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Pergunta

Jesus era um anjo?

Resposta


A palavra “anjo” significa literalmente “mensageiro”. Embora, em certo sentido, Jesus possa ser visto como o “Mensageiro” supremo de Deus, Ele não era um anjo. Jesus era o Filho de Deus encarnado. Ele criou os anjos.

Os anjos são espíritos ministradores enviados para servir àqueles que herdarão a salvação (Hebreus 1:14). Esses “filhos de Deus” aparecem regularmente ao longo da era patriarcal do Antigo Testamento (ver Jó 38:7; Gênesis 6:1–4; 19:1–22; 24:7, 40). Eles aparecem a Moisés (Êxodo 3:1–2; 14:19) e a Israel (Números 22:22–35; Josué 5:13–15). São vistos durante o tempo dos juízes (Juízes 5:23; 6:11–24), durante o tempo dos reis (1 Reis 19:5–7; Isaías 37:36) e durante o cativeiro babilônico (Ezequiel 1; Daniel 3:28). Eles aparecem nas visões de Zacarias e são mencionados nos cânticos de Israel (por exemplo, Salmos 8:5; 34:7; 78:25; 91:11).

Relevante para a questão de se Jesus era um anjo é uma curiosa distinção feita no Antigo Testamento. Enquanto um anjo é frequentemente apresentado como “um anjo” do Senhor, uma aparição pré-encarnada do próprio Cristo, ou uma cristofania, é introduzida pela frase “o Anjo do Senhor”. Alguns exemplos de cristofania ou teofania são os seguintes:

• Jesus conversou com Abraão (Gênesis 18)

• Jesus lutou com Jacó (Gênesis 32:30)

• Jesus apareceu a Moisés na sarça ardente (Êxodo 3:2–6; João 8:58)

• Jesus se encontrou com os pais de Sansão (Juízes 13)

• Jesus se juntou a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha ardente (Daniel 3:24–25)

• Jesus chamou Isaías para o ministério (Isaías 6:1–5; João 12:41)

A maioria das pessoas não percebe a glória de Cristo no Antigo Testamento porque não percebe que Ele vem se revelando ao longo da história. Mas Suas aparições como “o Anjo do Senhor” não fazem dele um anjo comum. As Escrituras falam de Jesus de maneira totalmente diferente do que falam dos anjos. Por exemplo, em Hebreus 1:3, o autor escreve:

[O Filho] que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela sua palavra poderosa, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas. (NAA)

Observe três coisas nesse versículo. Primeiro, Jesus é a “expressão exata” do ser de Deus. A ideia grega de “impressão” transmite o conceito de fotografia, selo ou gravura. Jesus é distinto de qualquer outro ser, pois representa Deus com exatidão perfeita. Quem viu Jesus viu o Pai (João 14:9). Segundo, o autor declara que Jesus é o único sacrifício providenciado para o perdão dos pecados. A realização de representar perfeitamente a imagem de Deus e de pagar perfeitamente pelo pecado humano jamais é atribuída a um anjo. Terceiro, Jesus está assentado à direita de Deus. Essa declaração torna Jesus superior aos anjos, porque a destra de Deus é um lugar de honra, poder e autoridade (Salmo 74:11; 110:1).

Jesus não é um anjo, como o autor de Hebreus deixa explícito ao continuar: "... tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles” (Hebreus 1:4). O texto prossegue oferecendo provas da superioridade e da natureza divina de Jesus:

• Ele é Filho de Deus Pai (Hebreus 1:5)

• Os anjos adoram Jesus (versículo 6)

• Os anjos são servos, mas Jesus tem um cetro e um reinado eternos (versículos 7–9)

• Jesus criou o mundo e tudo o que existe (versículos 10–12)

• Jesus tem autoridade para vencer todos os inimigos (versículo 13)

Jesus é superior aos anjos em identidade, poder, responsabilidade e reinado. Os anjos são servos da missão de Jesus, nunca o contrário. Nenhum anjo é digno de nossa lealdade. Jesus, o Filho de Deus, é a autoridade sobre tudo, e devemos atribuir a Ele um nome que está acima de todo outro nome (Filipenses 2:9).

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