Pergunta
Por que tantos filhos de pregadores se afastam da fé?
Resposta
Quando os filhos de pregadores, os chamados PKs (Preacher's Kids, em inglês), se afastam da fé na qual foram criados, isso é algo triste e um testemunho negativo da verdade do cristianismo. Embora os verdadeiros cristãos não possam perder a salvação, muitos, incluindo alguns criados em lares de pastores e ministros do evangelho, podem se afastar da fé — e de fato o fazem —, pelo menos por um período de tempo. Pela graça de Deus, que concede o dom da fé aos Seus, aqueles que estão verdadeiramente salvos retornarão (Efésios 2:8–9).
Os filhos de pregadores que abandonam a fé podem fazê-lo por diversos motivos. Muitos filhos de pregadores ficam profundamente magoados pela maneira como os membros da igreja tratam os seus pais. Os jovens veem a raiva e o conflito que podem surgir mesmo nas melhores congregações e concluem que a “religião” que essas pessoas professam não pode ser verdadeira. Os jovens veem esses conflitos como hipocrisia. Eles então começam a questionar a sua própria fé.
Os filhos de pregadores frequentemente sofrem muita pressão para serem perfeitos, ou pelo menos para agirem como se fossem, para não desonrarem a família e a igreja. Assim, tentam corresponder às expectativas de todos, e isso pode levá-los a praticar exatamente a hipocrisia que veem nos outros. Especialmente em igrejas menores, a família do pastor é colocada em um pedestal, com todos observando cada um de seus movimentos.
Os filhos de pregadores muitas vezes acreditam que a igreja está roubando o tempo que o pai poderia dedicar a eles. Pastores normalmente trabalham 50 horas por semana, deixando os seus filhos lutando por atenção. Estatisticamente, a maioria dos pastores muda de igreja a cada cinco anos. Isso pode significar que uma criança se muda de 3 a 4 vezes durante a infância. Elas vivem o estresse de perder suas casas, suas escolas e seus amigos, e intuitivamente culpam Deus ou a religião pela turbulência. Mas essas crianças muitas vezes não têm a quem recorrer. Os seus pais estão lidando com o estresse de encontrar um novo emprego, a insegurança financeira e os motivos da mudança, que geralmente são negativos. Assim, para não aumentar o estresse, as crianças podem manter a sua raiva e frustração escondidas.
Mas o ressentimento acumulado contra Deus e a fé se soma à rebeldia natural da adolescência, razão pela qual muitos filhos de pregadores abandonam a fé nessa fase ou imediatamente ao entrar na faculdade. Eles parecem “conformar-se” ao cristianismo, dizendo todas as coisas certas e cumprindo todos os deveres exigidos. Mas o momento de liberdade leva muitos a rejeitar a hipocrisia de suas próprias vidas e, com ela, a sua fé. Quantas vezes ouvimos relatos tristes daqueles que começam tão bem nas coisas da religião. Essas crianças que são elogiadas por seus pais e parentes por sua aparente piedade e zelo na igreja local, apenas para sair de casa pela primeira vez indo para a universidade ou um novo emprego, apenas para depois retornar espiritualmente áridas e frias.
O que pode ser feito para conter a onda de filhos de pregadores que abandonam a fé? Primeiro, é importante perceber que isso faz parte da estratégia geral de Satanás contra a igreja. Quando os filhos de ministros abandonam a fé, a igreja perde futuros líderes. As famílias daqueles que estão mais próximos das batalhas espirituais são alvos principais para o ataque. Se o mundo vê as famílias dos pastores em frangalhos, isso não reflete bem na fé que professam. Para combater essa situação, os pastores devem reservar tempo para suas famílias e filhos que os paroquianos não possam interromper. Quando as crianças sabem que o tempo com o pai é uma prioridade, superando tudo o mais, a sensação de segurança que obtêm disso é enorme. A congregação também deve ser conscientizada de que o tempo do pastor com a sua família o tornará um pastor mais eficaz, e as salvaguardas contra invasões no tempo familiar devem ser rigorosamente aplicadas.
O mundo é um lugar difícil para os cristãos crescerem, especialmente nas sociedades ocidentais. O materialismo e todo o seu glamour satisfazem facilmente os sentidos da natureza carnal. Isso é ainda mais verdadeiro para os filhos de ministros, que talvez tenham sido criados com certo grau de ingenuidade porque os seus pais queriam poupá-los dos excessos desta vida. As crianças naturalmente querem investigar as coisas antes proibidas pelos pais. Portanto, é ainda mais crucial que os pastores e suas esposas dediquem tempo a preparar os seus próprios filhos para as tentações que enfrentarão, e isso só pode ser alcançado passando tempo adequado com eles.
Talvez a verdadeira questão seja o novo nascimento. Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura (2 Coríntios 5:17). De fato, ele é um templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19), pelo que é habitado por Aquele que é maior do que aquele que está no mundo, o diabo (1 João 4:4). Como resultado disso, ele não pode continuar pecando (1 João 3:6), embora a natureza carnal “lute” e “se enfureça” contra esses novos desejos espirituais que surgem como consequência da regeneração (Gálatas 5:17). Um verdadeiro crente pode, de fato, se afastar — às vezes por muitos anos. Na verdade, ele pode não mostrar sinais confiáveis de que alguma vez se converteu, mas é Deus quem sempre toma a iniciativa na restauração. O verdadeiro filho de Deus nunca está perdido para sempre (João 6:39; Judas 24).
Por fim, a importância da oração não pode ser subestimada. Tanto os pastores quanto as congregações que eles servem devem priorizar a oração contínua pelos filhos de seu pastor. Devemos levar o nosso pastor e a sua família ao trono da graça regularmente, pedindo que sejam protegidos do maligno ao vestirem toda a armadura de Deus (Efésios 6:10–17). Ao fazer isso, ajudamos os filhos a permanecerem “fortes no Senhor e no poder do seu poder” e a não se afastarem da fé na qual foram criados.
Os filhos de pregadores que abandonam a fé podem fazê-lo por diversos motivos. Muitos filhos de pregadores ficam profundamente magoados pela maneira como os membros da igreja tratam os seus pais. Os jovens veem a raiva e o conflito que podem surgir mesmo nas melhores congregações e concluem que a “religião” que essas pessoas professam não pode ser verdadeira. Os jovens veem esses conflitos como hipocrisia. Eles então começam a questionar a sua própria fé.
Os filhos de pregadores frequentemente sofrem muita pressão para serem perfeitos, ou pelo menos para agirem como se fossem, para não desonrarem a família e a igreja. Assim, tentam corresponder às expectativas de todos, e isso pode levá-los a praticar exatamente a hipocrisia que veem nos outros. Especialmente em igrejas menores, a família do pastor é colocada em um pedestal, com todos observando cada um de seus movimentos.
Os filhos de pregadores muitas vezes acreditam que a igreja está roubando o tempo que o pai poderia dedicar a eles. Pastores normalmente trabalham 50 horas por semana, deixando os seus filhos lutando por atenção. Estatisticamente, a maioria dos pastores muda de igreja a cada cinco anos. Isso pode significar que uma criança se muda de 3 a 4 vezes durante a infância. Elas vivem o estresse de perder suas casas, suas escolas e seus amigos, e intuitivamente culpam Deus ou a religião pela turbulência. Mas essas crianças muitas vezes não têm a quem recorrer. Os seus pais estão lidando com o estresse de encontrar um novo emprego, a insegurança financeira e os motivos da mudança, que geralmente são negativos. Assim, para não aumentar o estresse, as crianças podem manter a sua raiva e frustração escondidas.
Mas o ressentimento acumulado contra Deus e a fé se soma à rebeldia natural da adolescência, razão pela qual muitos filhos de pregadores abandonam a fé nessa fase ou imediatamente ao entrar na faculdade. Eles parecem “conformar-se” ao cristianismo, dizendo todas as coisas certas e cumprindo todos os deveres exigidos. Mas o momento de liberdade leva muitos a rejeitar a hipocrisia de suas próprias vidas e, com ela, a sua fé. Quantas vezes ouvimos relatos tristes daqueles que começam tão bem nas coisas da religião. Essas crianças que são elogiadas por seus pais e parentes por sua aparente piedade e zelo na igreja local, apenas para sair de casa pela primeira vez indo para a universidade ou um novo emprego, apenas para depois retornar espiritualmente áridas e frias.
O que pode ser feito para conter a onda de filhos de pregadores que abandonam a fé? Primeiro, é importante perceber que isso faz parte da estratégia geral de Satanás contra a igreja. Quando os filhos de ministros abandonam a fé, a igreja perde futuros líderes. As famílias daqueles que estão mais próximos das batalhas espirituais são alvos principais para o ataque. Se o mundo vê as famílias dos pastores em frangalhos, isso não reflete bem na fé que professam. Para combater essa situação, os pastores devem reservar tempo para suas famílias e filhos que os paroquianos não possam interromper. Quando as crianças sabem que o tempo com o pai é uma prioridade, superando tudo o mais, a sensação de segurança que obtêm disso é enorme. A congregação também deve ser conscientizada de que o tempo do pastor com a sua família o tornará um pastor mais eficaz, e as salvaguardas contra invasões no tempo familiar devem ser rigorosamente aplicadas.
O mundo é um lugar difícil para os cristãos crescerem, especialmente nas sociedades ocidentais. O materialismo e todo o seu glamour satisfazem facilmente os sentidos da natureza carnal. Isso é ainda mais verdadeiro para os filhos de ministros, que talvez tenham sido criados com certo grau de ingenuidade porque os seus pais queriam poupá-los dos excessos desta vida. As crianças naturalmente querem investigar as coisas antes proibidas pelos pais. Portanto, é ainda mais crucial que os pastores e suas esposas dediquem tempo a preparar os seus próprios filhos para as tentações que enfrentarão, e isso só pode ser alcançado passando tempo adequado com eles.
Talvez a verdadeira questão seja o novo nascimento. Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura (2 Coríntios 5:17). De fato, ele é um templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19), pelo que é habitado por Aquele que é maior do que aquele que está no mundo, o diabo (1 João 4:4). Como resultado disso, ele não pode continuar pecando (1 João 3:6), embora a natureza carnal “lute” e “se enfureça” contra esses novos desejos espirituais que surgem como consequência da regeneração (Gálatas 5:17). Um verdadeiro crente pode, de fato, se afastar — às vezes por muitos anos. Na verdade, ele pode não mostrar sinais confiáveis de que alguma vez se converteu, mas é Deus quem sempre toma a iniciativa na restauração. O verdadeiro filho de Deus nunca está perdido para sempre (João 6:39; Judas 24).
Por fim, a importância da oração não pode ser subestimada. Tanto os pastores quanto as congregações que eles servem devem priorizar a oração contínua pelos filhos de seu pastor. Devemos levar o nosso pastor e a sua família ao trono da graça regularmente, pedindo que sejam protegidos do maligno ao vestirem toda a armadura de Deus (Efésios 6:10–17). Ao fazer isso, ajudamos os filhos a permanecerem “fortes no Senhor e no poder do seu poder” e a não se afastarem da fé na qual foram criados.