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Pergunta

Qual é o significado da cidade de Jerusalém?

Resposta


Por milênios, Jerusalém tem sido uma cidade importante, muitas vezes atraindo a atenção de grande parte do mundo, e a cidade figura com destaque tanto na história bíblica quanto nas profecias bíblicas. Jerusalém é central para muitos eventos importantes da Bíblia.

A cidade de Jerusalém está situada na borda de um dos planaltos mais altos de Israel, ao sul do centro do país, cerca de 60 km a leste do Mar Mediterrâneo e cerca de 38 km a oeste do rio Jordão. Sua localização, cercada por dois lados por ravinas profundas, proporciona uma defesa natural para a cidade. Jerusalém é chamada por vários nomes nas Escrituras: “Salém”, “Ariel”, “Jebus”, “cidade de Deus”, “cidade santa”, “cidade de Davi” e “Sião”. Jerusalém em si significa “posse da paz”.

Jerusalém na história. A primeira referência bíblica a Jerusalém é encontrada na história do encontro de Abraão com Melquisedeque, rei de Salém (Gênesis 14:18-24). O nome Jerusalém aparece pela primeira vez em Josué 10:3. Mais tarde, Davi marchou sobre Jerusalém (2 Samuel 5:6-10, c. 1000 a.C.) e “capturou a fortaleza de Sião, que é a cidade de Davi”, dos jebuseus (versículo 7). Naquela época, Jerusalém tornou-se a capital de Israel. Foi em Jerusalém que Salomão construiu o templo e seu palácio (1 Reis 6-7). Em 586 a.C., os babilônios destruíram o templo e a cidade e deportaram os judeus para a Babilônia (2 Reis 24–25). Depois que os judeus foram autorizados a retornar a Jerusalém, eles reconstruíram o templo, concluído em 516 a.C. sob Zorobabel (Esdras 6). Sob a liderança de Neemias, as muralhas foram reconstruídas em 444 a.C. (Neemias 6).

Durante o período intertestamental, o rei selêucida Antíoco IV (175–164 a.C.) profanou o templo. Por volta de 165, Jerusalém foi libertada por Judas Macabeu, e os judeus purificaram e restauraram o templo. Em 65 a.C., os romanos sitiaram a cidade e destruíram as muralhas. Herodes, o Grande, foi nomeado “rei dos judeus” por César Augusto em 40 a.C. Vinte anos depois, Herodes iniciou uma grande reforma do templo judeu, projeto concluído em 66 d.C. Esse templo foi destruído pelos romanos em 70 d.C., e os judeus se dispersaram pelo mundo.

Nos séculos VII e VIII, o islamismo entrou em cena e os muçulmanos começaram a construir santuários e mesquitas em Jerusalém para comemorar certos eventos importantes em sua religião. A Cúpula da Rocha é o santuário mais notável, construído diretamente no monte do templo. Sob o domínio árabe, Jerusalém prosperou e a tolerância foi inicialmente estendida aos cristãos. No entanto, essa tolerância começou a diminuir com o tempo. No início do século XI, um governante da dinastia fatímida ordenou a destruição de todas as igrejas em Jerusalém. Isso indignou os cristãos em toda a Europa e levou à Primeira Cruzada (1095-1099).

Após a Segunda Guerra Mundial, em 14 de maio de 1948, Israel tornou-se novamente um Estado independente, e o presidente Truman reconheceu devidamente o status restaurado de Israel como pátria nacional do povo judeu. Em 5 de dezembro de 1949, Israel declarou Jerusalém como sua capital “eterna e sagrada”. Infelizmente, outras nações têm demorado a encarar a realidade da independência de Israel e o seu direito de escolher a sua própria capital. Em dezembro de 2017, os Estados Unidos reconheceram oficialmente Jerusalém como a capital de Israel.

Jerusalém na profecia. A Bíblia previu que o povo judeu retornaria a Israel, e Jerusalém figura proeminentemente nas profecias relativas ao fim dos tempos (Joel 3:1; Jeremias 23:3; 30:7; Ezequiel 11:17; 37:1–14). Um dia, o templo judeu será reconstruído na Cidade Santa (Daniel 9:27; 12:11; Mateus 24:15; 2 Tessalonicenses 2:3–4).

No início da tribulação, uma força militar combinada, incluindo a Rússia, marchará contra Jerusalém: essa batalha é descrita em Ezequiel 38–39 na profecia de Gogue e Magogue, e terminará com a destruição dos exércitos que se opõem a Israel. Durante a tribulação, as duas testemunhas serão martirizadas em Jerusalém (Apocalipse 11). No final da tribulação, as nações do mundo lançarão um ataque final contra a cidade na Batalha do Armagedom (Joel 3:9–12; Zacarias 14:1–3; Apocalipse 16). Essa batalha será encerrada com a chegada do próprio Jesus Cristo (Apocalipse 19). “Então o Senhor sairá e lutará contra essas nações, como ele costumava lutar no dia da batalha [...] Então virá o Senhor, meu Deus, e todos os santos virão com ele” (Zacarias 14:3, 5).

Zacarias 12:2–4 refere-se à futilidade das pessoas que atacam Jerusalém: “Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de atordoamento para todos os povos vizinhos e também para Judá, durante o sítio contra Jerusalém. Naquele dia, farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos. Todos os que tentarem erguê-la ficarão gravemente feridos. E todas as nações da terra se ajuntarão contra ela. Naquele dia, diz o Senhor, farei com que todos os cavalos fiquem espantados e os seus cavaleiros fiquem loucos. Manterei os meus olhos abertos sobre a casa de Judá e farei com que todos os cavalos dos povos fiquem cegos”.

Durante o Reino Milenar, o Senhor Jesus Cristo reinará sobre a terra a partir de Sião, e as nações virão a Jerusalém para receber instrução e bênçãos (Isaías 2:2–4; 35:10; Salmo 102:20–22; Apocalipse 20).

Jerusalém no presente. Israel é uma nação soberana e escolheu Jerusalém como a sua capital. Em 1995, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei da Embaixada em Jerusalém, exigindo que a embaixada dos EUA fosse transferida para Jerusalém. No entanto, por mais de duas décadas, a implementação dessa lei foi adiada pelos presidentes dos EUA. Agora, os Estados Unidos reconheceram oficialmente Jerusalém como a capital de Israel, uma medida que está de acordo com milhares de anos de história e com os desejos do próprio Israel.

Jerusalém é muito respeitada pelas três principais religiões mundiais: judaísmo, cristianismo e islamismo. Os judeus consideram o Monte do Templo o lugar mais sagrado da Terra; é o terceiro local mais sagrado do islamismo. Os cristãos valorizam Jerusalém como o local onde grande parte do ministério de Jesus aconteceu, o lugar onde Ele foi crucificado e ressuscitou, e o berço da igreja (Atos 2). Hoje, o Monte do Templo está sob o controle do Waqf Islâmico de Jerusalém, um fundo criado para administrar as estruturas islâmicas em Jerusalém. De acordo com suas regras atuais, o acesso aos locais sagrados é proibido a todos os não muçulmanos. O local mais próximo que os judeus podem chegar do antigo templo é o Muro das Lamentações.

Atualmente, Jerusalém ainda está passando pelo que Jesus chamou de “os tempos dos gentios” em Lucas 21:24: “até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles”. Esse período começou com o exílio babilônico (ou possivelmente com a destruição de Jerusalém em 70 d.C.) e continuará durante o período da tribulação (Mateus 24; Apocalipse 11:2). As Escrituras nos dizem para “orarmos pela paz de Jerusalém” (Salmo 122:6).

O renascimento de Israel em 1948 foi um passo vital no cumprimento da profecia bíblica. Os ossos secos da profecia em Ezequiel 37 começaram a se reunir. O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel é outro passo importante. O cenário está sendo preparado para que outras profecias sejam cumpridas. Podemos não saber todas as implicações que os eventos atuais têm na linha do tempo profética, mas sabemos que Jerusalém é uma cidade especial. É a única cidade no mundo onde Deus colocou o Seu Nome (2 Reis 21:7). Quanto ao templo, o Senhor disse: “Porque escolhi e santifiquei este templo, para que nele esteja o meu nome para sempre; os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias” (2 Crônicas 7:16). Deus prometeu uma aliança eterna com Jerusalém (Ezequiel 16:60), e Sião tem esta promessa:

“'Mesmo que os montes se retirem e as colinas sejam removidas, a minha misericórdia não se afastará de você, e a minha aliança de paz não será removida', diz o Senhor, 'que se compadece de você” (Isaías 54:10).

Na Sua segunda vinda, Jesus descerá ao Monte das Oliveiras, nos arredores de Jerusalém (Zacarias 14:4). Jerusalém será a sede da autoridade no reino de Jesus, e o julgamento será feito a partir de Sião (Miqueias 4:7; Isaías 33:5; Salmo 110). A cada dia que passa, estamos mais próximos do cumprimento das promessas do Senhor relativas a Jerusalém e ao Seu reinado de verdadeira justiça e paz (Isaías 9:7). “Sim, vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20).

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