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Pergunta

Quem foi Jim Elliot?

Resposta


Phillip James Elliot (1927-1956) foi um evangelista e missionário cristão que faleceu enquanto buscava realizar a ambição de sua vida: levar o evangelho de Jesus Cristo a povos não alcançados. Em 8 de janeiro de 1956, ele e quatro companheiros missionários americanos foram mortos a lanças em uma praia remota por dez homens da tribo primitiva Auca/Waorani — a tribo que ele sentia que tinha sido chamado para evangelizar. A história da vida de Jim Elliot foi documentada por sua viúva, Elisabeth Elliot, nos clássicos cristãos Pelas Portas do Esplendor (1957) e À Sombra do Todo-Poderoso (1958).

Nascido em 8 de outubro de 1927, Jim Elliot cresceu em Portland, Oregon. Seus pais, Fred e Clara Elliot, incutiram sólidos valores cristãos em Jim e seus três irmãos, lendo a Bíblia para eles e ensinando-os a orar e viver para a glória de Cristo. Aos seis anos, Jim fez uma profissão de fé decisiva. Quando jovem, ele foi inspirado por missionários como William Carey e Amy Carmichael. Sentindo um chamado para missões no exterior, Jim Elliot frequentou a Wheaton College, onde se formou em estudos gregos.

Elliot era enérgico, altamente disciplinado, inteligente e talentoso em várias áreas, incluindo música, literatura, arte, teatro, oratória e poesia. Ele se destacava nos estudos e tornou-se um excelente lutador na faculdade, acreditando que o esporte condicionaria o seu corpo e beneficiaria o seu treinamento como soldado do Senhor.

Cada vez mais determinado em seu propósito e devoção a Cristo, Elliot começou a manter um diário espiritual na faculdade para documentar a sua fé cada vez mais profunda. Ele continuaria essa prática até a sua morte, preenchendo quatro cadernos com mais de 800 anotações. Em 28 de outubro de 1949, ele escreveu esta frase frequentemente citada: “Não é tolo quem dá o que não pode guardar para ganhar o que não pode perder.”

Apenas alguns meses depois, Elliot ouviu a história de uma tribo pequena, mas feroz, na floresta tropical equatoriana — um povo não alcançado, conhecido pejorativamente como índios Auca (Waorani ou Huaorani é como eles se autodenominam). Na época, a tribo era considerada um grupo indígena hostil que, até então, havia matado todos os forasteiros que se aventuraram em seu território. Jim Elliot sentiu o seu caminho se delinear; ele desejava alcançar essas pessoas com a mensagem do amor de Jesus Cristo.

Jim Elliot também conheceu a sua futura esposa, Elizabeth Howard, na faculdade, embora eles só se casassem anos mais tarde. Após se formar com altas honras em 1949, Jim passou por um período de provações e preparação antes de iniciar o trabalho missionário no exterior em 1952 com os índios Quechua na estação missionária de Shandia, no Equador.

Em 8 de outubro de 1953, Jim (26 anos) e Elizabeth (21 anos) se casaram em Quito, no Equador. Valerie, sua única filha, nasceu em 27 de fevereiro de 1955.

Após o casamento, o casal uniu forças com amigos e colegas missionários Pete Fleming, Nate Saint, Ed McCully e Roger Youderian para embarcar na Operação Auca — uma missão cuidadosamente planejada para alcançar os Waorani. Eles começaram com tentativas de demonstrar à tribo que suas intenções eram amigáveis. Eles transportaram suprimentos e presentes por três meses, lançando-os em baldes para as pessoas abaixo. Utilizaram alto-falantes para transmitir mensagens hospitaleiras dos Waorani do avião e através da floresta. Com o tempo, os Waorani retribuíram com presentes próprios.

Por fim, a equipe de cinco indivíduos considerou que era o momento de estabelecer contato. Em 3 de janeiro de 1956, os cinco homens desembarcaram em um banco de areia do rio Curaray, a poucos quilômetros da principal aldeia Waorani. No início, os missionários ficaram entusiasmados e encorajados pelos encontros positivos com três dos Waorani. No entanto, alguns dias depois, dez homens Waorani armados com lanças retornaram ao acampamento na praia, ferindo mortalmente todos os cinco missionários. A notícia se espalhou pelo mundo, com a história de suas mortes aparecendo em uma reportagem fotográfica da edição de 30 de janeiro de 1956 da revista LIFE.

Menos de três anos depois, o trabalho de evangelização dos Waorani foi retomado. A esposa e a filha de Jim, juntamente com a irmã de Nate Saint, Rachel, e outras três esposas dos missionários assassinados, mudaram-se para a aldeia Waorani para viver entre as pessoas que haviam matado seus maridos, pais e irmãos. De acordo com o relato de Elisabeth Elliot em The Savage My Kinsman (1961, O Selvagem Meu Parente), muitos Waorani se converteram a Jesus Cristo e agora vivem em paz como uma tribo amigável.

O martírio de Jim Elliot e seus colegas missionários no Equador serviu como um catalisador para renovados esforços no trabalho missionário no exterior. O legado de determinação e sacrifício de Elliot inspirou milhares de outras pessoas a dedicarem suas vidas ao serviço de Cristo.

Apresentamos algumas citações de The Journals of Jim Elliot (1978, Os Diários de Jim Elliot) para inspirar, desafiar e fortalecer a sua fé:

"Onde quer que você esteja, esteja totalmente presente. Viva intensamente cada situação que você acredita ser a vontade de Deus."

"Não busco uma vida longa, mas uma vida plena, como a sua, Senhor Jesus."

"Por favor, perdoe-me por ser tão comum enquanto afirmo conhecer um Deus tão extraordinário."

"Deus sempre concede o melhor àqueles que confiam a escolha a Ele."

"Senhor, torne o meu caminho próspero, não para que eu alcance uma posição elevada, mas para que a minha vida seja uma demonstração do valor de conhecer a Deus."

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