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Pergunta

Por que é bom e agradável que o povo de Deus esteja unido (Salmo 133:1)?

Resposta


No Salmo 133, o rei Davi elogia a bela dádiva e o dever sagrado da unidade entre o povo de Deus: "Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!" (versículo 1). Como um dos salmos de peregrinação ou cânticos de ascensão (Salmos 120-134), o Salmo 133 foi apropriadamente incorporado aos festivais religiosos anuais nos quais todas as famílias de Israel se reuniam em Jerusalém para adorar o Senhor.

A palavra traduzida como "bom" no original hebraico significa "excelente, escolhido, seleto, com qualidades desejáveis, agradável aos sentidos". A palavra para "agradável" sugere ainda "doçura", uma qualidade que proporciona prazer e deleite. É bom e agradável para o povo de Deus viver junto em unidade porque nossas interações harmoniosas e amorosas agradam ao Senhor. Jesus orou para que fôssemos unidos como um só, assim como Ele e o Pai são um (João 17:11, 21-22). Se vivermos em unidade, refletiremos o relacionamento integral e trino entre Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Da mesma forma, a unidade traz realização e felicidade para aqueles que a experimentam (Efésios 4:1-13; Colossenses 3:14). Nosso acordo traz glória a Deus (Romanos 15:5-6).

Davi comparou a unidade ao "óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce pela barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes" (Salmo 133:2). Essa associação com a consagração e a unção de Arão está relacionada à bênção da presença de Deus, que permite que o Seu povo viva junto em harmonia (consulte Êxodo 29:1-46; 30:22-38; Levítico 8:12). Como sumo sacerdote de todas as tribos de Israel, Arão entrava no Lugar Santíssimo do tabernáculo todos os anos como representante, oferecendo sacrifícios de expiação pelos pecados de todo o povo. O seu ministério sacerdotal proporcionou a unificação espiritual de toda a nação.

Da mesma forma que o óleo escorria pela cabeça e barba de Arão e entrava em suas vestes, o amor e a harmonia entre os irmãos e irmãs cristãos fluem para baixo e para fora e espalham bênçãos para todo o corpo de Cristo. A agradável fragrância da unidade também faz com que os crentes se tornem testemunhas atraentes do amor de Cristo para o mundo incrédulo (João 13:35; 17:11, 20-23).

A unidade entre o povo de Deus é produtora de vida. Davi compara a unidade ao orvalho do Hermom "que desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor ordena a sua bênção e a vida para sempre" (Salmo 133:3). As encostas ao norte do Monte Hermom são conhecidas por produzir grandes quantidades de orvalho refrescante e vivificante. Deus faz com que a bênção fresca, nutritiva e revitalizante da harmonia repouse sobre o Seu povo, como a névoa fresca que cai sobre as montanhas de Sião. Como acontece com todas as boas dádivas, a unidade fraternal vem do alto, de Deus (Tiago 1:17).

É bom e agradável para o povo de Deus estar unido porque, juntos, possuímos grande força para enfrentar e vencer o nosso inimigo, o diabo (1 Pedro 5:9). A nossa unidade nos permite apoiar uns aos outros na batalha espiritual (Gálatas 6:1).

Deus projetou a Sua igreja para operar como um corpo coeso e usar nossos dons para complementar e edificar uns aos outros (1 Coríntios 12:14-27). Quando buscamos a unidade, não vivemos mais de acordo com nossos antigos desejos egoístas, mas seguimos a recomendação do apóstolo Paulo: "Por isso eu, o prisioneiro no Senhor, peço que vocês vivam de maneira digna da vocação a que foram chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando uns aos outros em amor, fazendo tudo para preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Há somente um corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança para a qual vocês foram chamados" (Efésios 4:1-4).

É bom e agradável para o povo de Deus estar unido porque a unidade nos ajuda a permanecer humildes, "levando as cargas uns dos outros e, assim, estarão cumprindo a lei de Cristo" (Gálatas 6:2). Quando sacrificamos nossos desejos para o benefício dos outros, cultivamos o tipo de unidade que Paulo defendia: "Então completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor e sendo unidos de alma e mente. Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo" (Filipenses 2:2-3).

A unidade é tanto a grande bênção de Deus quanto o grande chamado de Deus em nossas vidas. Em última análise, o propósito de Deus - "o mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito" - é unir todas as pessoas sob o Seu governo e "fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra" (Efésios 1:9-10; veja também Filipenses 2:9-11).

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