Pergunta
O que significa olhar para uma mulher com intenção impura (Mateus 5:28)?
Resposta
No mais longo ensinamento registrado de Jesus, o Sermão da Montanha (Mateus 5—7), o Senhor fala sobre os perigos do adultério. Em vez de limitar o pecado a um ato físico de infidelidade, Ele amplia seu significado para incluir os desejos e intenções íntimos de uma pessoa. Jesus explica: “Eu, porém, lhes digo: todo o que olhar para uma mulher com intenção impura, já cometeu adultério com ela no seu coração” (Mateus 5:28). Olhar “para uma mulher com intenção impura” (NAA) significa desejá-la sexualmente. O homem que tem intenção impura está nutrindo pensamentos pecaminosos que violam o padrão justo de pureza de Deus.
Jesus iniciou o Seu ensinamento sobre o adultério citando o conhecido mandamento: “Ouvistes que foi dito: ‘Não cometerás adultério’” (Mateus 5:27). Jesus estava citando o sétimo dos Dez Mandamentos que Deus deu a Moisés (Êxodo 20:14). O que Ele disse a seguir desafiou aqueles que acreditavam ter obedecido simplesmente por evitar o ato físico.
A palavra traduzida como “cobiça” na ACF é a palavra grega epithymēsai, uma forma verbal que significa “desejar ardentemente” ou “concentrar-se em algo com intenso desejo”. Paulo usou outra forma da mesma palavra em um contexto mais geral: “Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito luta contra a carne, porque são opostos entre si, para que vocês não façam o que querem” (Gálatas 5:17, ênfase adicionada).
A palavra grega para “desejo” pode, às vezes, descrever um anseio santo ou justo (por exemplo, Mateus 13:17; Lucas 22:15), mas em Mateus 5:28 Jesus claramente a usa para descrever um desejo sexual injusto. O Seu argumento é que tal anseio, mesmo que nunca seja concretizado fisicamente, é uma violação do padrão de pureza de Deus. Olhar para uma mulher com intenção de cobiçá-la é, portanto, condenado como pecado.
As Escrituras registram casos em que a luxúria levou a consequências devastadoras. Um exemplo bem conhecido é o pecado de Davi com Bate-Seba. Quando Davi a viu tomando banho, cobiçou-a, mandou chamá-la e teve relações sexuais com ela (2 Samuel 11:2–4). Na época, ambos eram casados — Davi com suas esposas e Bate-Seba com Urias. Para encobrir seu pecado, Davi fez com que Urias morresse em batalha. Tragicamente, toda essa sequência começou com Davi olhando para Bate-Seba com desejo.
Há outros exemplos também. Amnom cobiçou sua irmã Tamar e, tragicamente, teve sucesso em sua tentativa maligna de se aproveitar dela (2 Samuel 13:1–14). Sansão “viu uma jovem filistéia” e a exigiu como esposa, “pois”, disse ele, “ela é agradável aos meus olhos” (Juízes 14:1, 3).
Depois que Jesus proibiu olhar para uma mulher com luxúria em Mateus 5:28, Ele ofereceu um remédio exagerado para a luxúria da carne: “Se o seu olho direito leva você a tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. Pois é preferível você perder uma parte do seu corpo do que ter o corpo inteiro lançado no inferno” (Mateus 5:29). Com essa declaração, Jesus enfatizou a gravidade do pecado e a necessidade de agir contra a luxúria. Esforços sem convicção não conseguirão superá-la.
Em última análise, a luxúria sexual é ofensiva a Deus porque desonra uma pessoa feita à Sua imagem (cf. Gênesis 1:26–27). Ela reduz as pessoas a objetos, existindo exclusivamente para a satisfação física de quem olha. Tal luxúria está fora do desígnio de Deus para a aliança do casamento, onde a intimidade física deve ser santa e honrosa para ambos os indivíduos envolvidos (Gênesis 2:24–25).
Quando um cristão é tentado a olhar para alguém com luxúria, seria sábio seguir o exemplo de Jó: “Fiz uma aliança com os meus olhos: de não olhar para uma virgem” (Jó 31:1).
Jesus iniciou o Seu ensinamento sobre o adultério citando o conhecido mandamento: “Ouvistes que foi dito: ‘Não cometerás adultério’” (Mateus 5:27). Jesus estava citando o sétimo dos Dez Mandamentos que Deus deu a Moisés (Êxodo 20:14). O que Ele disse a seguir desafiou aqueles que acreditavam ter obedecido simplesmente por evitar o ato físico.
A palavra traduzida como “cobiça” na ACF é a palavra grega epithymēsai, uma forma verbal que significa “desejar ardentemente” ou “concentrar-se em algo com intenso desejo”. Paulo usou outra forma da mesma palavra em um contexto mais geral: “Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito luta contra a carne, porque são opostos entre si, para que vocês não façam o que querem” (Gálatas 5:17, ênfase adicionada).
A palavra grega para “desejo” pode, às vezes, descrever um anseio santo ou justo (por exemplo, Mateus 13:17; Lucas 22:15), mas em Mateus 5:28 Jesus claramente a usa para descrever um desejo sexual injusto. O Seu argumento é que tal anseio, mesmo que nunca seja concretizado fisicamente, é uma violação do padrão de pureza de Deus. Olhar para uma mulher com intenção de cobiçá-la é, portanto, condenado como pecado.
As Escrituras registram casos em que a luxúria levou a consequências devastadoras. Um exemplo bem conhecido é o pecado de Davi com Bate-Seba. Quando Davi a viu tomando banho, cobiçou-a, mandou chamá-la e teve relações sexuais com ela (2 Samuel 11:2–4). Na época, ambos eram casados — Davi com suas esposas e Bate-Seba com Urias. Para encobrir seu pecado, Davi fez com que Urias morresse em batalha. Tragicamente, toda essa sequência começou com Davi olhando para Bate-Seba com desejo.
Há outros exemplos também. Amnom cobiçou sua irmã Tamar e, tragicamente, teve sucesso em sua tentativa maligna de se aproveitar dela (2 Samuel 13:1–14). Sansão “viu uma jovem filistéia” e a exigiu como esposa, “pois”, disse ele, “ela é agradável aos meus olhos” (Juízes 14:1, 3).
Depois que Jesus proibiu olhar para uma mulher com luxúria em Mateus 5:28, Ele ofereceu um remédio exagerado para a luxúria da carne: “Se o seu olho direito leva você a tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. Pois é preferível você perder uma parte do seu corpo do que ter o corpo inteiro lançado no inferno” (Mateus 5:29). Com essa declaração, Jesus enfatizou a gravidade do pecado e a necessidade de agir contra a luxúria. Esforços sem convicção não conseguirão superá-la.
Em última análise, a luxúria sexual é ofensiva a Deus porque desonra uma pessoa feita à Sua imagem (cf. Gênesis 1:26–27). Ela reduz as pessoas a objetos, existindo exclusivamente para a satisfação física de quem olha. Tal luxúria está fora do desígnio de Deus para a aliança do casamento, onde a intimidade física deve ser santa e honrosa para ambos os indivíduos envolvidos (Gênesis 2:24–25).
Quando um cristão é tentado a olhar para alguém com luxúria, seria sábio seguir o exemplo de Jó: “Fiz uma aliança com os meus olhos: de não olhar para uma virgem” (Jó 31:1).