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Pergunta

O que é a mão direita da comunhão (Gálatas 2:9)?

Resposta


A frase "mão direita de comunhão" é encontrada em Gálatas 2:9. Lá, Paulo relata: "... Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, estenderam a mim e a Barnabé a mão direita da comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios e eles fossem para a circuncisão". Nesse estágio relativamente inicial de seu ministério, Paulo relatou aos anciãos em Jerusalém o que estava pregando, e os outros apóstolos afirmaram seu apoio ao evangelho. O apoio deles foi demonstrado ao estenderem "a mão direita de comunhão" a Paulo e Barnabé.

Dar a mão direita de comunhão era "um ato solene de parceria que significava aceitação, acordo e confiança" (nota de rodapé, Gálatas 2:9, A Bíblia Amplificada, the Lockman Foundation, 2015). Até hoje, um aperto de mão ou um aperto da mão direita ou do antebraço é usado como forma de afirmar uma promessa, selar um acordo, comunicar confiança mútua ou firmar uma parceria. No caso do encontro de Paulo e Barnabé com Tiago, João e Pedro, o aperto da mão direita de comunhão parece ter incluído também a ideia de aceitar alguém em um grupo existente. Afinal, era um aperto de mão de companheirismo.

Em algumas igrejas atuais, a prática de estender a mão direita de comunhão continua, e muitas vezes ainda é chamada pela terminologia bíblica. Como parte do processo de recepção de novos membros em uma congregação local, a "mão direita de comunhão" é estendida a uma pessoa que expressou fé em Cristo, foi batizada (ou será em breve) ou expressou interesse em ser membro da igreja. Essa pessoa é reconhecida publicamente durante o culto de adoração da igreja e, após o culto, os membros existentes apertam a mão dela. Os apertos de mão são em parte de boas-vindas, em parte de congratulações e em parte de espírito de grupo.

O conceito de estender a mão direita de comunhão, no sentido de dar as boas-vindas a um novo crente em uma família da igreja, é importante. A palavra traduzida como "comunhão" vem do grego koinonia, que se refere à amizade ou ao compartilhamento em uma parceria. Na primeira igreja, os crentes "perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações" (Atos 2:42). Amizades fortes e comunhão são parte essencial de uma igreja local saudável e em crescimento.

A primeira igreja em Jerusalém considerava seus relacionamentos uns com os outros uma parte importante de sua vida diária: "Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos" (Atos 2:46-47). Eles se reuniam como um grupo de alguma forma todos os dias, com pessoas vindo à fé diariamente durante esse período.

Em todo o Novo Testamento, a ideia de "comunhão" e ministério "uns aos outros" é frequentemente mencionada. Na referência final à comunhão no Novo Testamento, lemos: "Se andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1:7). A comunhão é uma parte vital da vida para Cristo. O conceito de dar a mão direita de comunhão aos novos crentes, seja praticado literalmente ou observado figurativamente, dá a devida ênfase a essa parte importante da vida no Corpo de Cristo.

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