Pergunta
Qual foi o impacto de Blaise Pascal na fé cristã?
Resposta
Blaise Pascal (19 de junho de 1623 — 19 de agosto de 1662) foi um matemático, inventor, cientista e teólogo/filósofo francês. Apesar de sua saúde frágil, Pascal fez importantes contribuições para a matemática e as ciências físicas, incluindo as áreas de hidráulica, pressão atmosférica e vácuo. Pascal também insistia na observação empírica rigorosa e no uso de experimentos controlados. Como matemático, ele ajudou a desenvolver o cálculo diferencial e a teoria da probabilidade. Como inventor, desenvolveu uma calculadora digital para auxiliar no comércio, capaz de lidar com as unidades monetárias francesas, que não eram base 10. Ele também inventou a seringa e a prensa hidráulica.
Pascal foi criado como um católico romano tradicional, mas na adolescência entrou em contato com alguns jansenistas (um grupo católico dissidente que leva o nome do teólogo holandês Cornelius Jansen) que ensinavam que a salvação era pela graça, não pelo mérito humano. Pascal abraçou essa fé, mas alguns que estudam a sua vida hoje veem pouco impacto de sua fé. No entanto, em 23 de novembro de 1654, durante a noite, ele teve o que alguns chamam de “segunda conversão”, quando afirmou ter se entregado totalmente a Jesus Cristo. Ele manteve um registro escrito desse evento costurado dentro do forro de sua jaqueta, que só foi descoberto após a sua morte.
Após a sua experiência de conversão, Pascal não abandonou seus estudos científicos, mas dedicou uma parte significativa de seu tempo à reflexão teológica e à escrita. Ele se juntou a uma comunidade jansenista que logo depois se envolveu em uma controvérsia com o Papa, os jesuítas e a maioria da liderança eclesiástica na França. Sob o pseudônimo de Louis de Montalte, Pascal começou a publicar uma série de cartas (dezoito no total) defendendo os jansenistas e criticando os jesuítas. As cartas tinham um tom coloquial e usavam sagacidade, sarcasmo, ironia e humor. Nenhuma dessas coisas era comum no discurso teológico francês da época. As cartas foram bem recebidas, mas, no final, os jansenistas foram condenados por uma bula papal e praticamente erradicados da França. Hoje, essas cartas são conhecidas como Les Provinciales ou Lettres Provinciales (“As Cartas Provinciais”) e estão disponíveis online.
Em seguida, Pascal começou a trabalhar no que ele esperava que fosse uma apologia abrangente da fé cristã. Essa obra, publicada após a sua morte, foi intitulada Pensées ("Pensamentos" ou "Reflexões"). Nessa obra, Pascal forneceu evidências para a fé cristã, mas rejeitou a ideia de que se poderia chegar à verdade apenas por meio de processos racionais. Depois de analisar todas as evidências, ele afirmou que ainda nos resta uma certa dose de incerteza. É aqui que devemos fazer uma escolha, e é o seu argumento neste ponto que causou o impacto mais duradouro de Pascal no cristianismo. A Aposta de Pascal, como é chamada, explica que só faz sentido apostar que Deus existe. Se uma pessoa "aposta" que Deus não existe e está errada, ela perde tudo. Por outro lado, se uma pessoa "aposta" que Deus existe e está errada, ela realmente não perde nada. Pascal também ressalta que não há meio-termo; todos devem fazer uma aposta de uma forma ou de outra.
A aposta não é um ato de fé cega, pois há evidências que sustentam a existência de Deus — embora não sejam suficientes para eliminar todas as incertezas. A aposta não é uma prova da existência de Deus; é, antes, uma escolha sensata, considerando os riscos e as probabilidades. Alguns ateus argumentam que a pessoa que "aposta" em Deus e está errada tem muito a perder, incluindo diversão e felicidade nesta vida, honestidade intelectual e autoestima. No entanto, há um grande número de crentes que possuem todas essas coisas, além de amor, alegria e paz. Se o ateísmo estiver correto, quando morrermos, tudo acabará e um crente feliz não estará em pior situação do que um descrente feliz, mesmo que o crente tenha estado errado durante toda a sua vida.
A Aposta de Pascal incentiva aqueles que estão em conflito com a existência de Deus, a veracidade do cristianismo ou a possibilidade da vida eterna a considerar todas as evidências e, então, proceder com base na única escolha que faz sentido. Ela também deve proporcionar conforto aos crentes que ocasionalmente experimentam dúvidas. Em vez de se abandonar a uma vida de ateísmo ou descrença, deve-se continuar tentando encontrar Deus, que promete: “Vocês me buscarão e me acharão quando me buscarem de todo o coração” (Jeremias 29:13).
Pascal foi criado como um católico romano tradicional, mas na adolescência entrou em contato com alguns jansenistas (um grupo católico dissidente que leva o nome do teólogo holandês Cornelius Jansen) que ensinavam que a salvação era pela graça, não pelo mérito humano. Pascal abraçou essa fé, mas alguns que estudam a sua vida hoje veem pouco impacto de sua fé. No entanto, em 23 de novembro de 1654, durante a noite, ele teve o que alguns chamam de “segunda conversão”, quando afirmou ter se entregado totalmente a Jesus Cristo. Ele manteve um registro escrito desse evento costurado dentro do forro de sua jaqueta, que só foi descoberto após a sua morte.
Após a sua experiência de conversão, Pascal não abandonou seus estudos científicos, mas dedicou uma parte significativa de seu tempo à reflexão teológica e à escrita. Ele se juntou a uma comunidade jansenista que logo depois se envolveu em uma controvérsia com o Papa, os jesuítas e a maioria da liderança eclesiástica na França. Sob o pseudônimo de Louis de Montalte, Pascal começou a publicar uma série de cartas (dezoito no total) defendendo os jansenistas e criticando os jesuítas. As cartas tinham um tom coloquial e usavam sagacidade, sarcasmo, ironia e humor. Nenhuma dessas coisas era comum no discurso teológico francês da época. As cartas foram bem recebidas, mas, no final, os jansenistas foram condenados por uma bula papal e praticamente erradicados da França. Hoje, essas cartas são conhecidas como Les Provinciales ou Lettres Provinciales (“As Cartas Provinciais”) e estão disponíveis online.
Em seguida, Pascal começou a trabalhar no que ele esperava que fosse uma apologia abrangente da fé cristã. Essa obra, publicada após a sua morte, foi intitulada Pensées ("Pensamentos" ou "Reflexões"). Nessa obra, Pascal forneceu evidências para a fé cristã, mas rejeitou a ideia de que se poderia chegar à verdade apenas por meio de processos racionais. Depois de analisar todas as evidências, ele afirmou que ainda nos resta uma certa dose de incerteza. É aqui que devemos fazer uma escolha, e é o seu argumento neste ponto que causou o impacto mais duradouro de Pascal no cristianismo. A Aposta de Pascal, como é chamada, explica que só faz sentido apostar que Deus existe. Se uma pessoa "aposta" que Deus não existe e está errada, ela perde tudo. Por outro lado, se uma pessoa "aposta" que Deus existe e está errada, ela realmente não perde nada. Pascal também ressalta que não há meio-termo; todos devem fazer uma aposta de uma forma ou de outra.
A aposta não é um ato de fé cega, pois há evidências que sustentam a existência de Deus — embora não sejam suficientes para eliminar todas as incertezas. A aposta não é uma prova da existência de Deus; é, antes, uma escolha sensata, considerando os riscos e as probabilidades. Alguns ateus argumentam que a pessoa que "aposta" em Deus e está errada tem muito a perder, incluindo diversão e felicidade nesta vida, honestidade intelectual e autoestima. No entanto, há um grande número de crentes que possuem todas essas coisas, além de amor, alegria e paz. Se o ateísmo estiver correto, quando morrermos, tudo acabará e um crente feliz não estará em pior situação do que um descrente feliz, mesmo que o crente tenha estado errado durante toda a sua vida.
A Aposta de Pascal incentiva aqueles que estão em conflito com a existência de Deus, a veracidade do cristianismo ou a possibilidade da vida eterna a considerar todas as evidências e, então, proceder com base na única escolha que faz sentido. Ela também deve proporcionar conforto aos crentes que ocasionalmente experimentam dúvidas. Em vez de se abandonar a uma vida de ateísmo ou descrença, deve-se continuar tentando encontrar Deus, que promete: “Vocês me buscarão e me acharão quando me buscarem de todo o coração” (Jeremias 29:13).