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Pergunta

Por que Paulo era chamado de “apóstolo dos gentios”?

Resposta


Paulo se autodenomina “apóstolo dos gentios” em Romanos 11:13. Não é como se Paulo nunca tivesse pregado aos judeus — pelo contrário, seu costume era pregar primeiro na sinagoga ao chegar a uma nova cidade (Atos 17:2). E não é como se os outros apóstolos nunca tivessem pregado aos gentios (ver Atos 10). Mas, em um sentido real, o ministério de Paulo entre os gentios era único. A missão de Paulo era proclamar o evangelho aos gentios: “... para que eu seja ministro de Cristo Jesus entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo Espírito Santo” (Romanos 15:16).

Paulo era o apóstolo dos gentios por escolha de Deus. O Senhor Jesus declarou que tinha uma missão específica para Paulo: “Vá, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome diante dos gentios e reis, bem como diante dos filhos de Israel” (Atos 9:15). Paulo havia sido separado desde o nascimento e chamado pela graça de Deus para que pudesse “pregar [a Cristo] entre os gentios” (Gálatas 1:15–16).

Paulo foi o apóstolo dos gentios porque a maior parte de seu ministério foi dedicada a terras pagãs, plantando igrejas entre os gentios. Paulo foi o primeiro a pregar o evangelho em solo europeu. Suas três viagens missionárias o levaram para longe das terras judaicas, a regiões gentias onde se adorava Diana, Zeus e Apolo, a Chipre, a Atenas, a Malta e, por fim, a Roma. Ele desejava pregar também na Espanha (Romanos 15:24), mas não se sabe ao certo se ele chegou tão longe.

Paulo era o apóstolo dos gentios porque tinha a obrigação de servir em terras gentias. O testemunho de Paulo era que “a mim, o menor de todos os santos, foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Efésios 3:8). Pedro pregava (principalmente) aos judeus, e Paulo foi comissionado a pregar (principalmente) aos gentios: “Pelo contrário, quando viram que me havia sido confiado o evangelho da incircuncisão, assim como a Pedro foi confiado o evangelho da circuncisão” (Gálatas 2:7).

Paulo era altamente qualificado para ser o apóstolo dos gentios. Ele era bem instruído, tendo sido profundamente treinado na Lei Mosaica sob a orientação de Gamaliel (Atos 22:3) e tendo recebido uma educação romana clássica em Tarso. Ele tinha a capacidade de argumentar a partir da Lei judaica (Gálatas 4:21–31) e de ilustrá-la com a literatura grega (Atos 17:28; Tito 1:12; 1 Coríntios 15:33). A formação de Paulo como fariseu (Filipenses 3:5) lhe permitiu acesso às sinagogas em todos os lugares, e ele também detinha os privilégios da cidadania romana, o que abriu portas de oportunidade em todo o mundo romano (Atos 22:3, 25–29; 28:30).

O Senhor escolheu especificamente Paulo para ser o apóstolo dos gentios a fim de mostrar que a salvação é oferecida a todas as pessoas. Efésios 3:6 fala de como Cristo une gentios e judeus: “O mistério é que os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho” (NAA). Que o Senhor continue a alcançar pessoas em todos os lugares para a Sua glória, e que possamos demonstrar a disposição de Paulo de ir aonde quer que Deus nos chame.

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