos chamados a ter uma visão centrada nos outros, valorizando as pessoas acima de nós mesmos (Filipenses 2:3). A vida cristã é marcada pelo amor, serviço e humildade para com os outros (Mateus 20:26–28; Romanos 12:10). Essa mensagem pode não ser popular hoje, mas conduz a uma caminhada cristã saudável e frutífera.

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