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Pergunta

Estou no processo de me divorciar. Posso começar a namorar ou tenho que esperar até que o divórcio seja definitivo?

Resposta


A questão do namoro durante o processo de divórcio é difícil de responder por vários motivos. Por um lado, o conceito de “namoro” como o conhecemos hoje não é mencionado em nenhum lugar na Bíblia. A maioria dos casamentos nos tempos bíblicos eram arranjados, e qualquer contato entre dois futuros cônjuges era estritamente monitorado. Além disso, não importa que ponto de vista alguém tenha sobre a questão do divórcio, é importante lembrar Malaquias 2:16: “Porque o Senhor, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio.” De acordo com a Bíblia, o casamento é um compromisso por toda a vida. “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6). Nenhuma decisão de divórcio deve ser tomada de ânimo leve.

Existem três situações em que o namoro durante o processo de divórcio possa ocorrer. O primeiro é o caso de um cônjuge que tem fundamento bíblico para o divórcio. Ou seja, o cônjuge inocente foi abandonado por seu cônjuge incrédulo ou foi traído por um adúltero impenitente. Em ambos os casos, o cônjuge inocente provavelmente está em um estado de turbulência emocional e vulnerabilidade. A maioria das pessoas que se divorciam, mesmo que não sejam culpadas e tenham razões bíblicas, geralmente ficam abaladas pelas circunstâncias e não têm nenhum estado de espírito para “namorar”. As pessoas geralmente não tomam boas decisões enquanto estão passando por isso. Não é sábio nem prudente que uma pessoa divorciada que ainda esteja sofrendo ou uma pessoa no processo de um divórcio doloroso comece a namorar novamente. O cônjuge abandonado pode realmente se sentir solitário, mas tomar decisões lúcidas e piedosas sobre relacionamentos em tal situação é difícil, se não impossível.

A segunda situação em que o namoro possa ser cogitado durante o processo de divórcio é a de uma pessoa que se divorcia de seu cônjuge por motivos não bíblicos. Um divórcio neste caso, nas palavras de Deus, é devido à “dureza de coração” (Marcos 10:1-12). Tal divórcio, portanto, é um fracasso espiritual e deve levar os envolvidos a se concentrar no Senhor e não em procurar substituir o outro cônjuge.

A terceira situação em que o namoro possa ser cogitado durante o processo de divórcio é a de uma pessoa que provoca o divórcio, ou seja, a parte “culpada” no divórcio. Todas as concessões bíblicas para um novo casamento após o divórcio se referem ao cônjuge “inocente” em um divórcio com fundamento bíblico. Não há permissão bíblica de um novo casamento para um cônjuge divorciado por razões não bíblicas ou para um cônjuge que causou o divórcio, seja por adultério, abandono e/ou outros motivos possíveis. A Bíblia em nenhum lugar afirma que o cônjuge “culpado” em um divórcio possa se casar novamente; portanto, ele ou ela não deve estar namorando.

Já que o objetivo do namoro é encontrar um cônjuge ou buscar a companhia do sexo oposto, biblicamente falando, um homem ou mulher casado não é livre para namorar, mesmo que haja um divórcio pendente. Mesmo a vítima inocente de um divórcio indesejado ainda é casada até que o casamento seja legalmente ou formalmente terminado. Forjar um namoro fora do casamento, mesmo para aqueles se divorciando, dá a aparência errada. A melhor escolha é abster-se de qualquer ação que possa colocar a pessoa em perigo espiritualmente ou dar a impressão a outros de uma atitude descuidada em relação ao casamento.

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