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Pergunta

Por que a Bíblia se opõe aos cabelos trançados?

Resposta


Por duas vezes na Bíblia, os cabelos trançados parecem ser rejeitados. Primeiro, Pedro instrui: “Que a beleza de vocês não seja exterior, como tranças nos cabelos, joias de ouro e vestidos finos” (1 Pedro 3:3). Em segundo lugar, o apóstolo Paulo diz ao seu companheiro de missão Timóteo para transmitir aos membros de sua igreja “que as mulheres, em traje decente, se enfeitem com modéstia e bom senso, não com tranças no cabelo, ouro, pérolas ou roupas caras” (1 Timóteo 2:9). À primeira vista, esses versículos (citados aqui apenas parcialmente) parecem admoestar contra estilos específicos de cabelo e roupas, mas, quando considerados no contexto, eles se referem, na verdade, a temas mais amplos: humildade e modéstia.

Na cultura romana do século I, era costume as mulheres trançarem ou torcerem os cabelos, prendendo-os bem no alto da cabeça, muitas vezes decorando-os com joias, adornos de ouro e outros acessórios para chamar a atenção. Essas exibições ornamentadas realmente provocavam uma reação do público, mas o que os apóstolos querem dizer é que exibir a própria beleza para obter admiração egoísta não está de acordo com a humildade de Cristo. Jesus diz em Mateus 23:12: “Quem se exaltar será humilhado; e quem se humilhar será exaltado” (NAA).

1 Pedro 3:3–5 fala da verdadeira beleza: “Que a beleza de vocês não seja exterior, como tranças nos cabelos, joias de ouro e vestidos finos, mas que ela esteja no ser interior, uma beleza permanente de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que, no passado, costumavam se enfeitar as santas mulheres que esperavam em Deus, estando cada qual sujeita a seu próprio marido”, independentemente de seu cabelo estar trançado em penteados elaborados. Não é que o cabelo trançado seja pecaminoso, mas é mais valioso desenvolver um caráter piedoso do que arrumar o cabelo.

1 Timóteo 2:9–10 refere-se à modéstia, um tema bastante debatido na cultura cristã: “Da mesma forma, que as mulheres, em traje decente, se enfeitem com modéstia e bom senso, não com tranças no cabelo, ouro, pérolas ou roupas caras, porém com boas obras, como convém a mulheres que professam ser piedosas.” Mais uma vez, temos um contraste, desta vez entre aparências chamativas e obras menos visíveis. O melhor traje para uma mulher cristã são as “boas obras”, independentemente de ela ter cabelos trançados, adornos com joias e roupas da moda. As Escrituras não ensinam que é pecado cuidar da aparência para se sentir mais atraente, mas é pecaminoso fazê-lo com a intenção orgulhosa de chamar a atenção, e as boas obras são sempre mais importantes do que o penteado.

Ambas as passagens que se referem ao cabelo trançado utilizam uma técnica literária comum na Bíblia — a comparação e a substituição de algo indesejável (pecaminoso) por algo melhor (piedoso). Por exemplo, Jesus afirma em João 6:27: “Trabalhem, não pela comida que se estraga, mas pela que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem dará a vocês; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.” Jesus está dizendo que uma pessoa não deve trabalhar para obter alimento físico? Claro que não. 2 Tessalonicenses 3:10 nos diz: “Quem não quiser trabalhar, também não coma.” Jesus está simplesmente comparando o alimento espiritual ao alimento físico, enfatizando que o alimento espiritual deve receber maior prioridade. Valorizar a saúde física acima da saúde espiritual seria prejudicial.

Os cristãos devem se esforçar para manter uma perspectiva piedosa sobre a forma como se apresentam ao mundo, demonstrando a glória de Deus com seus corpos (1 Coríntios 6:19–20) e preocupando-se com o estado espiritual de seus irmãos e irmãs em Cristo (Romanos 15:1–2). Em vez de se concentrarem nas aparências externas, é mais proveitoso um foco interior no desenvolvimento de um comportamento semelhante ao de Cristo. Os cristãos devem viver “concentrando todos os seus esforços, acrescentem à fé que vocês têm a virtude; à virtude, o conhecimento; ao conhecimento, o domínio próprio; ao domínio próprio, a perseverança; à perseverança, a piedade; à piedade, a fraternidade; à fraternidade, o amor. Porque essas qualidades, estando presentes e aumentando cada vez mais, farão com que vocês não sejam nem inativos, nem infrutíferos no pleno conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Pedro 1:5–8).

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