Pergunta
Qual é a história e o significado das igrejas na Galácia?
Resposta
A Galácia era uma região na Ásia Menor central, localizada nas terras altas da Anatólia, hoje conhecida como Turquia central. Paulo e Barnabé passaram por essa região na primeira viagem missionária, fundando várias igrejas no local. Timóteo era da região de Derbe e Listra, na Galácia.
A Galácia tem uma longa história. No século III a.C., a região foi invadida pelos celtas gauleses, e foi isso que deu origem ao nome da região: Galácia significa “terra dos gauleses”. Roma conquistou a Galácia em 189 a.C. e a transformou em província em 25 a.C. O nome Galácia aparece pela primeira vez no Novo Testamento, em Atos 16:6, como uma região onde Paulo havia pregado o evangelho.
No Novo Testamento, os crentes da Galácia são frequentemente agrupados com os das províncias vizinhas. Pedro escreveu “aos eleitos que são forasteiros da Diáspora no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na Ásia e na Bitínia” (1 Pedro 1:1). Lucas associou a Galácia à Frígia em Atos 16:6 e 18:23.
Quando Paulo dirigiu sua carta aos Gálatas, ele escreveu “às igrejas da Galácia”, em vez de a uma única igreja, como costumava fazer em outras cartas (Gálatas 1:1–2). Os estudiosos acreditam que Gálatas foi provavelmente o primeiro livro do Novo Testamento a ser escrito, por volta de 49 d.C. Paulo havia fundado essa igreja e estava preocupado porque os novos crentes da Galácia estavam sendo influenciados pelos judaizantes, judeus que ensinavam que a salvação exigia a observância da Lei Mosaica (especificamente a circuncisão), bem como a fé em Jesus (Gálatas 2:14).
As igrejas da Galácia eram uma mistura de convertidos judeus e gentios, e os judaizantes se empenhavam em convencer as igrejas da Galácia de que os crentes gentios deveriam ser circuncidados antes de poderem ter comunhão com os crentes judeus. Paulo escreveu para esclarecer o que lhes havia ensinado inicialmente: que a salvação era somente pela fé, por meio da graça de Deus estendida a qualquer um que cresse (Efésios 2:8–9).
Paulo ficou consternado com a maneira como os crentes da Galácia eram tão facilmente influenciados a se afastar da verdade do evangelho, e ele foi enfático ao afirmar que a salvação não depende de obras humanas: “Estou muito surpreso em ver que vocês estão passando tão depressa daquele que os chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual, na verdade, não é outro. Porém, há alguns que estão perturbando vocês e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu pregue a vocês um evangelho diferente daquele que temos pregado, que esse seja anátema. Como já dissemos, e agora repito, se alguém está pregando a vocês um evangelho diferente daquele que já receberam, que esse seja anátema” (Gálatas 1:6–9).
Mais tarde, na segunda viagem missionária, Paulo voltou a viajar pela Galácia para revisitar e encorajar as igrejas daquela região. À medida que ele e Silas visitavam cada igreja, “entregavam aos irmãos as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém, para que as observassem” (Atos 16:4), com o resultado de que “as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” (versículo 5). Foi durante esse período que Timóteo começou a viajar com os missionários (versículos 1–3).
O livro de Gálatas, dirigido às igrejas da Galácia, é uma tese de mestrado sobre a salvação somente pela graça, por meio da fé (ver Gálatas 2:21). A crise teológica nas igrejas da Galácia foi enfrentada de frente, e toda a igreja se beneficia da exortação de Paulo para confiar somente em Cristo. Aqueles que hoje tentam acrescentar algo à suficiência da morte e ressurreição de Cristo com suas próprias obras se beneficiariam de um estudo de Gálatas.
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