Pergunta
Quem foi Tácito?
Resposta
Tácito (cerca de 56-120 d.C.) foi um historiador, orador e político romano. Ele é mais conhecido por seus escritos históricos, incluindo Anais, Histórias e Germânia. Os Anais de Tácito são uma das primeiras fontes não cristãs que confirmam a crucificação de Jesus. Tácito também registrou a falsa acusação que Nero fez contra os cristãos quando os culpou pelo Grande Incêndio de Roma em 64 d.C.
Tudo o que se sabe sobre a vida pessoal de Tácito provém dos escritos de seu contemporâneo, Plínio, o Jovem. Não há informações concretas sobre a família de Tácito, uma vez que ele nunca a mencionou em seus escritos, mas sabemos que ele foi criado em um lar abastado, com muitos privilégios, e que recebeu uma educação de qualidade. Tácito estudou retórica e composição literária em preparação para uma carreira no serviço público. Subindo os degraus da carreira pública, Tácito acabou por ganhar popularidade como advogado e orador. Mais tarde na vida, Tácito dedicou-se a escrever histórias e é considerado por muitos estudiosos como o maior historiador romano.
De particular interesse para os cristãos é o fato de Tácito mencionar Jesus e os cristãos. Essa referência, proveniente de uma fonte não cristã, confere credibilidade à existência de Jesus. No livro 15, capítulo 44, dos Anais, Tácito menciona Christus, que em latim significa “Cristo”, e a Sua execução por ordem de Pôncio Pilatos. Essa referência está de acordo com as Escrituras, que afirmam que Pilatos cedeu aos pedidos dos judeus para crucificar Jesus (Mateus 27:22–26; Marcos 15:15; Lucas 23:23–25; João 19:14-16). Embora as Escrituras sejam suficientes para fornecer um testemunho preciso da vida e crucificação de Jesus (1 Coríntios 15:1-8), o fato de um historiador romano pagão ter feito referência à crucificação de Jesus fornece mais evidências para aqueles que tendem a duvidar da existência de Jesus.
No mesmo capítulo de seus Anais, Tácito também afirma que Nero culpou os cristãos pelo Grande Incêndio de Roma. Tácito referiu-se ao cristianismo como uma superstição "maligna" que começou na Judeia e se espalhou como uma doença para Roma (Anais, 15.44). Embora reconhecesse que Nero realizou sua perseguição contra os cristãos para satisfazer suas próprias paixões cruéis, Tácito descreveu os cristãos como odiados e, portanto, merecedores de seu terrível castigo. Tácito obviamente não compreendia aqueles que seguiam Jesus. A perseguição sob o imperador Nero é parte do cumprimento da profecia de Jesus de que seus seguidores sofreriam perseguição (João 15:20). Como Jesus disse aos seus discípulos: “Se o mundo odeia vocês, saibam que, antes de odiar vocês, odiou a mim” (João 15:18).
Na perspectiva de Tácito, ele estava simplesmente registrando os eventos históricos do Império Romano. Alguns dos detalhes que ele registrou são de grande interesse para nós hoje. Para os céticos, a referência de Tácito a Jesus fornece evidências, sem "preconceito cristão", da existência histórica de Jesus. Para os crentes, os Anais de Tácito confirmam o testemunho da Bíblia.
Tudo o que se sabe sobre a vida pessoal de Tácito provém dos escritos de seu contemporâneo, Plínio, o Jovem. Não há informações concretas sobre a família de Tácito, uma vez que ele nunca a mencionou em seus escritos, mas sabemos que ele foi criado em um lar abastado, com muitos privilégios, e que recebeu uma educação de qualidade. Tácito estudou retórica e composição literária em preparação para uma carreira no serviço público. Subindo os degraus da carreira pública, Tácito acabou por ganhar popularidade como advogado e orador. Mais tarde na vida, Tácito dedicou-se a escrever histórias e é considerado por muitos estudiosos como o maior historiador romano.
De particular interesse para os cristãos é o fato de Tácito mencionar Jesus e os cristãos. Essa referência, proveniente de uma fonte não cristã, confere credibilidade à existência de Jesus. No livro 15, capítulo 44, dos Anais, Tácito menciona Christus, que em latim significa “Cristo”, e a Sua execução por ordem de Pôncio Pilatos. Essa referência está de acordo com as Escrituras, que afirmam que Pilatos cedeu aos pedidos dos judeus para crucificar Jesus (Mateus 27:22–26; Marcos 15:15; Lucas 23:23–25; João 19:14-16). Embora as Escrituras sejam suficientes para fornecer um testemunho preciso da vida e crucificação de Jesus (1 Coríntios 15:1-8), o fato de um historiador romano pagão ter feito referência à crucificação de Jesus fornece mais evidências para aqueles que tendem a duvidar da existência de Jesus.
No mesmo capítulo de seus Anais, Tácito também afirma que Nero culpou os cristãos pelo Grande Incêndio de Roma. Tácito referiu-se ao cristianismo como uma superstição "maligna" que começou na Judeia e se espalhou como uma doença para Roma (Anais, 15.44). Embora reconhecesse que Nero realizou sua perseguição contra os cristãos para satisfazer suas próprias paixões cruéis, Tácito descreveu os cristãos como odiados e, portanto, merecedores de seu terrível castigo. Tácito obviamente não compreendia aqueles que seguiam Jesus. A perseguição sob o imperador Nero é parte do cumprimento da profecia de Jesus de que seus seguidores sofreriam perseguição (João 15:20). Como Jesus disse aos seus discípulos: “Se o mundo odeia vocês, saibam que, antes de odiar vocês, odiou a mim” (João 15:18).
Na perspectiva de Tácito, ele estava simplesmente registrando os eventos históricos do Império Romano. Alguns dos detalhes que ele registrou são de grande interesse para nós hoje. Para os céticos, a referência de Tácito a Jesus fornece evidências, sem "preconceito cristão", da existência histórica de Jesus. Para os crentes, os Anais de Tácito confirmam o testemunho da Bíblia.