Pergunta
O que a Bíblia diz sobre a iniquidade?
Resposta
Ser iníquo significa ser contrário à lei ou agir sem consideração por ela. As leis são necessárias em um mundo pecaminoso (1 Timóteo 1:9), e aqueles que escolhem agir sem lei promovem ainda mais o pecado no mundo. A palavra para "ausência da lei" na Bíblia é frequentemente traduzida como "iniquidade". De acordo com a Bíblia, a raiz de toda iniquidade é a rebelião.
1 João 3:4 define o pecado como transgressão da lei: “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” Praticar o pecado é ser transgressor; isto é, o pecador viola a lei de Deus. Dessa forma, a transgressão é uma rejeição a Deus. Satanás, que representa a rejeição definitiva a Deus, um dia dará poder ao Anticristo, chamado “o homem da iniquidade”, cuja ascensão ao poder “será conforme a ação de Satanás” (2 Tessalonicenses 2:9).
A iniquidade é contrastada com a justiça em versículos como Romanos 6:19, 2 Coríntios 6:14 e Hebreus 1:9. Os justos, que possuem a natureza de Jesus Cristo, abominam as obras da ilegalidade. Ló, um homem piedoso que vivia em Sodoma, “pelo que via e ouvia ao morar entre eles, atormentava a sua alma justa, dia após dia, por causa das obras iníquas que aqueles praticavam” (2 Pedro 2:8). O salmista disse: “Detesto a assembleia dos malfeitores e com os ímpios não me assento” (Salmo 26:5). Os cristãos devem ser cumpridores da lei (1 Pedro 4:15).
Quando uma sociedade ignora a lei, o resultado é a ilegalidade, e o caos se instala. O período dos juízes após a morte de Josué foi marcado por turbulência, opressão e desordem generalizada. O historiador bíblico aponta a razão desse tumulto: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais certo” (Juízes 21:25). O tumulto em Éfeso é um bom exemplo da ilegalidade em ação (Atos 19). Os revoltosos estavam confusos e nem sabiam ao certo por que estavam se revoltando (versículo 32); em sua ilegalidade, ignoravam os canais legais adequados (versículo 39) e, é claro, infringiam a lei (versículo 40).
Deus tem um propósito ao estabelecer o governo humano: “para punir os que praticam o mal e louvar os que praticam o bem” (1 Pedro 2:14). Os governantes são designados por Deus para manter a ordem e promover a justiça na sociedade civil. “Assim, aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus, e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (Romanos 13:2). Em outras palavras, a ilegalidade é condenada nas Escrituras.
A Bíblia relaciona a transgressão e a rebelião do homem contra Deus com a sua necessidade do perdão divino. Em Romanos 4:7, Paulo (citando o Salmo 32:1) diz: “Bem-aventurados aqueles cujas transgressões são perdoadas, e cujos pecados são cobertos” (NAA). A justiça de Deus nos é imputada na salvação, e Deus nos perdoa de nossa transgressão: “Também dos seus pecados e das suas iniquidades jamais me lembrarei” (Hebreus 10:17, citando Jeremias 31:34). Cristo morreu na cruz “a fim de nos remir de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tito 2:14). Nossas transgressões resultaram na morte de Cristo, mas a graça de Deus vence os nossos corações transgressores.
No dia do julgamento, muitos se apresentarão diante de Cristo alegando uma ligação com Ele que existe apenas em suas próprias mentes. Eles enumerarão as boas obras realizadas em Seu nome, apenas para ouvir Jesus declarar que são “praticantes do mal” que Cristo nunca conheceu (Mateus 7:23). Naquele momento, aqueles que praticam a iniquidade serão lançados “na fornalha ardente”, enquanto aqueles que estão cobertos pela justiça de Cristo “brilharão como o sol” (Mateus 13:41–43). Cristo terá a vitória definitiva e eliminará a iniquidade para sempre.
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