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Pergunta

O que são os “desejos enganosos” mencionados em Efésios 4:22?

Resposta


Efésios 4:22 exorta os crentes a “deixar de lado a velha natureza, que se corrompe segundo desejos enganosos” (NAA). A expressão “desejos enganosos” refere-se aos desejos e ânsias que afastam as pessoas da verdade e da justiça de Deus. Os desejos enganosos prometem satisfação e realização, mas resultam em pecado e morte.

Em Tiago 1:14–15, o apóstolo explica a relação entre o desejo (ou ânsia), o pecado e a morte. Ele diz: “Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (NAA). Os desejos enganosos atraem as pessoas para um ciclo de pecado e morte. No entanto, por meio de Jesus Cristo, as pessoas podem se libertar delas.

Os desejos enganosos se manifestam de muitas maneiras, como sensualidade, ganância e impureza (Efésios 4:19). Esses pecados afastam as pessoas da santidade de Deus e as levam a um estado de ruína espiritual e moral, como Paulo expressa em Romanos 6:23: “O salário do pecado é a morte”. Em outras palavras, há um alto custo para as concupiscências enganosas.

Os desejos enganosos se disfarçam como desejáveis. Foi assim que a serpente persuadiu Eva a comer da árvore do conhecimento do bem e do mal: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto e comeu; e deu também ao marido, e ele comeu” (Gênesis 3:6).

Os desejos enganosos, então, nos cegam para a verdade de Deus em Cristo. Paulo diz: “o deus deste mundo cegou o entendimento dos descrentes, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:4). Embora Paulo esteja falando sobre a influência de Satanás sobre os incrédulos, os crentes também podem ficar cegos por desejos enganosos. Por exemplo, a riqueza pode ser uma busca legítima, mas quando se transforma em ganância, torna-se um desejo enganoso que corrompe o nosso caráter. Da mesma forma, o desejo sexual pelo cônjuge é saudável, mas a luxúria por alguém que não é nosso cônjuge é um desejo enganoso. Esses desejos podem parecer “normais” ou “aceitáveis”, mas são perigosos. É por isso que devemos “mortificar” (Colossenses 3:5) os desejos enganosos e “se revestir da nova natureza, criada segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Efésios 4:24).

Para vencer os desejos enganosos, devemos nos submeter à instrução de Paulo em Romanos 12:1–2. Paulo diz: “Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês. E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Tanto a submissão a Deus quanto uma mente renovada são os antídotos contra as concupiscências enganosas, pois reorientam nossas mentes e corações para desejos piedosos (cf. Colossenses 3:1–2).

Os desejos enganosos não oferecem nada além de uma ilusão de satisfação, enquanto nos privam do alimento espiritual em Cristo. Ao reconhecermos a natureza enganosa da concupiscência, podemos nos proteger contra o pecado e permanecer no caminho da justiça e da vida eterna. O autor de Hebreus exorta os crentes a ajudarem-se mutuamente a fazer isso: “Pelo contrário, animem uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama 'hoje', a fim de que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3:13).

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