Pergunta
Larga é a estrada que leva à perdição — por quê?
Resposta
Jesus Cristo usou a metáfora de duas estradas para ilustrar a escolha entre uma vida piedosa e uma vida mundana: “Entrem pela porta estreita! Porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela. Estreita é a porta e apertado é o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que o encontram” (Mateus 7:13–14). Jesus chama a vida piedosa que leva à vida de caminho estreito por duas razões. Há apenas um caminho para o céu — por meio de Jesus (João 14:6; Atos 4:12) — e as exigências éticas do Reino de Deus são claras e inegociáveis. Jesus se refere à vida segundo o mundo, que leva à destruição, como um caminho largo, porque a impiedade e a injustiça se manifestam de muitas formas.
O contexto do ensinamento de Jesus sobre o caminho largo que leva à destruição é o Sermão da Montanha, registrado em Mateus 5–7. Neste sermão, Jesus descreve o que a vida justa implica para aqueles que estão no reino de Deus (Mateus 4:17, 23). Depois de ensinar sobre a virtude interior (Mateus 6:1–18), Ele dá instruções sobre a virtude exterior, estabelecendo a Regra de Ouro (Mateus 7:12). Jesus então encoraja os Seus seguidores a se comprometerem com esse modo de vida, mesmo que seja mais exigente do que a alternativa mundana e injusta.
Encorajar as pessoas a viver para Deus em vez de para o mundo é um importante tema bíblico enraizado no Antigo Testamento. Embora Deuteronômio 30:19 não use a imagem de caminhos, apresenta claramente duas escolhas: “Hoje tomo o céu e a terra por testemunhas contra vocês, que lhes propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolham, pois, a vida, para que vivam, vocês e os seus descendentes.” O Salmo 1:6 faz uma observação semelhante usando a imagem de dois caminhos: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá” (veja também Provérbios 28:6 e Jeremias 21:8). Descrever a escolha de um indivíduo como sendo entre viver para Deus e viver para o mundo destaca que não há uma terceira opção.
Em Sua metáfora, Jesus acrescentou que o caminho da vida piedosa é estreito, enquanto o caminho da vida segundo o mundo é largo (Mateus 7:14). Para entender o caminho largo, é útil compreender o caminho estreito. O caminho piedoso é estreito não apenas porque há somente um caminho para o céu, mas também porque suas exigências éticas são mais difíceis. Por exemplo, Jesus não apenas afirmou que o adultério é pecado, mas também disse que olhar para outra pessoa com desejo impuro é igualmente errado (Mateus 5:27–30). Da mesma forma, matar alguém é pecado, mas também o é alimentar ira indevida (Mateus 5:21–22). Além disso, o caminho estreito é menor porque contém menos viajantes. Como Jesus disse, muitos são chamados, mas poucos são escolhidos (Mateus 22:14; Lucas 13:23–24).
Enquanto isso, o caminho do mundo que leva à destruição é largo porque a injustiça se expressa de inúmeras formas. Quando as pessoas rejeitam Jesus e a ética do Seu Reino, elas substituem Seus padrões morais por suas próprias virtudes criadas por si mesmas. A implicação de Jesus ao dizer que “poucos encontram” o caminho estreito é que a maioria escolhe o caminho largo do mundanismo, marcado por uma vida centrada em si mesma. O resultado dessa escolha é descrito em Provérbios 14:12: “Há caminho que ao ser humano parece direito, mas o fim dele é caminho de morte.”
A vida justa à qual Jesus chama os Seus seguidores muitas vezes significa escolher o que é difícil em vez do que é fácil, vivendo assim em contraste com as normas de um mundo permeado pelo pecado (Marcos 10:30; João 16:33). Paulo enfatizou esse princípio em sua primeira viagem missionária, quando foi apedrejado e deixado como morto por pregar o evangelho em Listra. Após a sua cura milagrosa, com grande transparência, ele encorajou os novos convertidos a permanecerem fiéis: “... fortalecendo o ânimo dos discípulos, exortando-os a permanecerem firmes na fé e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no Reino de Deus” (Atos 14:22).
O custo de escolher o caminho estreito e rejeitar o caminho largo vale a pena, pois o caminho estreito é o único que conduz à vida eterna com Deus (João 14:6; Atos 4:12).
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Larga é a estrada que leva à perdição — por quê?
