Pergunta
O que era o altar de bronze?
Resposta
Durante os quarenta anos de peregrinação de Israel no deserto, Deus ordenou que o povo construísse uma estrutura móvel - o tabernáculo do deserto - como um local de adoração onde Ele viria e habitaria entre eles. O altar de bronze era uma estrutura de bronze sobre a qual os holocaustos dos sacrifícios de animais eram apresentados ao Senhor.
O altar de bronze era uma construção portátil e a maior das sete peças de mobília do tabernáculo. Colocado no pátio externo do tabernáculo do deserto (Êxodo 40:6), o altar de bronze era o objeto mais proeminente e imponente do pátio, e nenhum adorador poderia evitar vê-lo ao entrar.
O altar de bronze também era chamado de "o altar dos holocaustos" (Êxodo 30:28), "o altar de Deus" (Salmo 43:4) e "o altar do Senhor" (Malaquias 2:13). Construído com madeira de acácia e coberto com bronze, ele media 2,5 metros quadrados por 2,5 metros de altura. Em cada um dos quatro cantos do altar havia uma projeção semelhante a um chifre, feita de uma só peça com o altar. Todos os utensílios do altar também eram feitos de bronze. As instruções que Deus deu para o altar de bronze também incluíam uma grelha ou rede de bronze, provavelmente colocada no centro oco do altar para segurar a madeira e o sacrifício enquanto estavam sendo queimados. Duas varas usadas para carregar o altar eram revestidas de bronze e inseridas em anéis de bronze nos cantos do altar (Êxodo 27:1-8).
Quando o altar de bronze era consagrado, tudo o que o tocava se tornava santo (Êxodo 29:37). Os israelitas faziam sacrifícios diários a Deus no altar de bronze (Êxodo 29:38). Quando os primeiros sacerdotes começaram o seu serviço no tabernáculo, o fogo da presença do Senhor consumiu o sacrifício (Levítico 9:24). De acordo com Levítico 6:13, o fogo do altar deveria ser mantido aceso o tempo todo. As pontas do altar deveriam ser cobertas com sangue na consagração dos sacerdotes (Êxodo 29:1, 10-12; Levítico 8:14-15; 9:9) e no Dia da Expiação (Levítico 16:18).
Todos os elementos do tabernáculo do deserto apontavam para o plano de salvação de Deus por meio de Jesus Cristo, o Messias vindouro. Ao instituir cada ritual de adoração, Deus estava ensinando ao Seu povo os princípios fundamentais da salvação. O altar de bronze - onde os sacerdotes de Israel ofereciam sacrifícios substitutivos de animais pelos pecados do povo - ilustrava de forma vívida os princípios básicos da expiação do pecado.
Somente por meio do sacrifício de sangue o pecado era expiado. O altar de bronze, sempre em chamas e coberto de sangue, estava sempre aberto para aceitar a culpa de qualquer hebreu que desejasse se aproximar de Deus. Ali, o pecador culpado oferecia outra vida, uma inocente, em seu lugar.
O altar de bronze estava situado de forma proeminente no pátio do tabernáculo. Era, de fato, a primeira coisa que se encontrava ao entrar no pátio. A imagem é clara: não podemos nos aproximar da presença santa do Senhor a menos que primeiro cheguemos ao local do sacrifício onde a expiação é feita por nossos pecados. A colocação do altar revelou que para se aproximar de Deus ou receber os benefícios de Sua presença é necessário lidar primeiro com o problema do nosso pecado. Mais tarde, Jesus diria: "Ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6; cf. 10:9). Esse antigo altar falava inequivocamente do Calvário, ressaltando o significado da morte de Cristo na cruz, que foi o sacrifício substitutivo final pelo pecado (Hebreus 10:1-18). O acesso a Deus só é possível quando nos achegamos a Ele por meio do sacrifício perfeito e expiatório do sangue derramado de Jesus Cristo.
O bronze é frequentemente associado ao julgamento na Bíblia (veja Números 21:9; Isaías 60:17; Apocalipse 1:15). O bronze é mais duro que o ouro e a prata e resiste melhor ao calor e ao fogo. Em Deuteronômio 33:25 e Jeremias 1:18, o bronze é um símbolo da capacidade de perseverar. O altar de bronze era uma sombra da realidade encontrada em Jesus Cristo, que assumiu nosso julgamento e somente Ele possuía o poder de suportar o fogo da santidade de Deus. Somente Cristo poderia suportar a cruz e não ser consumido pelas chamas da ira de Deus e do julgamento divino.
O altar, como local de expiação, lembrava os adoradores de seu pecado e da necessidade de purificação da culpa do pecado. Ele sinalizava para a vinda de Cristo, em quem todo o ritual de sacrifício alcançaria sua consumação.
A santidade e a justiça de Deus eram exibidas no altar de bronze. Era o lugar onde o pecado era julgado e a sua penalidade, paga. O altar de bronze abria o caminho para se aproximar de Deus e encontrar Sua misericórdia. Tudo o que tocava o altar de bronze era santificado. Jesus Cristo é o nosso altar de bronze: "... carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele vocês foram sarados" (1 Pedro 2:24).
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O que era o altar de bronze?
