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Pergunta

O que é a estratégia de guerra teocrática entre as Testemunhas de Jeová?

Resposta


A estratégia de guerra teocrática é um conceito associado às Testemunhas de Jeová que aborda em que situações é aceitável ocultar ou omitir a verdade. De acordo com essa abordagem, enganar um inimigo é permitido em determinadas situações. Isso se aplica quando a informação poderia ser usada para prejudicar pessoas inocentes ou a organização. Baseia-se na crença de que o povo de Deus está envolvido em uma guerra espiritual contra as forças de Satanás. Consequentemente, aqueles que servem a Deus podem enganar aqueles que servem a Satanás. Testemunhas de Jeová atuais e ex-membros discordam sobre até que ponto a liderança da organização endossa esse conceito. Mesmo assim, a estratégia de guerra teocrática influenciou as ações de algumas Testemunhas de Jeová. No entanto, de acordo com a Bíblia, toda mentira é pecado (Provérbios 12:22).

O nome “Testemunhas de Jeová” foi adotado em 1931 pelo movimento religioso fundado por Charles Taze Russell na década de 1870. O sucessor de Russell, Joseph Franklin Rutherford, fortaleceu o grupo e sua oposição ao cristianismo ortodoxo. O grupo criou uma abordagem distinta para a interpretação bíblica. Frequentemente, ele enfatiza interpretações equivocadas das profecias, ao mesmo tempo em que rejeita pontos de vista defendidos pelo cristianismo ortodoxo. Também produziu sua própria tradução da Bíblia, a “Tradução do Novo Mundo”, que tem sido amplamente criticada por estudiosos evangélicos.

A estratégia de guerra teocrática tem suas raízes nos ensinamentos das Testemunhas de Jeová, que enfatizam a oposição àqueles que estão fora da organização. Parte da literatura do grupo retrata os oponentes como lobos e seus membros como ovelhas. Dentro desse ensinamento, a guerra espiritual é apresentada como uma justificativa para enganar aqueles que buscam impedir o trabalho do grupo. Assim, os membros são incentivados a não divulgar informações que possam ser usadas para interferir na divulgação da organização.

Observadores das Testemunhas de Jeová divergem quanto à frequência com que a estratégia de guerra teocrática é praticada. Alguns acreditam que ela desempenhou um papel mais importante na organização no século XX do que desempenha hoje. Mesmo assim, críticos afirmam que o conceito continua a influenciar certas respostas a inquéritos jurídicos e governamentais. Por exemplo, depoimentos apresentados durante a Comissão Real Australiana sobre Respostas Institucionais ao Abuso Sexual Infantil levaram alguns a criticar a maneira como o grupo lidou com as alegações de abuso. Eles concluíram que, às vezes, os interesses da organização foram priorizados em detrimento da divulgação completa dos fatos.

Em contraste com essa doutrina, as Escrituras nunca instruem os crentes a mentir. Êxodo 20:16 afirma: "Não dê falso testemunho contra o seu próximo." Colossenses 3:9 também diz: "Não mintam uns aos outros, uma vez que vocês se despiram da velha natureza com as suas práticas." Provérbios 12:22 declara: “O Senhor detesta lábios mentirosos, mas aqueles que praticam a verdade são o seu prazer.” Essas passagens revelam que Deus chama o Seu povo a ser sincero com todas as pessoas.

As Escrituras também proíbem a mentira em processos judiciais. Provérbios 12:17 ensina que “a testemunha falsa está a serviço da fraude”. Jesus disse aos Seus discípulos que eles seriam levados perante as autoridades por causa de sua fé. Ele também prometeu que o Espírito Santo lhes daria as palavras a serem ditas (Mateus 10:17–20). Isso significa que os seguidores de Cristo não precisam esconder a fé cristã em situações jurídicas e podem falar livremente a verdade.

Mentir também é incompatível com o ensinamento bíblico sobre a guerra espiritual. Jesus ensinou a Nicodemos que aqueles que praticam o mal evitam a luz, mas “quem pratica a verdade se aproxima da luz” (João 3:20–21). O engano pertence ao reino das trevas, não à verdade de Cristo. Os crentes reconhecem que o diabo “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar”, buscando destruir as pessoas. Em vez de responder com engano, eles devem resistir a ele “permanecendo firmes na fé” (1 Pedro 5:8–9). Respostas enganosas às forças espirituais das trevas não são compatíveis com a fé cristã.

As Escrituras apresentam a verdade como o padrão de Deus para o Seu povo. Ao ensinar a mentira como tática, a estratégia de guerra teocrática demonstra falta de fé nas verdades ensinadas na Palavra de Deus.

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