Pergunta
O que é a cosmologia bíblica?
Resposta
A cosmologia bíblica utiliza as Escrituras para explicar a origem e o desenvolvimento do universo. Gênesis 1:1 explica como o universo passou a existir: “No princípio, Deus criou os céus e a terra” (NAA). Deus existia antes do espaço, do tempo e da matéria. Ele é incriado, eterno e autoexistente: “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3:14, ESV). Deus criou tudo o que existe.
A criação do universo por Deus é profundamente única. Diferente da criatividade humana, que manipula materiais já existentes, Deus criou o universo ex nihilo, ou “a partir do nada”. Hebreus 11:3 declara: “Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não são visíveis” (NAA). Da mesma forma, Salmos 33:6 afirma: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles” (NAA). Segundo a cosmologia bíblica, Deus não utilizou materiais pré-existentes para criar o universo; Ele simplesmente o trouxe à existência por sua palavra.
O universo compreende os céus, a terra e os mares (Gênesis 1:1; Êxodo 20:11). Os céus incluem o céu visível, os corpos celestes e o lugar onde Deus habita. A terra é a habitação da humanidade, estável e segura: “[Deus] lançou os fundamentos da terra, para que ela não se abale em tempo nenhum” (Salmos 104:5). Os mares são os grandes corpos de água do planeta.
Deus criou o universo e o chamou de “bom” (Gênesis 1:4, 10, 13, 18, 21, 25). Após criar a humanidade, Ele o chamou de “muito bom” (Gênesis 1:31). A criação reflete a bondade de Deus. Ele se alegrou com a obra de suas mãos.
A cosmologia bíblica não é dualista. Em outras palavras, o bem e o mal não são forças opostas de igual poder. A cosmologia bíblica vê o mal como uma distorção da bondade de Deus. A bondade e a glória de Deus permeiam o universo: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmos 19:1, NAA).
Os seres humanos são feitos à imagem de Deus (Gênesis 1:27–28). Isso significa que somos seres racionais e relacionais. Também significa que devemos administrar a criação de Deus: “O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gênesis 2:15). Devemos zelar pelo bem-estar de toda a criação, em vez de explorá-la ou abusar dela.
A cosmologia bíblica observa que o Deus trino esteve ativo na criação. Deus Pai e o Espírito de Deus são vistos em Gênesis 1:1–2. E João 1:2–3 diz que todas as coisas foram feitas “por meio” do Verbo (Deus Filho).
Uma vez que Deus é o criador do universo, somos responsáveis diante dele. “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e expostas aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4:13). “Pode alguém se ocultar em esconderijos, de modo que eu não o veja? — diz o Senhor. Não encho eu os céus e a terra? — diz o Senhor” (Jeremias 23:24).
A cosmologia bíblica é um testemunho do caráter, do propósito e do plano redentor de Deus. Somos chamados a adorar o Criador e administrar a obra de suas mãos. Em Salmos 8:3–4, o salmista se maravilha com a criação de Deus: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, para que dele te lembres? E o filho do homem, para que o visites?” (NAA). Os crentes devem viver com gratidão e reconhecer seu lugar dentro do magnífico universo de Deus.
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O que é a cosmologia bíblica?
