Pergunta
Qual é o fruto da justiça em Filipenses 1:11?
Resposta
No primeiro capítulo de Filipenses, Paulo diz à igreja de Filipos que sua oração por eles é que o amor deles aumente cada vez mais em conhecimento e discernimento, que sejam puros e irrepreensíveis enquanto aguardam o dia de Cristo e que sejam “cheios do fruto da justiça que vem por meio de Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus” (Filipenses 1:9–11). Aqui vemos a preocupação de um pai espiritual por seus filhos espirituais. Paulo havia fundado a igreja em Filipos e desenvolvido um relacionamento próximo com os seus membros.
O fruto, ou resultado, da justiça é a manifestação externa da justiça presente no coração. Uma pessoa verdadeiramente justa demonstrará certas ações e atitudes que confirmam a condição de seu coração: honestidade, bondade, mansidão, amor, benignidade e assim por diante. A tradução NVT relaciona esse fruto à nossa salvação e ao caráter cristão que dela resulta: “se continuar vivo, posso trabalhar e produzir fruto para Cristo”. O desejo de Paulo era que os crentes filipenses demonstrassem evidências externas de que eram realmente justos, colhessem aquilo que o Espírito Santo produzia neles e fossem “cheios” de tudo o que a justiça de Cristo produz.
O fruto da justiça, como todo fruto, nasce de uma semente — neste caso, a semente da graça implantada no coração de todos os crentes no momento da salvação. Sem essa semente, o fruto não seria possível. Antes da obra regeneradora de Deus, somos incapazes de produzir fruto justo. Em Romanos 3:10–18, Paulo descreve a condição do ser humano não redimido: nenhum de nós é justo (puro, santo, sem pecado). Obviamente, pessoas injustas não podem produzir o fruto da justiça.
A descrição da videira e dos ramos apresenta um belo retrato do processo pelo qual o fruto da justiça é produzido (João 15:1–6). A videira é a fonte da qual os ramos recebem o sustento vital de água e nutrientes. Somente quando o ramo está ligado à videira é que ele pode produzir uvas. Os ramos não produzem fruto por si mesmos. Na parábola, Jesus é a verdadeira Videira, e somente dEle vem o alimento espiritual para os ramos (Seu povo), de modo que o fruto seja produzido. Os crentes são os ramos ligados à verdadeira Videira. Eles não produzem fruto por conta própria; apenas o manifestam. Todo ramo ligado à verdadeira Videira produzirá fruto; o fruto justo procede da Videira justa.
Provérbios 11:30 usa uma expressão semelhante à de Paulo: “O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.” Gálatas 5:22–23 ajuda a explicar o fruto que Deus produz em nós: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.” Observe que essas qualidades são fruto do Espírito. O Espírito Santo cria nova vida no crente, e a evidência dessa nova vida é o fruto que Ele produz. A fonte do fruto da justiça não é uma “justiça própria, que procede de lei, mas aquela que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (Filipenses 3:9).
Paulo acrescenta que o objetivo do fruto da justiça é o “louvor e glória de Deus” (Filipenses 1:11). O fruto manifestado em nossa vida vem de Deus; não existe para nossa própria glória nem para conquistar honra e aplausos humanos, mas para glorificar a Deus. As outras pessoas devem ver nossas boas obras e “glorificar a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:16). As obras de justiça são aquelas que Deus preparou de antemão para que andássemos nelas (Efésios 2:10). Elas são evidência de um relacionamento genuíno e salvador com Cristo. Jesus nos assegura que, se nossa salvação for verdadeira, o fruto da justiça será visível em nossa vida (Mateus 7:16–20).
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Qual é o fruto da justiça em Filipenses 1:11?
