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Pergunta

O que são os decretos de Deus?

Resposta


Os decretos de Deus são Seus propósitos eternos, revelados por meio de Suas palavras e ações. Eles são eternos porque provêm do plano que Deus estabeleceu antes da criação do mundo, o qual perdurará para sempre (Efésios 1:4–5; Salmo 33:11). À medida que Deus executa o Seu plano no passado, no presente e no futuro, cada um de Seus decretos individuais serve à Sua vontade soberana.

Os decretos de Deus incluem todos os eventos da história, não apenas as Suas ações diretas. Isso significa que os Seus decretos consistem no que Ele faz e no que Ele permite. As ações diretas de Deus incluem obras sobrenaturais, como a criação do mundo e a realização de milagres. O que Ele permite envolve tolerar escolhas humanas pecaminosas, como idolatria, imoralidade e outras formas de rebelião contra Ele. O que Ele permite também inclui as consequências do pecado humano no planeta, como desastres naturais. Como os decretos de Deus abrangem todos os eventos, o mal não pode impedir a Sua vontade eterna e soberana (Romanos 8:28).

A Bíblia também ensina que os decretos de Deus se estendem até o fim do mundo e além. O Salmo 33:11 ensina que nada pode frustrar a vontade soberana de Deus: “O plano do Senhor dura para sempre; os intentos do seu coração, por todas as gerações.” Da mesma forma, o autor de Hebreus diz que os planos eternos de Deus são imutáveis: “Por isso, Deus, quando quis mostrar com mais clareza aos herdeiros da promessa que o seu propósito era imutável, confirmou-o com um juramento” (Hebreus 6:17).

Os decretos de Deus têm origem na eternidade. Um exemplo importante disso é a decisão de Deus de salvar os pecadores por meio de Jesus Cristo (João 3:16). Paulo escreve que Deus “nos escolheu nele antes da criação do mundo”, uma decisão que foi “conforme o seu beneplácito e vontade” (Efésios 1:4–5). Da mesma forma, ao descrever a redenção de Deus para os pecadores, ele escreve: “... que nos salvou e nos chamou com santa vocação, não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2 Timóteo 1:9).

Os decretos de Deus são revelados com maior clareza em Jesus. João O descreveu como “o Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo” (Apocalipse 13:8). A descrição de quando Jesus foi morto — desde a criação do mundo — aponta para o propósito eterno de Sua morte. Da mesma forma, Pedro escreveu que o Pai escolheu Jesus para salvar os pecadores antes de criar o mundo: “Ele foi conhecido antes da fundação do mundo, mas foi manifestado nestes últimos tempos, em favor de vocês” (1 Pedro 1:20).

De fato, Lucas escreve que mesmo aqueles que mataram Jesus agiram de acordo com o plano do Pai: “... a este, entregue conforme o plano determinado e a presciência de Deus, vocês mataram, crucificando-o por meio de homens maus” (Atos 2:23). Além disso, mais adiante em Atos, Lucas lista as más ações de Herodes e Pôncio Pilatos. Em seguida, ele explica que as escolhas pecaminosas deles não perturbaram os decretos de Deus. Ele escreveu: “Porque de fato, nesta cidade, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, se juntaram contra o teu santo Servo Jesus, a quem ungiste, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram” (Atos 4:27–28). Portanto, a morte de Jesus ocorreu na história, mas Deus a decretou na eternidade.

Cristo, cuja morte o Pai planejou desde a eternidade, também reinará em glória no fim da história. Mateus descreve isso quando escreve: “Quando o Filho do Homem vier na sua majestade e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória” (Mateus 25:31). Paulo, da mesma forma, mostra que a obra salvadora de Cristo tem resultados eternos para aqueles que estão unidos a Ele. Essa certeza fica clara quando ele diz: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:38–39).

Enquanto a história se desenrola através das eras, culturas e lugares, Deus tem um único propósito eterno. Por meio do profeta Isaías, Ele diz: “Desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade revelo as coisas que ainda não sucederam. Eu digo: o meu conselho permanecerá em pé, e farei toda a minha vontade” (Isaías 46:10). Como os decretos de Deus são eternos, os crentes podem viver com a confiança de que não é o acaso que governa suas vidas, mas os propósitos eternos e soberanos de Deus.

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