Pergunta
O que é a eterna processão do Espírito Santo?
Resposta
A processão eterna do Espírito Santo é um ensino bíblico que explica o relacionamento do Espírito Santo com as outras Pessoas da Trindade. A doutrina da processão eterna está fundamentada nas Escrituras e foi afirmada por vários concílios ecumênicos da igreja.
A ideia da “processão” do Espírito é que o Espírito Santo emana ou irradia do Pai, e Ele faz isso perpetuamente. A ideia de Sua “eterna” processão é que Ele tem continuamente emanado do Pai por toda a eternidade, sem mudança. Nunca houve um momento em que o Espírito não estivesse irradiando do Pai.
Segundo alguns teólogos, os relacionamentos entre as Pessoas da Trindade são baseados em propriedades pessoais: o Pai é distinguido na Divindade pela paternidade (Ele não foi gerado), o Filho é distinguido pela geração (ou filiação), e o Espírito é distinguido por Sua processão (ou espiração). Sem paternidade, geração e processão, não existe Trindade. Se as propriedades pessoais do Pai, do Filho e do Espírito existem eternamente, então as três Pessoas da Divindade possuem, respectivamente, paternidade eterna, filiação eterna e processão eterna.
O conceito da processão do Espírito Santo vem diretamente das palavras de Jesus em João 15:26: “Quando, porém, vier o Consolador, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim.” Outras traduções dizem que o Espírito “provém do Pai” ou “procede do Pai”.
Diz-se que o Espírito é dado pelo Pai a pedido do Filho (João 14:16) e enviado pelo Pai em nome de Jesus (João 14:26). Ele também é enviado pelo Filho (João 15:26; 16:7). De acordo com Atos 2:33, o Filho “recebeu” o Espírito do Pai e então “derramou” o Espírito no milagre do Pentecostes.
O reformador Theodore Beza explicou os relacionamentos dentro da Trindade desta maneira: “Essas Pessoas individuais são um único e mesmo Deus perfeito, coeterno, coessencial e coigual, embora em ordem (não em grau) o Pai seja o primeiro, que não procede de ninguém; o Filho é o segundo, que procede do Pai; o Espírito Santo é o terceiro, que procede do Pai e do Filho, cada um indescritivelmente pela comunicação eterna de toda a essência de Deus, sendo o primeiro gerado e o último emanado.”
A descrição de Beza de cada Pessoa da Trindade existindo “indescritivelmente” é provavelmente o mais próximo que conseguimos chegar de explicar os relacionamentos divinos entre Pai, Filho e Espírito. Aceitamos a verdade de que o Espírito procede do Pai, mas não há como explicarmos plenamente isso.
A processão eterna do Espírito também é encontrada no Credo Niceno, conforme revisado no Concílio de Constantinopla: “E no Espírito Santo, Senhor e Doador da vida, que procede do Pai, e com o Pai e o Filho juntamente é adorado e glorificado, e falou pelos profetas.”
O sol às vezes é usado como ilustração do relacionamento entre o Pai e o Espírito. Assim como os raios de luz fluem continuamente do sol, o Espírito flui eternamente do Pai. Assim como o sol e seus raios coexistem, e um não existe antes do outro, o Pai e o Espírito coexistem eternamente. Um não é temporalmente anterior ao outro.
Nem todo teólogo cristão aceita a doutrina da processão eterna do Espírito Santo. Alguns apontam que os textos bíblicos que descrevem o Espírito Santo como “procedendo” do Pai podem ser simples declarações de ações realizadas no tempo. Por exemplo, em João 15:26, quando Jesus diz aos discípulos que enviará o Espírito Santo “que procede do Pai”, o Senhor está explicando um relacionamento eterno entre o Pai e o Espírito? Ou está simplesmente dizendo aos discípulos que o Espírito viria a eles da parte do Pai? Em outras palavras, o Espírito apenas “procedeu” do Pai no Pentecostes, quando foi enviado ao mundo, ou Ele sempre esteve procedendo?
O funcionamento interno da Trindade é um profundo mistério. O ensino da processão eterna do Espírito Santo tem sua base na Palavra revelada de Deus. Nós o aceitamos pela fé, embora não possamos compreendê-lo plenamente. Uma vez que o Espírito Santo procede eternamente do Pai (e do Filho), sabemos que Ele compartilha a mesma natureza e essência do Pai e do Filho.
A ideia da “processão” do Espírito é que o Espírito Santo emana ou irradia do Pai, e Ele faz isso perpetuamente. A ideia de Sua “eterna” processão é que Ele tem continuamente emanado do Pai por toda a eternidade, sem mudança. Nunca houve um momento em que o Espírito não estivesse irradiando do Pai.
Segundo alguns teólogos, os relacionamentos entre as Pessoas da Trindade são baseados em propriedades pessoais: o Pai é distinguido na Divindade pela paternidade (Ele não foi gerado), o Filho é distinguido pela geração (ou filiação), e o Espírito é distinguido por Sua processão (ou espiração). Sem paternidade, geração e processão, não existe Trindade. Se as propriedades pessoais do Pai, do Filho e do Espírito existem eternamente, então as três Pessoas da Divindade possuem, respectivamente, paternidade eterna, filiação eterna e processão eterna.
O conceito da processão do Espírito Santo vem diretamente das palavras de Jesus em João 15:26: “Quando, porém, vier o Consolador, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim.” Outras traduções dizem que o Espírito “provém do Pai” ou “procede do Pai”.
Diz-se que o Espírito é dado pelo Pai a pedido do Filho (João 14:16) e enviado pelo Pai em nome de Jesus (João 14:26). Ele também é enviado pelo Filho (João 15:26; 16:7). De acordo com Atos 2:33, o Filho “recebeu” o Espírito do Pai e então “derramou” o Espírito no milagre do Pentecostes.
O reformador Theodore Beza explicou os relacionamentos dentro da Trindade desta maneira: “Essas Pessoas individuais são um único e mesmo Deus perfeito, coeterno, coessencial e coigual, embora em ordem (não em grau) o Pai seja o primeiro, que não procede de ninguém; o Filho é o segundo, que procede do Pai; o Espírito Santo é o terceiro, que procede do Pai e do Filho, cada um indescritivelmente pela comunicação eterna de toda a essência de Deus, sendo o primeiro gerado e o último emanado.”
A descrição de Beza de cada Pessoa da Trindade existindo “indescritivelmente” é provavelmente o mais próximo que conseguimos chegar de explicar os relacionamentos divinos entre Pai, Filho e Espírito. Aceitamos a verdade de que o Espírito procede do Pai, mas não há como explicarmos plenamente isso.
A processão eterna do Espírito também é encontrada no Credo Niceno, conforme revisado no Concílio de Constantinopla: “E no Espírito Santo, Senhor e Doador da vida, que procede do Pai, e com o Pai e o Filho juntamente é adorado e glorificado, e falou pelos profetas.”
O sol às vezes é usado como ilustração do relacionamento entre o Pai e o Espírito. Assim como os raios de luz fluem continuamente do sol, o Espírito flui eternamente do Pai. Assim como o sol e seus raios coexistem, e um não existe antes do outro, o Pai e o Espírito coexistem eternamente. Um não é temporalmente anterior ao outro.
Nem todo teólogo cristão aceita a doutrina da processão eterna do Espírito Santo. Alguns apontam que os textos bíblicos que descrevem o Espírito Santo como “procedendo” do Pai podem ser simples declarações de ações realizadas no tempo. Por exemplo, em João 15:26, quando Jesus diz aos discípulos que enviará o Espírito Santo “que procede do Pai”, o Senhor está explicando um relacionamento eterno entre o Pai e o Espírito? Ou está simplesmente dizendo aos discípulos que o Espírito viria a eles da parte do Pai? Em outras palavras, o Espírito apenas “procedeu” do Pai no Pentecostes, quando foi enviado ao mundo, ou Ele sempre esteve procedendo?
O funcionamento interno da Trindade é um profundo mistério. O ensino da processão eterna do Espírito Santo tem sua base na Palavra revelada de Deus. Nós o aceitamos pela fé, embora não possamos compreendê-lo plenamente. Uma vez que o Espírito Santo procede eternamente do Pai (e do Filho), sabemos que Ele compartilha a mesma natureza e essência do Pai e do Filho.