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Pergunta

O que é a raça escolhida (1 Pedro 2:9)?

Resposta


O apóstolo Pedro escreveu a 1ª Carta de Pedro aos cristãos espalhados pela Ásia Menor (1 Pedro 1:1–2). Em uma passagem-chave do livro, ele descreve a identidade deles em Jesus Cristo usando quatro termos. Ele escreve: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). A expressão “raça escolhida” refere-se a todos os cristãos, tanto judeus quanto gentios, que estão unidos como povo de Deus em Jesus.

Os primeiros leitores de Pedro viviam como marginalizados sociais e espirituais na cultura romana. Essa identidade como povo escolhido de Deus teria sido um lembrete significativo de que eles pertenciam a Ele, mesmo que a sociedade os rejeitasse. Pedro os exortou a deixar para trás os seus antigos modos de vida e a abraçar a sua nova identidade como povo de Deus por meio de Jesus Cristo.

No contexto de 1 Pedro 2:9, o apóstolo contrasta cristãos e não cristãos. Ele explica que os não cristãos rejeitaram Jesus e a Palavra de Deus. Ele os descreve como tropeçando “sendo desobedientes, para o que também foram destinados” (1 Pedro 2:7–8). Mas os cristãos são diferentes. Eles são uma “raça escolhida”. Essa descrição não se refere à sua etnia, já que os cristãos eram compostos por judeus e gentios de muitas nações (ver Atos 2:9–10). A identidade dos crentes está enraizada na eleição soberana e graciosa de Deus para os Seus propósitos especiais.

A expressão “raça escolhida” vem do Antigo Testamento. No Monte Sinai, Deus disse aos israelitas: “'Agora, pois, se ouvirem atentamente a minha voz e guardarem a minha aliança, vocês serão a minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é minha, e vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.' São estas as palavras que você falará aos filhos de Israel” (Êxodo 19:5–6). Mais tarde, Moisés reafirmou a identidade de Israel como povo de Deus em Deuteronômio 7:6, dizendo: “Porque vocês são povo santo para o Senhor, seu Deus. O Senhor, seu Deus, os escolheu, para que, de todos os povos que há sobre a terra, vocês fossem o seu povo próprio.” No Antigo Testamento, o conceito de raça escolhida referia-se ao povo judeu, mas o Novo Testamento aplica essa descrição à igreja.

A palavra “escolhido” sugere que a salvação para todas as pessoas, tanto judeus quanto gentios, é segundo a graça de Deus, recebida por meio da fé em Jesus. Assim, a salvação não se baseia em boas obras ou origem racial. O Antigo Testamento deixa isso claro em relação a Israel. Moisés escreve: “O Senhor os amou e os escolheu, não porque vocês eram mais numerosos do que outros povos, pois vocês eram o menor de todos os povos. Mas porque o Senhor os amava e, para cumprir o juramento que tinha feito aos pais de vocês, o Senhor os tirou com mão poderosa e os resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito” (Deuteronômio 7:7–8a).

O Novo Testamento afirma a mesma verdade a respeito da igreja. Paulo escreve: “Irmãos, considerem a vocação de vocês. Não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes” (1 Coríntios 1:26–27).

Além disso, o Novo Testamento ensina que todos os cristãos compõem uma única “raça” unida de pessoas. Nesse sentido, raça não se refere à etnia, mas à origem, crenças, valores e práticas compartilhados. A unidade que judeus e gentios têm em Jesus é mais forte do que qualquer divisão racial. Por exemplo, Paulo escreve que Jesus “fez dos dois um só e derrubou a barreira” e que o Seu propósito era “criar em si mesmo uma nova humanidade a partir dos dois” (Efésios 2:14–15). Ele também diz: “Porque não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam” (Romanos 10:12).

No final de 1 Pedro 2:9, o apóstolo diz que os cristãos são uma raça escolhida para que “proclamem as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” Tanto judeus quanto gentios nascem nas trevas, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus (Romanos 3:23). Mas, por meio de Sua morte e ressurreição, Jesus oferece salvação a todos, reconciliando-os com Deus e uns com os outros, para que juntos possam proclamar os Seus louvores (cf. Apocalipse 7:9–10).

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