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Pergunta

Quem foi São Eustáquio?

Resposta


São Eustáquio, também conhecido como Santo Eustáquio, é um mártir cristão do século II. Sua história era especialmente popular entre os crentes da Idade Média. Embora seja difícil distinguir quais partes de sua história são fatos e quais são lendas, a maioria das versões da história de São Eustáquio apresenta uma sequência semelhante de eventos.

O general Plácido — nome de Eustáquio antes de sua conversão — serviu sob o comando do imperador romano Trajano. Conforme a história, enquanto caçava um dia, Plácido perseguiu um grande veado. De repente, o animal se virou para ele, completamente imóvel. Milagrosamente, um crucifixo apareceu entre seus chifres, e uma voz ordenou que Plácido e toda a sua família fossem batizados naquela noite pelo bispo de Roma. A voz também prometeu que eles sofreriam por Cristo. Alguns relatos afirmam que Plácido retornou mais tarde ao mesmo local na floresta para receber a segunda parte dessa revelação.

Plácido obedeceu à voz e foi batizado, mudando o seu nome para Eustáquio, latinizado como Eustachius. Sua esposa, que se chamava Tatiana, mudou seu nome para Theopista. Os dois filhos de Eustáquio, Agapius e Theopistus, também foram batizados na fé cristã.

Conforme previsto, a família começou a enfrentar dificuldades. Devido a doenças e infortúnios, Eustáquio perdeu grande parte de sua fortuna, obrigando a família a se refugiar no Egito. Theopista não teve permissão para permanecer a bordo do navio que partia e foi deixada para trás. Eustáquio e seus filhos enfrentaram a viagem sem ela, acabando por desembarcar a alguma distância do seu destino. Ao prosseguirem a viagem a pé, chegaram a um rio.

Sem outras opções disponíveis, Eustáquio decidiu transportar seus filhos através do rio, um de cada vez. Ele conseguiu levar um dos meninos até a margem oposta e estava na metade do caminho de volta quando um leão atacou o filho que o aguardava. Ele se virou para o outro filho a tempo de ver outro animal levá-lo. Outras versões dessa história dizem que seus filhos foram levados por romanos imperiais, e não por animais selvagens. Em ambas as versões, Eustáquio não sabia que os meninos haviam sido poupados da morte e criados em aldeias próximas.

Após quinze anos trabalhando como mercenário, a vida de Eustáquio mudou novamente. Uma batalha era iminente, seja por uma revolta ou por uma invasão inimiga, dependendo da versão. O imperador Trajano ou seu sucessor Adriano encontraram Eustáquio, necessitando de sua experiência como general para conduzir as tropas romanas à vitória.

Após a vitória na batalha, o exército permaneceu em uma vila. Lá, dois soldados compartilharam suas histórias e perceberam que eram filhos de Eustáquio finalmente reunidos. Sua mãe, há muito perdida, por acaso servia na mesma casa e os ouviu; ela ficou feliz em reencontrar seus filhos. Os três foram então até o comandante — que era Eustáquio, é claro — para obter permissão para retornar à sua terra natal. Ao ouvir a história deles, Eustáquio reconheceu sua família e se alegrou. Deus os havia reunido novamente.

À medida que os soldados se dispersavam para retornar aos seus lares, a família de Eustácio voltou para Roma. O imperador atribuiu a vitória do exército aos deuses e ordenou aos líderes militares que lhes oferecessem sacrifícios. Eustácio recusou-se. O imperador o aprisionou, juntamente com sua família, tentando convencê-los a adorar os deuses romanos.

Quando ficou claro que a família nunca lhe obedeceria, o imperador os condenou à morte. Algumas narrativas descrevem como Eustáquio, sua esposa e seus filhos foram inicialmente lançados aos leões, mas os animais se recusaram a ferir os cristãos. Outras versões omitem essa parte e simplesmente relatam como a família do santo foi queimada dentro de um touro de bronze; milagrosamente, eles cantaram e louvaram a Deus por três dias antes que suas vozes se calassem. Quando o touro foi aberto, os mártires foram encontrados mortos, mas seus corpos não apresentavam ferimentos físicos.

Atualmente, Santo Eustáquio é considerado o santo padroeiro dos caçadores, bombeiros e de todos aqueles que enfrentam adversidades. Ele é reconhecido como "santo" tanto pela Igreja Católica Romana quanto pela Igreja Ortodoxa Oriental. Ele também é um dos Quatorze Santos Auxiliadores da Igreja Católica, e sua festa é celebrada em 20 de setembro na Igreja Católica e em 2 de novembro na Igreja Ortodoxa.

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