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Pergunta

Por que devemos acreditar e não duvidar (Tiago 1:6)?

Resposta


O livro de Tiago ensina que Deus concede sabedoria generosamente àqueles que a pedem (Tiago 1:5). Mas, quando as pessoas pedem sabedoria a Deus, elas “devem acreditar e não duvidar” de que Ele as ouve, se importa e é capaz de lhes responder (Tiago 1:6). Orar com dúvida demonstra falta de confiança e desonra a Deus. Em vez disso, aqueles que oram por sabedoria devem se aproximar de Deus com confiança, confiando que Ele cumprirá a Sua palavra e responderá no tempo certo. A resposta de Deus será de acordo com o Seu caráter.

As pessoas podem expressar dúvida de diferentes maneiras quando oram. Embora possam não dizer isso em voz alta, às vezes se aproximam de Deus pensando: “Acho que não custa nada pedir” ou “O que tenho a perder?”. Esse tipo de dúvida reflete mal sobre Deus, questionando a Sua disposição e poder para responder. Hebreus 11:6 fala sobre a importância da fé ao se aproximar de Deus: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam.”

O Evangelho de Marcos inclui a história de um homem que experimentou o tipo de dúvida sobre a qual Tiago adverte. Quando o homem se aproximou de Jesus pedindo ajuda para o seu filho, que estava possuído por um demônio, ele disse: “'se o senhor pode fazer alguma coisa, tenha compaixão de nós e ajude-nos.' Ao que Jesus respondeu: 'Se o senhor pode? Tudo é possível ao que crê'. E imediatamente o pai do menino exclamou: 'Eu creio! Ajude-me na minha falta de fé!'” (Marcos 9:22–24). A hesitação do pai ilustra como a dúvida pode se infiltrar até mesmo em pedidos sinceros de ajuda, já que as pessoas às vezes lutam contra suas próprias incertezas e medos, exatamente como Tiago adverte.

Acreditar sem duvidar distingue a oração fiel de abordagens indignas a Deus. Orar com dúvida é como fazer um pedido ao soprar as velas de um bolo de aniversário ou jogar moedas em uma fonte. Mas a oração não é simplesmente um desejo emocional por um bom resultado baseado no acaso, no destino ou em forças impessoais — ela se fundamenta em um relacionamento pessoal com Deus.

Tiago traça um quadro claro do perigo de duvidar na oração. Ele compara isso a um mar agitado pelo vento: “Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando, pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento” (Tiago 1:6). A instabilidade que Tiago descreve não vem da incerteza sobre como Deus responderá, mas da falta de confiança nEle, independentemente da resposta que Ele der. Uma pessoa cuja confiança vacila “não pense que alcançará do Senhor alguma coisa, sendo indecisa e inconstante em todos os seus caminhos” (Tiago 1:7–8).

Jesus também ensinou sobre orar com fé e sem dúvida. Ele disse: “Em verdade lhes digo que, se tiverem fé e não duvidarem, não somente farão o que foi feito à figueira, mas até mesmo, se disserem a este monte: 'Levante-se e jogue-se no mar', assim será feito. E tudo o que pedirem em oração, crendo, vocês receberão” (Mateus 21:21–22). Essas palavras de Jesus ecoam o que Tiago ensina: a oração eficaz requer confiança segura no poder de Deus, não uma fé hesitante ou sem convicção.

A oração não é um mero desejo. Em vez disso, a oração é construída sobre um relacionamento de confiança. 1 João 5:14 diz: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.” A confiança fiel na oração não garante uma resposta “sim”, mas o caráter de Deus oferece a certeza de que Ele sempre escuta e se importa.

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