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Pergunta

O que devemos aprender com os mártires cristãos?

Resposta


Um mártir cristão é alguém que morreu por sua fé, em vez de renunciar a Cristo. Desde que Estêvão foi apedrejado até a morte nos arredores de Jerusalém (Atos 7), cristãos em todo o mundo têm sofrido e morrido por amor a Cristo. Há muitas lições que podemos aprender com o testemunho dos mártires. Cada pessoa que é ousada o suficiente para entregar sua vida por Cristo tem uma lição única a nos ensinar. Este artigo abordará algumas lições que podemos extrair dos mártires cristãos como um todo.

Os mártires cristãos nos ensinam que podemos permanecer firmes por Deus, independentemente das circunstâncias. Milhões de pessoas ao longo da história morreram voluntariamente por sua fé. Se eles puderam fazê-lo, nós também podemos. Isso não significa que devamos buscar o sofrimento ou a morte por Cristo, mas significa que, se nos for apresentada a escolha entre "morrer ou negar a Cristo", devemos ser ousados ​​e nos apegar a Ele. O nosso amor por Deus deve nos levar tão longe quanto o amor de Deus por nós O levou — até a morte. Jesus preparou os Seus discípulos para a perseguição: "Portanto, todo aquele que me confessar diante dos outros, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante das pessoas, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus" (Mateus 10:32–33). Os mártires nos mostram como é permanecer firme, sem negar a Jesus.

Outra lição que os mártires cristãos nos ensinam é que receberemos uma recompensa por permanecermos firmes em nossa fé. Apocalipse 20:4–6 descreve a recompensa que aguarda os mártires cristãos que morrerem durante a futura Tribulação: "Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade para julgar. Vi ainda as almas dos que foram decapitados por terem dado testemunho de Jesus e proclamado a palavra de Deus. Estes são os que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam a sua marca na testa e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição. Sobre esses a segunda morte não tem poder; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos."

Jesus associou uma bênção ao sofrimento que os cristãos enfrentam neste mundo: "Bem-aventurados são vocês quando as pessoas os odiarem, expulsarem da sua companhia, insultarem e rejeitarem o nome de vocês como indigno, por causa do Filho do Homem" (Lucas 6:22). Ao morrer, Estêvão vislumbrou a glória que o aguardava: "Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à direita de Deus" (Atos 7:56). Curiosamente, a palavra grega traduzida como "coroa" no Novo Testamento é stephanos (a origem do nome de Estêvão).

Os mártires cristãos são um modelo de graça sob pressão. Eles nos ensinam como lidar com a perseguição de qualquer tipo. Estêvão morreu com a graça nos lábios: "Senhor, não os condenes por causa deste pecado!" (Atos 7:60). Ele perdoou os seus assassinos, e o seu perdão ecoou o do próprio Cristo (Lucas 23:34).

Aqueles que perseguem os cristãos frequentemente têm o objetivo de humilhá-los e fazê-los acreditar que o ódio dirigido a eles é justificado. Mas Jesus nos revelou antecipadamente a verdadeira motivação deles: “Se o mundo odeia vocês, saibam que, antes de odiar vocês, odiou a mim. Se vocês fossem do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas vocês não são do mundo — pelo contrário, eu dele os escolhi — e, por isso, o mundo odeia vocês” (João 15:18–19). Os inúmeros mártires cristãos ao longo da história foram mortos porque foram escolhidos por Cristo e não pertencem ao mundo.

Os mártires cristãos também fornecem evidências de que a Bíblia é verdadeira. Os autores da Bíblia — a maioria dos quais sofreu o martírio — mantiveram-se firmes na verdade da ressurreição de Jesus até o fim. Algumas pessoas podem morrer por uma mentira que julgam ser verdadeira, mas ninguém morre por uma mentira que sabe ser falsa. Os mártires cristãos sabiam que aquilo em que acreditavam era verdadeiro.

Quando nos empenhamos em conhecer a Deus pessoalmente e começamos, de fato, a viver para Ele, tornamo-nos um alvo para aqueles que odeiam a Deus. A batalha espiritual é real, e as recompensas também o são. Servimos a um Deus real, que verdadeiramente nos ama, que estava realmente disposto a morrer por nós e que verdadeiramente nos recompensa por permanecermos firmes por Ele.

Pesquisar sobre o martírio cristão ao longo dos séculos constitui um estudo muito proveitoso. Existem excelentes livros disponíveis que narram as histórias daqueles que entregaram tudo por Jesus. Atos e Monumentos, de John Foxe, é um exemplo; e o livro Jesus Freaks, do grupo DC Talk, é outro.

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