Pergunta
Como Deus nos purifica de toda injustiça (1 João 1:9)?
Resposta
Primeira João 1:9 declara: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". A carta de João, às vezes chamada de "epístola católica", foi escrita para a igreja universal. João estava instruindo todos os cristãos em todos os lugares com a declaração "se" em 1 João 1:9. Se confessarmos nossos pecados, Deus nos purificará de toda injustiça. Ele é fiel e justo para fazer isso.
Para o incrédulo, a purificação de Deus da injustiça começa a partir do ponto de justificação. O sacrifício de Cristo pelo pecado é acessível a todos, mas entra em vigor quando os incrédulos, sob a convicção do Espírito Santo, depositam a sua fé em Cristo como o Salvador redentor. Nesse momento, Deus declara os pecadores como justos e santos, separando-os do domínio das trevas e colocando-os no reino da luz (Romanos 3:21-24; Colossenses 1:13). O poder do pecado é quebrado em suas vidas (Romanos 6:6, 14; 1 Coríntios 6:11). Além disso, aqueles que são justificados são selados pelo Espírito Santo e experimentam a regeneração (Efésios 1:13-14; 2 Coríntios 1:21-22).
Mesmo após a justificação, há a necessidade de ser purificado de toda injustiça. A natureza pecaminosa do cristão ainda deseja realizar atos de injustiça. Nenhum crente pode afirmar que alcançará a perfeição sem pecado nesta jornada terrena. Consequentemente, a vida cristã é um cabo de guerra entre a nossa carne e o Espírito (Gálatas 5:16-17; Romanos 8:5-6), muitas vezes resultando em momentos em que cedemos à carne e interrompemos a nossa comunhão com o Pai. Primeira João 1:9 enfatiza a importância de reconhecermos as nossas falhas, confessá-las como erradas diante de Deus e voltar a nos alinhar com os Seus caminhos. Os cristãos não confessam os seus pecados para manter a salvação; em vez disso, eles o fazem porque aspiram a se tornar mais semelhantes a Cristo.
Portanto, 1 João 1:9 não implica que devemos manter constantemente a salvação por meio de nosso pedido de perdão. A salvação se baseia no sacrifício perfeito de Cristo, não em nossa exigência de perdão. Entretanto, todos os pecados entristecem o Espírito e ofendem a Deus e devem ser confessados a Deus. Quando um cristão peca, a sua comunhão com Deus sofre, necessitando de perdão (Efésios 4:30; Salmo 51:4; Gênesis 6:5-6).
Considere um casamento saudável como analogia: marido e mulher têm a certeza constante de que seu casamento é legalmente válido, mas, quando um dos cônjuges peca contra o outro, o relacionamento sofre. O pedido de desculpas e o perdão desempenham um papel fundamental na restauração da intimidade. O pecado não dissolveu o casamento, mas quebrou a comunhão por um tempo. Da mesma forma, aqueles que estão em Cristo possuem uma posição legal segura perante Deus - somos justificados; somos adotados como Seus filhos. Entretanto, quando pecamos, o relacionamento sofre, e nossa confissão, seguida do perdão de Deus, nos ajuda a permanecer alinhados com o aspecto relacional de nossa caminhada cristã.
Quando Jesus lavou os pés de Seus discípulos, Ele se aproximou de Pedro, que se opôs ao fato de Jesus tê-lo servido de forma tão humilde. Jesus disse a Pedro: "Se eu não lavar, você não terá parte comigo" (João 13:8). Diante disso, Pedro pediu uma limpeza de corpo inteiro (versículo 9). Mas Jesus disse que isso não era necessário: "Quem já se banhou não precisa lavar nada, a não ser os pés, pois, quanto ao mais, está todo limpo. E vocês estão limpos, mas não todos" (versículo 10). Em outras palavras, Pedro já havia tomado o seu "banho" (ele foi justificado), mas ainda precisava de uma limpeza menor (perdão dos pecados diários que havia cometido). Uma pessoa banhada que anda por este mundo pegará sujeira e fuligem e, portanto, precisará lavar os pés. Da mesma forma, uma pessoa salva que vive neste mundo pecaminoso precisará de momentos periódicos de confissão. E Deus promete perdoar o Seu filho.
Quando confessamos nosso pecado - ou seja, quando reconhecemos que nossas ações foram erradas - Deus está disposto a nos purificar de toda injustiça e restaurar nossa comunhão com Ele.
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