Pergunta

Quem foi D. L. Moody?

Resposta
Dwight Lyman Moody, também conhecido como D. L. Moody, foi um renomado evangelista do século XIX que revolucionou o evangelismo nos Estados Unidos.

D. L. Moody nasceu em Northfield, Massachusetts, em 1837, filho de Edwin e Betsey Holton Moody. Edwin faleceu em 1841, deixando Betsey sozinha para criar nove filhos menores de 13 anos. Provavelmente foi por isso que D. L. Moody nunca passou da quinta série; no entanto, aos 17 anos, Moody iniciou uma carreira curta, mas bem-sucedida, vendendo sapatos. Enquanto trabalhava na Holton Shoe Store, loja de sapatos de propriedade de seu tio, Moody começou a frequentar uma escola dominical e, depois que o professor o visitou no almoxarifado da loja para compartilhar as boas novas, Moody aceitou a Cristo. Cerca de um ano depois, Moody mudou-se para Chicago, onde continuou a vender sapatos. Seu objetivo original era acumular uma fortuna de US$ 100.000, o que era uma meta realista devido à sua perspicácia nos negócios e personalidade extrovertida, mas isso mudou quando Moody começou a sentir o chamado de Deus em sua vida.

Sociável, animado e trabalhador, Moody envolveu-se cada vez mais com a YMCA local, apesar de a YMCA não poder remunerá-lo. O tempo que passou lá provavelmente despertou o interesse de Moody pelo trabalho social, pois ele logo criou uma escola dominical no centro da cidade de Chicago com a intenção de alcançar crianças menos afortunadas e sem instrução. Essa missão acabou se tornando uma igreja de pleno direito, e Moody continuou com o evangelismo e o trabalho social, atraindo crianças de famílias de imigrantes para a escola dominical com doces e passeios de pônei. Ele também iniciou reuniões de oração noturnas, aulas de inglês para adultos e outros ministérios. Foi nessa igreja que Moody conheceu a mulher com quem se casaria: Emma Revell, uma professora da escola dominical. O casal acabou tendo três filhos.

Após algum tempo, Moody tornou-se presidente da YMCA de Chicago. A Guerra Civil Americana começou nessa época e, embora Moody tenha se recusado a lutar, ele iniciou um ministério para os soldados em Camp Douglas, a base do 72º Regimento Voluntário de Illinois. Ao longo da guerra, Moody viajou para campos de batalha em todo o estado e no país, ministrando tanto aos soldados da União quanto aos confederados.

O início da carreira evangelística de Moody foi caracterizado pela pregação e pelo trabalho social, mas Moody também reconhecia a importância de educar outras pessoas para que pudessem auxiliar na divulgação do evangelho. Ele recrutou uma mulher chamada Emma Dryer, que possuía uma sólida formação em ministério e educação, e juntos estabeleceram um programa de treinamento para mulheres para o trabalho evangelístico e missionário. As coisas pareciam estar indo bem até que o Grande Incêndio de Chicago destruiu a YMCA, a igreja e a casa de Moody em 1871. Esse momento difícil marcou uma mudança nas estratégias evangelísticas de Moody. Durante uma viagem a Nova York para arrecadar fundos para a reconstrução, Moody sentiu um forte impulso do Senhor para aumentar a sua pregação da Palavra e diminuir a sua ênfase no trabalho social.

Em 1873, Moody recebeu um convite para ajudar a divulgar a Palavra de Deus por todas as Ilhas Britânicas. Assim, Moody reuniu sua família e, junto com seu líder musical, Ira Sankey, viajou para a Inglaterra e iniciou uma missão europeia de dois anos. Quando retornou aos Estados Unidos, Moody era um revivalista de renome mundial. Ele imediatamente iniciou campanhas em várias cidades e estados, durante as quais desenvolveu muitas técnicas de evangelismo que ainda são utilizadas hoje, como empregar um cantor gospel como atração principal em cada cruzada; alugar um prédio grande e central; fornecer uma sala para confissão e arrependimento em silêncio; e fazer campanha nas vizinhanças antes do início da cruzada. Moody realizou inúmeras campanhas nos Estados Unidos e na Europa, e estima-se que ele tenha falado para mais de 100 milhões de pessoas. Durante todo esse tempo, Moody permaneceu humilde: “Sei perfeitamente bem que, onde quer que eu vá e pregue, há muitos pregadores melhores do que eu; tudo o que posso dizer sobre isso é que o Senhor me usa”.

Por fim, Moody voltou a se concentrar na necessidade da educação bíblica. Ele compreendeu a importância de preparar as gerações futuras para realizar a obra de divulgação do evangelho. Inicialmente, fundou o Seminário Northfield para meninas e, em seguida, a Escola Mount Herman para meninos. Em 1886, fundou o Instituto Bíblico da Sociedade de Evangelização de Chicago, que, após a sua morte, foi renomeado Instituto Bíblico Moody. Essa escola ainda funciona e faz parte do legado de Moody, juntamente com a Editora Moody, a Igreja Moody em Chicago e, é claro, as muitas pessoas que ele conduziu ao Senhor durante a sua vida.

Perto do fim de sua vida, D. L. Moody ainda trabalhava incansavelmente para levar o evangelho ao maior número possível de pessoas. Mesmo um mês antes de sua morte, Moody pregava seis sermões por dia. Ele faleceu em 22 de dezembro de 1899, enquanto estava com sua família em sua fazenda em Northfield, Massachusetts. Seu trabalho para o Senhor teve um impacto duradouro no evangelismo e no treinamento espiritual nos Estados Unidos e em todo o mundo, e muitos ainda hoje se beneficiam de sua dedicação ao Senhor.

O estilo simples e direto de Moody ao pregar era criticado por alguns como rústico e grosseiro. É verdade que a sua gramática nem sempre era correta e suas ilustrações careciam de sofisticação filosófica, mas não há dúvida quanto ao poder do Espírito Santo em suas reuniões. D. L. Moody era um homem de oração cujo único texto era sempre a Bíblia. A sua sabedoria prática, nascida de seus estudos, era eminentemente citável. Aqui estão alguns exemplos:

• “Muitos de nós estamos dispostos a realizar grandes feitos para o Senhor, mas poucos estão dispostos a realizar pequenas tarefas.”

• “Aquele que se ajoelha mais, permanece de pé por mais tempo.”

• “A melhor maneira de demonstrar que um bastão está torto não é discutir sobre isso ou dedicar tempo para denunciá-lo, mas sim colocar um bastão reto ao lado dele.”

• “A Bíblia não nos foi dada para a nossa informação, mas para a nossa transformação.”

• “Uma vida santa produzirá a mais profunda impressão. Os faróis não tocam buzinas; eles apenas brilham.”

• “Considero este mundo como um navio naufragado. Deus me concedeu um bote salva-vidas e disse: ‘Moody, salve todos os que puder’”.

• “Deus faz uma promessa; a fé acredita nela; a esperança a antecipa; e a paciência a aguarda silenciosamente.”

• “Deus não procura vasos de ouro, nem exige vasos de prata, mas Ele precisa de vasos limpos.”