Pergunta
O que era a Sinagoga dos Libertos em Atos 6?
Resposta
A Sinagoga dos Libertos é mencionada apenas uma vez na Bíblia: “Estêvão, cheio de graça e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Então alguns dos que eram da sinagoga chamada dos Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e da província da Ásia se levantaram e discutiam com Estêvão” (Atos 6:8–9). A palavra libertos vem do latim e originalmente se referia a um homem que havia sido escravo, mas fora libertado. Alguns estudiosos acreditam que essas pessoas eram escravos dos romanos que haviam sido libertados, tornaram-se prosélitos da religião judaica e tinham uma sinagoga em Jerusalém. A NTLH chama esse grupo de Sinagoga dos Homens Livres.
Outros estudiosos argumentam que esses libertos não eram prosélitos judeus, mas judeus de nascimento que haviam sido levados em cativeiro pelos romanos e depois libertados, passando a ser chamados de liberti ou libertini. Havia muitos judeus assim. Alguns especulam que entre esses membros zelosos da Sinagoga dos Libertos estava Saulo de Tarso, que teria sido mais do que capaz de disputar com Estêvão em questões de religião.
Fossem quem fossem os libertos, uma coisa é certa: a proclamação do evangelho de Jesus Cristo por Estêvão e os milagres que ele realizou causaram grande animosidade. Por mais que tentassem, os Libertos “não podiam resistir à sabedoria que o Espírito lhe dava ao falar” (Atos 6:10). Incapazes de responder aos seus argumentos ou de desmentir seus milagres, eles trouxeram falsas testemunhas contra ele e “incitaram o povo, os anciãos e os mestres da lei” (Atos 6:12). Os membros da Sinagoga dos Libertos e os outros que se opunham a Estêvão o acusaram de blasfêmia, uma acusação mortal. Assim como homens maus haviam acusado Jesus de blasfêmia (Mateus 9:1–3), o mesmo espírito maligno nos corações da Sinagoga dos Libertos falou contra Estêvão.
É irônico que a Sinagoga dos Libertos se autodenominasse assim. Eles podem ter sido libertados de um tipo de escravidão, mas, mesmo assim, eram escravos. Jesus disse: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem peca é escravo do pecado” (João 8:34). Os judeus a quem Ele se dirigia haviam se oposto à ideia de que eram escravos, mas Jesus lhes mostrou o caminho para a verdadeira liberdade: “Se vocês continuarem a obedecer aos meus ensinamentos, serão, de fato, meus discípulos e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.. . . . Se o Filho os libertar, vocês serão, de fato, livres” (versículos 31–32, 36). Apesar de seu nome que celebra a liberdade, a Sinagoga dos Homens Livres estava em desesperada escravidão ao pecado. Em sua escravidão, eles conspiravam para mentir e assassinar, e rejeitaram a Verdade que os teria libertado.
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