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Pergunta

O que é o Movimento de Transformação Mundial?

Resposta


O Movimento de Transformação Mundial (MTM) é uma organização global que aborda os problemas fundamentais da humanidade por meio da biopsicologia. O biólogo e autor Jeremy Griffith fundou o movimento em Sydney, Austrália, em 1983. Griffith acreditava que os seres humanos eram inerentemente bons, mas corrompidos por fatores externos. Embora os ensinamentos de Griffith tenham atraído muitas pessoas, as suas ideias contrastam fortemente com as do cristianismo bíblico.

O Movimento de Transformação Mundial ensina que “todo o comportamento psicologicamente perturbado, irado, egocêntrico e alienado de nossa espécie pode agora, imediatamente, ser deixado de lado e, eventualmente, ao longo de algumas gerações, desaparecer completamente, trazendo assim a reabilitação e transformação completas da raça humana e, consequentemente, do nosso planeta” (retirado de seu site oficial, acessado em 5/12/24). A ideia principal de Griffith é que os seres humanos não compreendem a sua verdadeira natureza. Segundo Griffith, experimentamos culpa, vergonha e alienação devido a uma guerra entre nossos instintos (que ainda seguem a seleção natural) e nosso intelecto. Griffith acredita que a solução é compreender a nós mesmos como fundamentalmente bons, não maus. A chave para a salvação da humanidade é o autoconhecimento.

De acordo com o Movimento de Transformação Mundial, uma vez que alcancemos a compreensão de nossa verdadeira condição e das razões de nossa condição corrompida, podemos “fazer a transição de uma pessoa competitiva e de comportamento egoísta para uma pessoa cooperativa e de comportamento altruísta, uma parte verdadeiramente integradora da humanidade” (ibid.). A transformação resultante permitirá que a humanidade “amadureça” até a “idade adulta”.

As Escrituras ensinam algo bem diferente sobre a natureza humana. De acordo com a Bíblia, os seres humanos não são inerentemente bons. Adão e Eva, os primeiros seres humanos, foram criados à imagem de Deus e tinham comunhão perfeita com Ele, mas transgrediram a ordem de Deus de não comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 3). A desobediência de Adão introduziu o pecado no mundo, levando ao nosso afastamento de Deus e uns dos outros.

Em Romanos 3:23, o apóstolo Paulo escreve: “Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”. Nosso problema mais significativo não é um conflito entre instinto e intelecto, como ensina a MTM, mas um coração corrompido pelo pecado, que herdamos ao nascer: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu a minha mãe” (Salmo 51:5; ver também Romanos 5:12). Assim, não podemos alcançar o padrão de bondade e justiça de Deus por nós mesmos: “Todos nós somos como o impuro, e todas as nossas justiças são como trapo manchado de sangue. Todos nós murchamos como a folha; e as nossas iniquidades nos arrastam como um vento” (Isaías 64:6). Griffith nega o pecado original e, na verdade, nega um Deus pessoal. De acordo com o Movimento de Transformação Mundial, Deus é simplesmente “nossa personificação do Significado Integrativo” (op. cit.).

Os ensinamentos do MTM afirmam ser “ciência cuidadosamente argumentada e comprovada, totalmente responsável e baseada em princípios fundamentais” (op. cit.), mas podem ser descritos com mais precisão como um falso evangelho. O intelectualismo e o autoconhecimento não podem nos salvar. Somos salvos somente pela graça, somente pela fé em Cristo (Efésios 2:8–9). A libertação da culpa e da vergonha vem somente pela obra consumada de Cristo: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Por isso, permaneçam firmes e não se submetam, de novo, a jugo de escravidão” (Gálatas 5:1).

Griffith e o Movimento de Transformação Mundial nos encorajam a buscar a salvação em nós mesmos, em vez de buscá-la externamente e em Deus. O egocentrismo leva à ruína e à destruição. Jeremias 17:9 adverte que “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto. Quem poderá entendê-lo?” (NAA). Deus é o único que compreende nossos corações doentes e pode nos curar.

O MTM representa o perigo das filosofias centradas no homem. Colossenses 2:8 diz: “Cuidem para que ninguém os leve cativo por meio de filosofias e de vãs sutilezas, segundo as tradições humanas, segundo os espíritos elementares do mundo, e não segundo Cristo” (NAA). O MTM pode parecer intelectual e científico, mas é sofisma, puro e simples.

Os crentes devem ter cuidado para não exaltar a razão humana acima da revelação divina. Rejeitar os ensinamentos bíblicos sobre o pecado e a redenção ao abraçar “um evangelho diferente” (2 Coríntios 11:4) nos afastará da única verdade que pode nos libertar (João 8:32). A percepção humana não pode nos reconciliar com Deus nem resolver a separação causada pelo pecado — somente Cristo pode preencher essa lacuna (1 Timóteo 2:5).

Os crentes devem rejeitar teorias como as apresentadas pelo Movimento de Transformação Mundial. Apeguemo-nos ao evangelho, que proclama que a salvação não se encontra em nós mesmos, mas em Cristo: “O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

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