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Pergunta

O que significa "não se lembrar das coisas passadas" em Isaías 43:18?

Resposta


Ao encorajar Israel com a esperança da vinda do Messias, Deus exorta o povo: "Não fiquem lembrando das coisas passadas, nem pensem nas coisas antigas" (Isaías 43:18). Algo novo estava para acontecer.

O anúncio messiânico foi feito em Isaías 42:1-4, e Deus descreve ainda mais a certeza de Seu reinado vindouro em Isaías 42:5-8. Essa seção termina com a declaração de Deus de que as coisas antigas já passaram e agora Ele está declarando a eles coisas novas (Isaías 42:9). A referência está contrastando a antiguidade do julgamento sob a Antiga Aliança (ou a Aliança Mosaica) com a novidade da esperança proporcionada pela promessa de um Messias vindouro que redimiria o povo e governaria com justiça (cumprindo, em última análise, as Alianças Abraâmica, da Terra, Davídica e Nova).

Depois de relatar os motivos dos julgamentos atuais e futuros que Israel enfrentaria (Isaías 42:10-25), Deus os lembra de que Ele é o Deus deles (Isaías 43:1-3) e que eles são preciosos para Ele (Isaías 43:4-7). Por causa disso, eles não podem se lembrar das coisas passadas (Isaías 43:18). Embora tivesse de haver um julgamento e consequências para Israel - eles quebraram a aliança condicional que Deus havia feito com a nação - esse julgamento não duraria para sempre. Deus anuncia a chegada de uma nova administração, na qual os fracassos de Israel e os julgamentos resultantes estariam no passado. Embora possa haver aqueles que continuamente acusam Israel e proclamam as coisas antigas como se fossem uma realidade contínua (Isaías 43:8-9), o testemunho deles é falso. As coisas antigas já passaram, como Deus prometeu, e novas coisas estão chegando.

Embora alguns pudessem testemunhar contra Israel, o próprio povo seria testemunha de que seu Criador e seu Messias trariam novas coisas como Ele prometeu (Isaías 43:10-13). Assim como o povo experimentaria o julgamento de Deus nas mãos da Babilônia, Deus também traria julgamento à Babilônia, e o poder da Babilônia seria extinto (Isaías 43:14-17). Como Deus é soberano e fiel, Israel poderia confiar nEle e acreditar em Sua palavra. Assim, eles não precisariam se lembrar das coisas passadas ou ponderar os problemas do passado (Isaías 43:18); em vez disso, eles poderiam olhar para frente com expectativa para o que Deus faria e como Deus finalmente os libertaria e redimiria (Isaías 43:19-21).

Deus trouxe o julgamento prometido a Judá pelas mãos de Nabucodonosor e da Babilônia em 605, 597 e 586 a.C., quando o povo foi levado para o exílio. Menos de 50 anos depois, antes que o julgamento e o exílio de 70 anos de Judá estivessem completos, a Babilônia caiu nas mãos da Medo-Pérsia. Deus cumpre a Sua palavra. O Seu povo não poderia se lembrar das coisas passadas nem ponderar sobre o que já passou (Isaías 43:18) porque Ele prometeu redenção e restauração, e essas coisas novas viriam.

Da mesma forma que Israel foi exortado a confiar em Deus e olhar para o cumprimento de Suas promessas, somos incentivados a manter nossos olhos focados no Autor e Consumador da fé para que possamos correr a corrida que Ele nos propôs (Hebreus 12:1-2). Deus assumiu compromissos e sempre os cumpre. Por isso, podemos ler a Sua Palavra e levá-la ao pé da letra, sabendo que o que Ele disse será cumprido. Como Israel, não podemos nos lembrar das coisas antigas nem considerar as coisas de outrora. Também temos um passado repleto de fracassos e pecados (Efésios 2:1-3) e, assim como fará com a nação de Israel, Deus interveio para resolver o nosso passado e nos redimir para uma vida de novidade, esperança, propósito e alegria (Efésios 2:4-10).

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