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Pergunta

Qual é a diferença entre pouca fé e fé pequena (Mateus 17:14-21)?

Resposta


Em Mateus 17:14-21, Jesus expulsa um demônio de um menino que sofria de ataques autodestrutivos. Depois disso, os discípulos perguntaram a Jesus em particular: "Por que não conseguimos expulsá-lo?" Em resposta, Jesus introduz os conceitos de "pouca fé" e "fé pequena" para chamar a atenção para a fé vacilante e limitada deles: "Por causa da pequenez da fé que vocês têm. Pois em verdade lhes digo que, se tiverem fécomo um grão de mostarda, dirão a este monte: 'Mude-se daqui para lá', e ele se mudará. Nada lhes será impossível" (versículo 20). A distinção entre pouca fé e fé pequena é sutil, mas profunda.

Anteriormente, enquanto Jesus estava no monte revelando o Seu poder e glória a Pedro, Tiago e João por meio da transfiguração (veja Mateus 17:1-8), o pai do menino endemoninhado havia levado seu filho aos nove discípulos restantes para ser curado (veja Mateus 17:16; cf. 17:19). No entanto, apesar de já terem recebido autoridade de Jesus para expulsar demônios e curar doenças (veja Mateus 10:1, 8; Marcos 3:15; Lucas 9:1), os discípulos não conseguiram aproveitar o poder que Ele havia delegado. Jesus ficou triste e frustrado (ver Mateus 17:17). Depois de todo o tempo que passou com eles, eles ainda não confiavam e não acreditavam totalmente nEle. Jesus os repreendeu severamente e, em seguida, usou o momento para esclarecer a fé de um crente.

Pouca fé

"Pouca fé" refere-se à fé fraca ou à falta de confiança no poder e nas promessas de Deus. O termo grego original para a frase traduzida como "tão pouca fé" refere-se à confiança ou fé incrédula, sem confiança. A fé dos discípulos era de qualidade inferior. Esse tema da pouca fé está presente em todo o Evangelho de Mateus (veja Mateus 14:16-21; 15:16, 23). Jesus chama a atenção para a "pouca fé" de Seus discípulos quando eles duvidaram da capacidade de Deus de cuidar deles (veja Mateus 6:30; 8:26; 14:31; 16:8).

A pouca fé é caracterizada por dúvidas e vacilações. Jesus disse: "Em verdade lhes digo que, se tiverem fée não duvidarem, não somente farão o que foi feito à figueira, mas até mesmo, se disserem a este monte: 'Levante-se e jogue-se no mar', assim será feito. E tudo o que pedirem em oração, crendo, vocês receberão" (Mateus 21:21-22; ver também Lucas 17:6).

Quando Jesus falou da "pouca fé" dos discípulos, Ele não estava se referindo à sua pequena quantidade ou tamanho, mas sim à sua baixa qualidade e instabilidade. A fé sólida, robusta e saudável está ancorada em Jesus Cristo, em Suas promessas e em Seu poder. Tiago escreveu: "Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando, pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Que uma pessoa dessas não pense que alcançará do Senhor alguma coisa, sendo indecisa e inconstante em todos os seus caminhos" (Tiago 1:6-8).

A pouca fé destaca a hesitação e a falta de crença total dos discípulos na capacidade de Deus de realizar milagres por meio deles. É uma fé que existe, mas é enfraquecida pela dúvida e pela instabilidade e, portanto, incapaz de superar desafios espirituais significativos.

Pequena fé

A "pequena fé" enfatiza o potencial e o poder até mesmo da menor medida de crença genuína. Jesus compara a fé a um grão de mostarda, a menor das sementes, mas capaz de mover montanhas se for firme e inabalável. Mais uma vez, o tamanho da fé de uma pessoa em Deus não é importante, mas sim a sua autenticidade e determinação.

Até mesmo a menor fé do crente fornece um poder esmagador (Marcos 9:23). Esse tipo de fé mantém uma perspectiva constante de confiança em Deus (Hebreus 11:6; 1 Pedro 1:21), que é o objeto de nossa fé. Ela abandona toda a autossuficiência e deposita total confiança em Deus, em Sua Palavra e em Suas promessas. Ela deixa de olhar para a própria capacidade e os próprios esforços e confia exclusivamente no poder do Senhor. Não importa quão pequena seja, a fé genuína reconhece a total impotência e a completa dependência de Deus. Tudo o que importa em questões de fé é o Deus em quem nossa fé é depositada. Ele é o Deus do impossível, capaz de mover montanhas e expulsar demônios (Gênesis 18:14; Lucas 1:37; Mateus 19:26).

A fé pequena é uma falta de fé, mas a fé pequena é toda a fé de que precisamos. A fé pequena é fraca porque está equivocada em sua própria capacidade. A fé pequena é poderosa porque é corretamente colocada na capacidade infinita de Deus. É preciso apenas uma quantidade minúscula de fé e confiança em Deus para vencer obstáculos esmagadores.

Em última análise, Mateus 17:14-21 ensina que a fé pequena é prejudicada pela dúvida, mas a fé pequena pode levar a resultados extraordinários se for sincera e inabalável. A chave não é a quantidade de fé, mas a qualidade. Deus tem poder ilimitado; confiamos honestamente nEle para fazer o que prometeu?

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Qual é a diferença entre pouca fé e fé pequena (Mateus 17:14-21)?
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