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Pergunta

O que é o dilema islâmico?

Resposta


O dilema islâmico é um argumento que os cristãos apresentam aos muçulmanos. O termo se refere a um conflito lógico enraizado nas afirmações que o Alcorão — o livro mais sagrado do Islã — faz sobre a Bíblia. A tensão decorre da afirmação do Alcorão de que a Bíblia é a Palavra de Deus (Alcorão 3:3–4; 5:46–47; 10:94). No entanto, ele também alega que judeus e cristãos alteraram a Bíblia, levando a erros históricos e teológicos (Alcorão 2:75; 3:78; 5:13). Ambas as afirmações não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Se a Bíblia é a Palavra de Deus, então ela deve ser verdadeira. Mas se ela está corrompida, o Alcorão não pode afirmá-la. Os cristãos chamam essa contradição de dilema islâmico.

O Alcorão afirma a origem divina das Escrituras em passagens que mencionam a Torá — os cinco primeiros livros do Antigo Testamento — e o Evangelho. Ele se refere a eles como orientação de Deus. O Alcorão diz que Deus “revelou a Torá e o Evangelho... como orientação para as pessoas” (Alcorão 3:3–4). Ele também diz que o Evangelho contém “orientação e luz” (Alcorão 5:46) e que o povo do Evangelho deve “julgar pelo que Alá revelou nele” (Alcorão 5:47). Historicamente, o único registro totalmente confiável do Evangelho é o testemunho do Novo Testamento, baseado nos quatro Evangelhos — Mateus, Marcos, Lucas e João.

O ensinamento do Alcorão sobre a Bíblia desafia os muçulmanos a considerar o que ela diz sobre Jesus Cristo ou correr o risco de rejeitar a autoridade do livro mais sagrado de sua fé. Notavelmente, os Evangelhos e outros escritos do Novo Testamento revelam que Jesus é o Filho eterno de Deus (João 1:1–2, 14; Colossenses 1:15–17; Hebreus 1:1–3). Eles também ensinam que Ele morreu pelos pecados (1 Coríntios 15:3; 1 Pedro 2:24; Romanos 5:8) e ressuscitou dos mortos três dias depois (1 Coríntios 15:4; Lucas 24:6; Atos 2:32). Jesus também ensinou que Ele é o único caminho para Deus. Ele disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6; cf. Atos 4:12).

Esses fatos levam a uma contradição lógica para os muçulmanos. O Alcorão diz que a Bíblia é orientação de Deus, mas rejeita sua mensagem sobre Jesus. Essa é uma afirmação que se refuta a si mesma — ou seja, ela se contradiz. Para ser claro, não se trata de outro documento refutando o Alcorão; o próprio livro contradiz suas próprias afirmações. Portanto, um leitor não pode aceitar ambas as posições ao mesmo tempo. Se a mensagem da Bíblia é verdadeira, então a negação do Alcorão quanto à sua confiabilidade está errada. Se a Bíblia está corrompida, então a afirmação do Alcorão a respeito dela está errada.

O que Jesus disse sobre Si mesmo e o que os Seus seguidores pregaram e escreveram sobre Ele entra em conflito direto com declarações no Alcorão. Nos Evangelhos, Jesus declara que é o Filho de Deus (João 10:36), mas o Alcorão nega que Deus tenha um Filho (Alcorão 112:3; 19:35). Os Evangelhos também registram Jesus recebendo adoração como Deus (João 20:28), mas o Alcorão rejeita a ideia de que Jesus seja Deus (Alcorão 4:171; 5:116). Jesus previu a Sua morte e ressurreição (Marcos 8:31), mas o Alcorão afirma que Jesus não foi morto nem crucificado (Alcorão 4:157). Jesus disse que Ele é o único caminho para Deus (João 14:6), mas o Alcorão ensina que a salvação vem por meio da submissão a Alá e da prática de boas obras (Alcorão 2:112).

Esses exemplos mostram que as afirmações da Bíblia sobre Jesus e os ensinamentos do Alcorão não podem ser verdadeiros ao mesmo tempo. Para abraçar plenamente o Alcorão, os muçulmanos devem concluir que as suas afirmações sobre a Bíblia estão incorretas, o que significaria que o Alcorão contém um erro, ou aceitar a sua afirmação de que a Bíblia é verdadeira e conviver com as contradições lógicas resultantes entre os ensinamentos dos dois livros.

Os registros históricos reforçam ainda mais o dilema islâmico. O Novo Testamento oferece múltiplos testemunhos oculares sobre a vida, morte e ressurreição de Jesus, escritos quando aqueles que O ouviram e viram ainda estavam vivos. Em contraste, as afirmações do Alcorão sobre Jesus — escritas mais de 600 anos depois — são internamente inconsistentes e carecem de fundamento textual ou histórico independente.

Todos os 66 livros da Bíblia são internamente consistentes. Eles não contêm erros ou contradições em tudo o que afirmam sobre Jesus, as pessoas, a moralidade, o pecado, a salvação, a história, a ciência e muito mais (2 Timóteo 3:16–17; João 17:17). Em contraste, os ensinamentos do Alcorão não podem ser harmonizados com a Bíblia nem mesmo consigo mesmos.

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