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Pergunta

O que é a “sexualidade santa”?

Resposta


Sexualidade Santa é um termo utilizado por Christopher Yuan em seu livro Sexualidade Santa e o Evangelho: Sexo, Desejo e Relacionamentos Moldados pela Grande História de Jesus (Editora Fiel, 2025).

Yuan chegou a esse termo enquanto se esforçava para descrever o padrão de Deus para a sexualidade. De acordo com as Escrituras, o padrão de Deus não é a homossexualidade, nem a bissexualidade. Mas, argumenta Yuan, também não é a heterossexualidade, por si só, considerando os muitos pecados heterossexuais condenados na Bíblia. Simplesmente dizer: “Deus quer que você seja heterossexual” não é suficiente.

Yuan buscava um termo que refletisse fielmente o padrão de Deus para a sexualidade de cada pessoa em todas as fases da vida, seja ela solteira ou casada. Ele escolheu “sexualidade santa” como a melhor expressão desse padrão. Deus chama as pessoas à santidade em todas as áreas, incluindo a sexualidade.

A sexualidade santa se expressa de duas e apenas duas maneiras. Para a pessoa solteira, o caminho da sexualidade sagrada exige que ela “seja fiel a Deus por meio da abstinência sexual” (Yuan, C., em entrevista com Sean McDowell, podcast “Think Biblically”, 22/3/19, www.biola.edu/blogs/think-biblically/2019/holy-sexuality, acessado em 16/7/26). O sexo antes do casamento — mesmo o sexo heterossexual — é pecado. O plano de Deus é a abstinência sexual antes do casamento; portanto, a prática da abstinência quando solteiro é uma expressão de sexualidade santa.

Para a pessoa casada, o caminho da sexualidade sagrada exige que ela “seja fiel a Deus ao ser fiel ao [seu] cônjuge do sexo oposto” (ibid.). O adultério é pecado em todos os casos. O desígnio de Deus é que a atividade sexual ocorra dentro dos limites de um casamento bíblico; assim, o sexo entre um homem e uma mulher casados entre si é uma expressão válida de sexualidade santa.

A própria noção de santidade estar ligada à sexualidade pode parecer estranha para alguns, mas não há nada de “profano” no sexo, por si só. Deus criou a humanidade “homem e mulher” (Gênesis 1:27). A primeira ordem de Deus ao casal foi acompanhada por uma bênção: “Sejam fecundos, multipliquem-se, encham a terra e sujeitem-na” (Gênesis 1:28) — uma ordem que exigia atividade sexual. O sexo que Adão e Eva tiveram foi abençoado por Deus. O casamento é um estado no qual um homem e uma mulher se tornam “uma só carne” (Gênesis 2:24).

Em seu estado de inocência, “um e outro, o homem e a sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2:25). Mesmo após a queda, o casamento (e o sexo dentro do casamento) deve ser tido em alta estima e valorizado: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito conjugal sem mácula; porque Deus julgará os impuros e os adúlteros” (Hebreus 13:4). No contexto da atividade sexual, o marido é obrigado a “conceder à esposa o que lhe é devido, e também, de igual modo, a esposa, ao seu marido” (1 Coríntios 7:3). Deus abençoa o prazer que um homem casado encontra em sua esposa: "Que os seios dela saciem você em todo o tempo; embriague-se sempre com as suas carícias" (Provérbios 5:19).

O sexo, com todas as suas complexidades físicas, emocionais e espirituais, foi uma criação de Deus. Sexo não é sinônimo de pecado; o pecado é a imoralidade — o sexo fora do casamento, conforme definido por Deus. Portanto, o comportamento sexual pode ser santo ou não. A atividade sexual exclusiva entre um homem e uma mulher casados um com o outro é santa, correta e abençoada por Deus. É a sexualidade santa. Uma pessoa solteira que se abstém do sexo também está fazendo o que é santo, correto e abençoado por Deus. Isso também é sexualidade santa.

Em resumo, a sexualidade santa é a castidade na solteirice e a fidelidade no casamento.

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