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Pergunta

Quem são os que proíbem o casamento em 1 Timóteo 4:3?

Resposta


Primeira Timóteo 4:3 está ligada aos versículos anteriores ao descrever um grupo de falsos mestres predominantes no primeiro século. A descrição se desenrola da seguinte forma:

"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm a consciência cauterizada, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com gratidão pelos que creem e conhecem a verdade. Pois tudo o que Deus criou é bom, e, se recebido com gratidão, nada é recusável, porque é santificado pela palavra de Deus e pela oração" (1 Timóteo 4:1-5).

A identidade desses falsos mestres está implícita na passagem, talvez porque Paulo esperava que Timóteo soubesse quem eles eram. Eles são caracterizados apenas como "mentirosos hipócritas", dos quais vêm ensinamentos enganosos alimentados por espíritos enganadores que desviarão algumas pessoas da fé. Juntamente com a proibição do casamento, eles também defendem a abstinência de certos alimentos. Ambas as instruções refletem práticas ascéticas, e fica claro por que os ensinamentos são enganosos. As regras ascéticas "têm aparência de sabedoria, ao promoverem um culto que as pessoas inventam, falsa humildade e tratamento austero do corpo. Mas elas não têm valor algum na luta contra as inclinações da carne" (Colossenses 2:23). Paulo rotula essas regras como "ordens e ensinamentos humanos" (Colossenses 2:22).

A injunção contra o casamento e certos tipos de alimentos se alinha com as doutrinas gnósticas, portanto, é provável que Paulo estivesse se referindo aos professores gnósticos. O gnosticismo floresceu nos primeiros três séculos d.C. e, pelo fato de muitos gnósticos afirmarem ser cristãos, a heresia pode ter causado confusão.

O cristianismo e o gnosticismo divergem em várias frentes, uma das quais é a proibição do casamento. Influenciados por filósofos como Platão, os gnósticos adotam uma perspectiva dualista na qual o mundo físico é inerentemente mau, sendo que apenas o mundo espiritual é virtuoso. Como o casamento e a sexualidade fazem parte do mundo físico, algumas seitas os proíbem. Por outro lado, o cristianismo considera os reinos físico e espiritual como inerentemente bons. Embora contaminada pelo pecado e pela morte, a criação permanece fundamentalmente boa. Embora Paulo tenha permanecido solteiro e exaltado o celibato como uma escolha válida, o cristianismo honra o casamento e não o proíbe. Além disso, embora os israelitas tenham aderido a restrições alimentares com o objetivo de se distinguirem de outras nações, essa prática terminou depois que Jesus declarou que todos os alimentos eram limpos (Marcos 7:19). Agora, as escolhas alimentares são determinadas por convicção pessoal (Romanos 14:1-4).

Embora não haja consenso de que os gnósticos sejam os falsos mestres que proibiam o casamento, é provável que sejam eles que Paulo tinha em mente. Podemos aprender muito sobre a natureza dos falsos ensinamentos com as advertências das Escrituras. Os falsos ensinamentos muitas vezes têm a aparência de verdade e podem até parecer sábios, mas são, na melhor das hipóteses, "ensinamentos de homens" (Colossenses 2:22) e, na pior, "ensinos de demônios" (1 Timóteo 4:1).

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