Pergunta
A intinção é a forma correta de celebrar a comunhão?
Resposta
A intinção é a prática de participar da Ceia do Senhor combinando, de alguma forma, os dois elementos: o pão e o suco/vinho. Em muitas tradições da Igreja Ortodoxa Oriental, isso é feito misturando o pão e o vinho e, em seguida, servindo ambos com uma colher a cada participante. Nas tradições católica romana e protestante, a intinção geralmente é realizada mergulhando o pão no vinho e consumindo-o imediatamente. Essa prática às vezes é encontrada em igrejas batistas, congregacionais, não denominacionais, presbiterianas, luteranas, anglicanas, metodistas e em algumas outras igrejas protestantes. No entanto, a grande maioria das igrejas protestantes prefere apresentar o pão e o suco/vinho separadamente.
A questão da intinção suscita alguma controvérsia. Alguns temem que a intinção simplesmente não cumpra o mandamento de “comer este pão e beber este cálice” (1 Coríntios 11:26), pois combina os dois elementos em um só. Enquanto a Escritura menciona duas ações (comer e beber), a intinção tem apenas uma. Alguns apontam João 13:26 como um exemplo de intinção na Bíblia: “Mergulhando o pedaço de pão, [Jesus] o deu a Judas.” No entanto, esse versículo dificilmente pode ser usado como base para um sacramento da igreja; o próprio versículo especifica que Jesus estava mergulhando o pão em um prato (provavelmente de charoset), e não em um cálice. E Judas, o traidor, é o único a recebê-lo.
Os defensores da intinção frequentemente sugerem que a imagem do pão embebido em vinho é valiosa para lembrar a violência gráfica infligida a Jesus. A intinção também é mais prática, dizem eles, pois dispensa a necessidade de compartilhar um cálice ou de limpar ou descartar centenas de copos individuais. Historicamente, a intinção tem sido associada à administração da comunhão aos enfermos.
É claro que, na Última Ceia, Jesus deu aos apóstolos o pão e o vinho separadamente, com instruções individuais relativas a cada elemento. As igrejas que desejam permanecer o mais próximo possível do modelo de Jesus rejeitam a intinção e mantêm a comunhão como duas ações distintas. Embora devamos sempre ter cuidado ao modificar qualquer instrução bíblica, as Escrituras não proíbem nem endossam a intinção. A questão de como exatamente servir a Ceia do Senhor não é algo que deva ocupar grande parte do nosso tempo. O que é mais importante é que atribuamos o significado e o valor corretos à própria Ceia, e não à maneira específica de sua apresentação.
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A intinção é a forma correta de celebrar a comunhão?
