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Pergunta

Para onde foram as águas do dilúvio?

Resposta


O relato bíblico do dilúvio de Noé descreve um evento global no qual Deus purificou a Terra da maldade, enviando um dilúvio para engolir o mundo. Durante 40 dias e noites, a água jorrou tanto do céu quanto das profundezas da Terra. As águas cobriram toda a terra, subindo a mais de 6,7 metros acima dos picos das montanhas mais altas (ver Gênesis 7:19–23). Todas as criaturas vivas que habitavam a terra, exceto aquelas a bordo da arca, pereceram. Após o dilúvio, a água começou a baixar. A Bíblia não afirma explicitamente para onde foram as águas do dilúvio. No entanto, a visão e a interpretação bíblicas sugerem que tanto a intervenção divina quanto os processos naturais explicam para onde foram as águas após o dilúvio.

De acordo com Gênesis, as águas do dilúvio tiveram duas origens: as “fontes do grande abismo” jorrando e as “janelas dos céus” se abrindo (ver Gênesis 7:11). O resultado foi uma inundação vinda de baixo e de cima. As águas aumentaram sobre a terra por um período de 150 dias e, então, Deus iniciou um processo de reversão.

Primeiro, a Bíblia afirma que Deus fez com que as águas recuassem: “Então Deus se lembrou de Noé e de todos os animais selvagens e de todos os animais domésticos que estavam com ele na arca. Deus fez soprar um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar” (Gênesis 8:1).

Este versículo mostra que Deus interveio ativamente enviando um vento para acelerar a evaporação e o recuo das águas, sinalizando o início da renovação da terra. A palavra hebraica original para “vento” (rūa) aqui é a mesma usada para “Espírito” em Gênesis 1:2, sugerindo uma força poderosa e sobrenatural em ação.

Além de enviar vento para secar a terra, Deus interrompeu as fontes de água. Gênesis 8:2 explica: “Fecharam-se as fontes do abismo e também as comportas dos céus, e a chuva dos céus se deteve”. Assim que o dilúvio cumpriu o seu propósito, Deus fechou as comportas.

Mesmo assim, secar a terra foi um processo gradual e deliberado que levou cerca de sete meses (ver Gênesis 8:3–14). A água não simplesmente desapareceu, mas retornou lentamente aos oceanos, mares e reservatórios subterrâneos. Salmos 104:6–9 oferece mais esclarecimentos:

Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste; as águas ficaram acima das montanhas. Com a tua repreensão, as águas fugiram, com a voz do teu trovão, bateram em retirada. Elevaram-se os montes, desceram os vales, até o lugar que lhes havias preparado. Puseste às águas divisa que não ultrapassarão, para que não voltem a cobrir a terra.

Muitos estudiosos citam essa passagem poética como evidência de que a topografia da Terra foi remodelada durante o dilúvio, elevando montanhas, rebaixando vales e criando novas bacias oceânicas e fossas para acomodar a água. Parte das águas do dilúvio se depositou em reservatórios recém-designados, enquanto o restante retornou aos seus locais anteriores.

A resposta científica à pergunta “Para onde foram as águas do dilúvio?” envolveria o ciclo hidrológico de evaporação, condensação e precipitação. De muitas maneiras, o recuo descrito em Gênesis se assemelha a esse processo natural, com o excesso de água fluindo para baixo para encher grandes corpos d’água.

No entanto, a mão de Deus intervém claramente na narrativa. Ao Seu comando, a água fugiu; ao som de Seu trovão, ela se apressou a se afastar (ver Salmo 104:7). Deus reuniu a água em oceanos e mares recém-delimitados (ver Salmo 104:8–9) e, por fim, a terra secou. Noé, sua família e os animais saíram da arca (Gênesis 8:18–19), marcando a conclusão do julgamento de Deus e o início de uma terra renovada.

O desaparecimento das águas do dilúvio tem um significado simbólico que vai além do secamento físico da terra. Representa a purificação do mundo, um reinício após a corrupção e um novo começo para a humanidade. Deus ilustra o Seu poder sobre a criação e a Sua misericórdia para com Noé e as gerações futuras por meio da água torrencial e do vento secador. Por fim, a purificação e a renovação são marcadas pela aliança de Deus com Noé, simbolizada pelo arco-íris (ver Gênesis 8:20–9:17).

A pergunta: “Para onde foram as águas do dilúvio?” e sua resposta nos lembram do poder, da justiça, da misericórdia e do amor de Deus. Ele julgou o mundo por seu pecado (Gênesis 6:5–7), mas também preservou a vida e deu à humanidade um novo começo (Gênesis 9:1).

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