Pergunta

Qual é o significado do Monte Moriá na Bíblia?

Resposta
O Monte Moriá, na Cidade Velha de Jerusalém, é o local de inúmeros atos bíblicos de fé. É também um dos imóveis mais valiosos e um dos mais disputados do mundo. Esta é uma área profundamente sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos. No topo do Monte Moriá encontra-se hoje o Monte do Templo, um terreno de 37 acres onde outrora se erguia o templo judeu. Vários locais sagrados islâmicos importantes estão lá agora, incluindo a Cúpula da Rocha — um santuário muçulmano construído há mil e trezentos anos — e a Mesquita Al-Aqsa.

A história do Monte Moriá começa no livro de Gênesis. No capítulo 22, Deus ordena a Abraão: “Pegue o seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá à terra de Moriá. Ali, ofereça-o em holocausto, sobre um dos montes, que eu lhe mostrar” (Gênesis 22:2). O lugar para onde Deus levou Abraão era o Monte Moriá. Abraão não compreendeu totalmente o que Deus estava pedindo que ele fizesse, tendo em vista a promessa anterior de Deus de estabelecer uma aliança eterna com Isaque (Gênesis 17:19); no entanto, ele confiou em Deus e, pela fé, ofereceu Isaque como sacrifício. É claro que Deus interveio e poupou a vida de Isaque, providenciando um carneiro em seu lugar. Abraão passou a chamar aquele lugar de “'O Senhor Proverá'. Daí dizer-se até o dia de hoje: 'No monte do Senhor se proverá'” (Gênesis 22:14). Por causa da obediência de Abraão no Monte Moriá, Deus disse a Abraão que “a sua descendência tomará posse das cidades dos seus inimigos. Na sua descendência serão benditas todas as nações da terra, porque você obedeceu à minha voz” (vv. 17, 18).

Cerca de mil anos depois, neste mesmo local, o rei Davi comprou a eira de Araúna, o jebuseu, e construiu um altar ao Senhor para que “a praga fosse afastada do povo” (2 Samuel 24:18, 21). Após a morte de Davi, seu filho, o rei Salomão, construiu um templo glorioso no mesmo local. O templo de Salomão durou mais de quatrocentos anos, até ser destruído pelos exércitos do rei Nabucodonosor em 587/586 a.C.

Setenta anos depois, o templo foi reconstruído no mesmo local pelos judeus que retornaram a Jerusalém após o cativeiro na Babilônia. Por volta do primeiro século, o rei Herodes fez uma adição significativa a essa estrutura, que então ficou conhecida como Templo de Herodes. Foi esse templo que Jesus purificou (João 2:15).

No entanto, em 70 d.C., os exércitos romanos liderados por Tito, filho do imperador Vespasiano, destruíram o templo mais uma vez. Tudo o que resta do Monte do Templo daquela época é uma parte de um muro de contenção conhecido como “Muro das Lamentações” ou “Muro Ocidental”. Ele tem sido um destino para peregrinos e um local de oração para os judeus por muitos séculos.

O Deus que primeiro chamou Abraão ao Monte Moriá ainda tem planos para aquele lugar. A Bíblia indica que um terceiro templo será construído no local ou próximo ao local do templo de Salomão (Daniel 9:27). Isso parece apresentar um problema, dados os obstáculos políticos que se interpõem: as atividades religiosas no Monte do Templo são atualmente controladas pelo Conselho Supremo Muçulmano (o Waqf). No entanto, nada pode atrapalhar os planos soberanos de Deus. Assim, o controle muçulmano dessa área simplesmente cumpre a profecia de Lucas 21:24 de que “cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles.”