Pergunta
Qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12:2)?
Resposta
Romanos 12:2 revela que o crente que está sendo transformado por uma maneira nova e piedosa de pensar "pode provar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". Essa descrição tríplice da vontade de Deus pode nos ensinar mais sobre quem é Deus e o Seu plano para nós.
A vontade de Deus para o crente é boa. É boa porque Ele é totalmente bom (Lucas 18:19) e não há maldade ou trevas nEle (1 João 1:5). Toda "dádiva boa e perfeita" vem de Deus (Tiago 1:17), e o Senhor "não recusa nenhum bem aos que andam retamente" (Salmo 84:11). A boa vontade de Deus é revelada para o nosso benefício e para o benefício daqueles a quem servimos.
A vontade de Deus para o crente é aceitável. A vontade de Deus é aceitável, ou agradável, no sentido de que é aprovada por Deus e totalmente agradável a Ele. Aqueles que obedecem à vontade de Deus são aceitáveis a Ele (Mateus 12:50). O crente que serve ao Senhor em um espírito de deferência, amor e retidão é "aceitável a Deus e aprovado pelos homens" (Romanos 14:18).
A vontade de Deus para o crente é perfeita. A Sua vontade perfeita não tem defeitos e alcança plenamente a meta, o propósito ou o fim que foi planejado. Seguir a vontade perfeita de Deus nos torna melhores reflexos da natureza perfeita de Deus. A vontade perfeita de Deus nos leva à maturidade espiritual. As Escrituras foram dadas para tornar o crente "perfeito" no sentido de "completamente equipado para toda boa obra" (2 Timóteo 3:17).
Em Romanos 12:2, as palavras boa, aceitável e perfeita são adjetivos que renomeiam a vontade de Deus. Desse modo, se você estiver fazendo coisas boas que agradam a Deus e levam à sua maturidade, então você está fazendo a vontade de Deus.
Às vezes, a vontade de Deus não nos parece boa, aceitável ou perfeita. Se a vontade dEle inclui sofrimento ou se não faz sentido para nós, nós a questionamos. Quando Deus chamou Moisés para ir ao Egito e resgatar os israelitas, ele questionou a vontade de Deus, perguntando-se se o povo acreditaria nele (Êxodo 4:1). Moisés deu desculpas para não poder fazer isso, dizendo que não era "eloquente" na fala (Êxodo 4:10). Deus lembrou a Moisés que havia feito a boca do homem e que Ele o ajudaria a falar e o ensinaria o que dizer (Êxodo 4:11).
A vontade de Deus revelada a Josué provavelmente também não parecia ser boa, aceitável ou perfeita. Que sentido humano fazia andar por Jericó durante sete dias (Josué 6:1-27)? Que sentido fazia para a viúva de Sarepta dar a Elias a sua última refeição (1 Reis 17:7-16)? Para Naamã banhar-se no rio Jordão sete vezes (2 Reis 5)? Para Pedro lançar sua rede do outro lado do barco depois de uma noite de pesca em vão (João 21:1-14)? Quando Jesus revelou a Sua vontade de que os discípulos alimentassem 5.000 pessoas, Filipe protestou: "Nem mesmo duzentos denários de pão seriam suficientes para que cada um recebesse um pedaço" (João 6:7). Jesus disse às pessoas que estavam no túmulo de Lázaro que rolassem a pedra, algo aparentemente inútil, já que Lázaro estava morto havia quatro dias (João 11:17-44). Em cada um desses casos, as pessoas obedeceram ao Senhor, e o resultado foi que o plano de Deus foi cumprido perfeitamente. Em nosso pensamento e força limitados, a vontade de Deus parece estranha, mas ela é realmente boa, aceitável e perfeita.
Romanos 12:1-2 nos diz como podemos conhecer e cumprir a vontade de Deus. O processo começa ao nos consagrarmos a Deus: "Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês" (versículo 1). Ao oferecermos todo o nosso ser a Ele, Ele transforma e redireciona a nossa vida. O versículo 2 continua com o fato de nos separarmos do mundo e permitirmos que nossa mente seja transformada: "Não se conformem com o padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente." Em seguida, vem a capacidade de discernir a vontade de Deus: "... para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2). Quando os crentes renunciam aos caminhos do mundo e se submetem a Cristo, as suas mentes, corações e vontades são renovados pela Palavra e pelo Espírito de Deus. É assim que podemos testar e aprovar a vontade de Deus.
Por Seu poder divino, "nos foram concedidas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude" (2 Pedro 1:3). Seguir a boa, aceitável e perfeita vontade de Deus nos permite desfrutar da vida em abundância (veja João 10:10). Que possamos ecoar as palavras do salmista no Salmo 119:111-112:
"Os teus testemunhos, recebi-os por legado perpétuo, porque são a alegria do meu coração. Inclino o coração a guardar os teus decretos, para sempre, até o fim."
English
Qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12:2)?
