Pergunta
O que a Bíblia diz sobre a cordialidade?
Resposta
A Bíblia nos incentiva a sermos gentis e amorosos uns com os outros e a nos esforçarmos para ajudar os outros — o bom samaritano da parábola de Jesus foi gentil com um completo estranho, a quem Jesus chamou de “próximo” (Lucas 10:29–37). No entanto, como em tudo na vida, devemos usar o bom senso ao sermos amigáveis e extrovertidos.
Todos nós fomos criados de forma única e dotados de personalidades que Deus pode usar para fins específicos (Salmo 139). Algumas pessoas, como o apóstolo Pedro, são naturalmente mais extrovertidas do que outras, e algumas têm mais dificuldade em conhecer novas pessoas. Deus pode usar ambos os tipos de pessoas. Durante o confinamento inicial da pandemia de 2020, os introvertidos lidaram melhor com a quarentena do que os extrovertidos, que passaram por momentos mais difíceis. Mas tanto os introvertidos quanto os extrovertidos cresceram de maneiras diferentes durante esse período. Nenhum tipo de personalidade é “errado”, mas há algumas orientações que todos devemos seguir.
Na Bíblia, Deus nos exorta repetidamente a amar uns aos outros (por exemplo, 1 Tessalonicenses 3:12). Somos até mesmo chamados a amar os nossos inimigos (Mateus 5:44), e o segundo maior mandamento de Cristo foi: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mateus 22:39). Nosso “próximo” é qualquer pessoa com quem compartilhamos a vida, a proximidade ou até mesmo o planeta. Por meio do nosso amor uns pelos outros, muitos podem ver o amor de Deus.
Sabemos que o amor é fundamental, mas ele pode assumir muitas formas. Ser amigável e extrovertido é uma dessas formas. Também somos chamados a alcançar os confins do mundo com o evangelho de Cristo — Jesus quer que sejamos “extrovertidos” no sentido literal (Mateus 28:19). Além disso, os crentes são encorajados a se reunir e ter comunhão (Hebreus 10:25). Ter amigos é algo pressuposto nas Escrituras (Êxodo 33:11; Jó 2:11; Provérbios 17:17; 27:6, 10), e a existência de amigos requer algum grau de simpatia.
Aqueles que estão em Cristo darão frutos espirituais, o que se traduz em características associadas à simpatia e à extroversão: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22–23). Todos esses frutos influenciam os relacionamentos, e a maioria deles deve ser compartilhada com os outros. A bondade não é realmente bondade a menos que outra pessoa se beneficie dela. É verdade que a alegria pode existir de forma privada no coração de alguém, mas também é verdade que a alegria geralmente transborda em uma manifestação mais pública.
Portanto, um princípio básico das Escrituras é que, até certo ponto, devemos ser amigáveis e extrovertidos, independentemente do nosso tipo de personalidade. As Escrituras também trazem algumas advertências sobre as relações pessoais.
A Bíblia adverte contra os tipos errados de amigos, e esse conselho sugere que é possível ser excessivamente amigável com certas pessoas. Não devemos manter relações íntimas ou afetuosas com alguém de temperamento explosivo, por exemplo (Provérbios 22:24–25). E Provérbios 1:10–19 e 4:14–19 alertam contra aqueles que nos induzem a praticar o mal. Não devemos nos associar com malfeitores, por maior que seja a recompensa prometida ou por mais atraente que a sua “amizade” pareça ser. Aqueles cujos “pés correm para o pecado” estão indo na direção errada e devem ser evitados. O caminho que eles escolhem não é lugar para um cristão, cuja escolha deve ser seguir o “caminho dos justos”. Somente esse caminho leva à amizade com Deus — e nós definitivamente queremos estar em bons termos com Ele (ver Tiago 4:4).
Os amigos devem ser escolhidos com cuidado. “As más companhias corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:33). Paulo adverte contra a convivência imprudente: “Não vos prendais a um jugo desigual”; ou seja, evitem uma parceria prolongada ou profunda com os incrédulos (2 Coríntios 6:14). Além disso, não podemos comer tanto à mesa do Senhor quanto à mesa dos demônios (1 Coríntios 10:21). Essas advertências não nos dão permissão para sermos insensíveis ou nos isolarmos. Mas não devemos permitir influências tóxicas indevidas em nossas vidas.
A cordialidade, no que se refere à bondade, é sempre apropriada, mas como sabemos quando devemos realmente nos abrir e interagir com os outros e quando devemos ser mais reservados? A resposta depende das circunstâncias individuais. Há momentos em que devemos evitar um relacionamento, uma conversa ou um evento. A segurança pessoal é uma consideração, e a segurança espiritual é outra: certamente nunca devemos pecar com os outros. Mas também há momentos em que é necessário estender a mão e ser extrovertido, mesmo em situações difíceis. Devemos estar sempre prontos para falar abertamente sobre a nossa fé em qualquer companhia (Colossenses 4:6). O segredo é buscar a sabedoria de Deus em cada situação específica (ver Tiago 1:5).
Em última análise, devemos sempre manter uma atitude amigável, amorosa, de bondade e graça para com os outros. Um estranho amigável pode mudar a trajetória da vida de uma pessoa. O evangelho foi feito para ser compartilhado. No entanto, também precisamos guardar os nossos corações e ter cuidado com o lugar onde estamos ou com quem estamos em comunhão. Pode haver consequências graves ao seguirmos nossas inclinações naturais, nos deixarmos levar pelo momento ou nos associarmos às companhias erradas. Independentemente de nossa personalidade, é importante buscar a orientação de Deus em todos os momentos.
Todos nós fomos criados de forma única e dotados de personalidades que Deus pode usar para fins específicos (Salmo 139). Algumas pessoas, como o apóstolo Pedro, são naturalmente mais extrovertidas do que outras, e algumas têm mais dificuldade em conhecer novas pessoas. Deus pode usar ambos os tipos de pessoas. Durante o confinamento inicial da pandemia de 2020, os introvertidos lidaram melhor com a quarentena do que os extrovertidos, que passaram por momentos mais difíceis. Mas tanto os introvertidos quanto os extrovertidos cresceram de maneiras diferentes durante esse período. Nenhum tipo de personalidade é “errado”, mas há algumas orientações que todos devemos seguir.
Na Bíblia, Deus nos exorta repetidamente a amar uns aos outros (por exemplo, 1 Tessalonicenses 3:12). Somos até mesmo chamados a amar os nossos inimigos (Mateus 5:44), e o segundo maior mandamento de Cristo foi: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mateus 22:39). Nosso “próximo” é qualquer pessoa com quem compartilhamos a vida, a proximidade ou até mesmo o planeta. Por meio do nosso amor uns pelos outros, muitos podem ver o amor de Deus.
Sabemos que o amor é fundamental, mas ele pode assumir muitas formas. Ser amigável e extrovertido é uma dessas formas. Também somos chamados a alcançar os confins do mundo com o evangelho de Cristo — Jesus quer que sejamos “extrovertidos” no sentido literal (Mateus 28:19). Além disso, os crentes são encorajados a se reunir e ter comunhão (Hebreus 10:25). Ter amigos é algo pressuposto nas Escrituras (Êxodo 33:11; Jó 2:11; Provérbios 17:17; 27:6, 10), e a existência de amigos requer algum grau de simpatia.
Aqueles que estão em Cristo darão frutos espirituais, o que se traduz em características associadas à simpatia e à extroversão: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22–23). Todos esses frutos influenciam os relacionamentos, e a maioria deles deve ser compartilhada com os outros. A bondade não é realmente bondade a menos que outra pessoa se beneficie dela. É verdade que a alegria pode existir de forma privada no coração de alguém, mas também é verdade que a alegria geralmente transborda em uma manifestação mais pública.
Portanto, um princípio básico das Escrituras é que, até certo ponto, devemos ser amigáveis e extrovertidos, independentemente do nosso tipo de personalidade. As Escrituras também trazem algumas advertências sobre as relações pessoais.
A Bíblia adverte contra os tipos errados de amigos, e esse conselho sugere que é possível ser excessivamente amigável com certas pessoas. Não devemos manter relações íntimas ou afetuosas com alguém de temperamento explosivo, por exemplo (Provérbios 22:24–25). E Provérbios 1:10–19 e 4:14–19 alertam contra aqueles que nos induzem a praticar o mal. Não devemos nos associar com malfeitores, por maior que seja a recompensa prometida ou por mais atraente que a sua “amizade” pareça ser. Aqueles cujos “pés correm para o pecado” estão indo na direção errada e devem ser evitados. O caminho que eles escolhem não é lugar para um cristão, cuja escolha deve ser seguir o “caminho dos justos”. Somente esse caminho leva à amizade com Deus — e nós definitivamente queremos estar em bons termos com Ele (ver Tiago 4:4).
Os amigos devem ser escolhidos com cuidado. “As más companhias corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:33). Paulo adverte contra a convivência imprudente: “Não vos prendais a um jugo desigual”; ou seja, evitem uma parceria prolongada ou profunda com os incrédulos (2 Coríntios 6:14). Além disso, não podemos comer tanto à mesa do Senhor quanto à mesa dos demônios (1 Coríntios 10:21). Essas advertências não nos dão permissão para sermos insensíveis ou nos isolarmos. Mas não devemos permitir influências tóxicas indevidas em nossas vidas.
A cordialidade, no que se refere à bondade, é sempre apropriada, mas como sabemos quando devemos realmente nos abrir e interagir com os outros e quando devemos ser mais reservados? A resposta depende das circunstâncias individuais. Há momentos em que devemos evitar um relacionamento, uma conversa ou um evento. A segurança pessoal é uma consideração, e a segurança espiritual é outra: certamente nunca devemos pecar com os outros. Mas também há momentos em que é necessário estender a mão e ser extrovertido, mesmo em situações difíceis. Devemos estar sempre prontos para falar abertamente sobre a nossa fé em qualquer companhia (Colossenses 4:6). O segredo é buscar a sabedoria de Deus em cada situação específica (ver Tiago 1:5).
Em última análise, devemos sempre manter uma atitude amigável, amorosa, de bondade e graça para com os outros. Um estranho amigável pode mudar a trajetória da vida de uma pessoa. O evangelho foi feito para ser compartilhado. No entanto, também precisamos guardar os nossos corações e ter cuidado com o lugar onde estamos ou com quem estamos em comunhão. Pode haver consequências graves ao seguirmos nossas inclinações naturais, nos deixarmos levar pelo momento ou nos associarmos às companhias erradas. Independentemente de nossa personalidade, é importante buscar a orientação de Deus em todos os momentos.