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Pergunta

Como um cristão deve tratar sua ex-esposa ou ex-marido?

Resposta


Após o divórcio, ex-maridos e ex-esposas raramente mantêm uma relação amigável e pacífica. É mais comum que os ex-cônjuges vivam tensões e estresse, ou até mesmo conflitos abertos e agressivos em seu relacionamento, devido a feridas emocionais profundamente enraizadas e à falta de perdão. Então, como um cristão deve tratar sua ex-esposa ou ex-marido? A resposta começa com viver de acordo com o princípio da Regra de Ouro e aprender a perdoar.

Jesus ensinou a Seus seguidores o que ficou conhecido como a Regra de Ouro: “Portanto, tudo o que vocês querem que os outros façam a vocês, façam também vocês a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mateus 7:12; veja também Lucas 6:31). Deus quer que tratemos as outras pessoas como gostaríamos que elas nos tratassem, e isso inclui ex-cônjuges. Se quisermos obedecer aos ensinamentos de Jesus, devemos estar dispostos a dar o primeiro passo para tratar nosso ex-marido ou ex-esposa com bondade, paciência e aceitação — da mesma forma que gostaríamos que ele ou ela nos tratasse. Viver de acordo com esse mandamento é impossível sem a ajuda de Deus e a disposição de praticar o perdão.

Por que devemos perdoar o nosso ex-cônjuge? Perdoamos porque Deus nos perdoou. Jesus disse: “Porque, se perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês, que está no céu, perdoará vocês; se, porém, não perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês não perdoará as ofensas de vocês” (Mateus 6:14–15). O perdão não é um sentimento, mas uma decisão consciente da sua vontade. Escolhemos perdoar uma ex-esposa ou um ex-marido porque Deus nos ordena que o façamos.

Perdoar não significa esquecer. Em The Christian Counsellor’s Manual (O Manual do Conselheiro Cristão, Zondervan, 1973), o Dr. Jay Adams ressalta que Deus não pede aos crentes que esqueçam todas as mágoas passadas infligidas por um ex-cônjuge. Isso seria impossível e, em alguns casos, até mesmo perigoso. Não podemos simplesmente apagar todas as memórias dolorosas. Mas, como seguidores de Cristo, devemos fazer o nosso melhor para deixá-las para trás e não nos determos nelas (Isaías 43:18; Filipenses 3:13). Em vez de desenterrar as mágoas e agitá-las na frente do nosso ex-cônjuge sempre que podemos, colocamo-las aos pés da cruz. Perdoamos sem condições, assim como Jesus nos perdoou (Marcos 11:25; Lucas 6:37; Efésios 4:31–32; Colossenses 3:13). Escolhemos demonstrar misericórdia e perdão ao ex-cônjuge sem esperar misericórdia ou perdão em troca (Tiago 2:13). Deixamos para trás e permitimos que Deus lide com nosso ex-marido ou ex-esposa.

Também é essencial fazer o possível para manter nossos filhos longe do atrito de um divórcio doloroso. Tenha cuidado para não usar as crianças como armas contra um ex-cônjuge para espioná-lo ou se vingar dele. Não coloque o pesado fardo emocional de seu relacionamento desfeito sobre seus filhos. O divórcio já será difícil o suficiente para eles lidarem; eles não precisam ser ainda mais traumatizados pelas consequências emocionais que seus pais estão enfrentando.

Jesus nos chama a ser humildes e abnegados em nosso relacionamento com os outros (Mateus 5:3; Filipenses 2:3–4; Colossenses 3:12). Isso não significa nos submeter e deixar que o ex-cônjuge nos pisoteie. Em vez disso, significa fazer o nosso melhor para nos comportarmos com dignidade e respeito e deixar que o Espírito de Cristo se reflita em nossas palavras e ações sempre que estivermos perto do ex-cônjuge, mesmo que ele ou ela se recuse a mudar ou cooperar. Isso também pode significar estabelecer limites práticos, limitar nosso contato com o ex-cônjuge e tomar decisões sensatas sobre onde e quando nos encontrar.

A Palavra de Deus diz para sermos humildes e abnegados, mas não podemos fazer isso se insistirmos em fazer as coisas do nosso jeito e ter tudo nos nossos termos. A Bíblia nos chama a deixar de lado nossos direitos e desejos para o bem dos outros (Gálatas 5:13–14). Nossa motivação para deixar de lado nossos próprios interesses a fim de servir aos outros é “por reverência a Cristo” (Efésios 5:21). Para fazer isso, devemos morrer diariamente para os nossos desejos egoístas (Romanos 6:4–8; Gálatas 2:20; 5:24), tomar a nossa cruz e seguir Jesus (Lucas 14:27).

Em última análise, Jesus nos ordena que amemos não apenas nossos amigos e vizinhos, mas também nossos inimigos (Mateus 5:43–45). Devemos amar a nossa ex-esposa ou ex-marido e orar por ela ou por ele. Às vezes, podemos amá-los de perto, mas, na maioria das vezes, devemos amá-los e orar por eles à distância.

Lidar com os desafios de um relacionamento pós-divórcio é complexo e multifacetado, especialmente quando há filhos e padrastos ou madrastas envolvidos. Dependendo das circunstâncias da separação, um divórcio particularmente conflituoso às vezes exigirá ajuda ou mediação. Caso você não consiga manter um relacionamento civilizado e linhas de comunicação abertas com um ex-cônjuge, deve considerar procurar aconselhamento cristão profissional ou aconselhamento pastoral para lhe dar apoio e assistência diante dos desafios.

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