Pergunta
O que é coinerência?
Resposta
Coinerência descreve um relacionamento caracterizado por interdependência e interconexão entre duas ou mais entidades, ou diferentes coisas existindo umas nas outras. “Inerir” significa existir de forma permanente e inseparável em algo. Qualidades inerentes são intrínsecas e naturais. “Coinerir” significa inerir juntamente. Por exemplo, os ingredientes de um bolo são interdependentes e inseparáveis; juntos, eles formam um bolo completo. Na teologia cristã, a coinerência é um conceito relacionado à Trindade.
No campo da teologia, coinerência é um termo às vezes aplicado à habitação mútua do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Esse conceito vai além da coexistência eterna e expressa a profundidade do relacionamento entre eles. Diferentemente dos relacionamentos humanos, não há conflito, perda de intimidade ou separação dentro da Trindade. Além disso, embora os membros da Trindade sejam Pessoas distintas (o Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito Santo, etc.), eles coinerem; isto é, existem uns nos outros e por meio uns dos outros.
Vários escritores e teólogos utilizaram o termo coinerência em seus estudos teológicos. Charles Williams, membro dos Inklings — grupo literário do qual também participavam C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien — foi quem cunhou a palavra coinerência. Williams via a coinerência como um princípio espiritual derivado da Trindade e estendido para outras áreas da vida.
A união hipostática de Jesus pode ser vista como uma forma de coinerência. Em Jesus, as naturezas divina e humana estão perfeitamente unidas, sem confusão nem divisão. Jesus é plenamente homem e plenamente Deus — não metade de cada um — e uma natureza não anula a outra. Essa interconexão permite que Jesus seja o Mediador perfeito entre Deus e os homens.
Outro possível exemplo bíblico de coinerência é a união entre Jesus e a Sua igreja. Paulo descreve isso em Romanos 6:3–4: “Ou será que vocês ignoram que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida.” Ao aceitar o sacrifício de Jesus pelos nossos pecados, somos unidos a Ele de tal maneira que fomos crucificados com Ele e ressuscitados com Ele: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20). A união ou coinerência entre Jesus e a igreja é tão profunda que aqueles que perseguem a igreja estão, na verdade, perseguindo o próprio Jesus (Atos 9:4–5).
Portanto, a coinerência começa no relacionamento forte e interligado entre as Pessoas da Trindade. Ela também é vista na natureza de Cristo e em Sua união com a igreja. Para os cristãos, a coinerência na Trindade serve como modelo para nossos relacionamentos em comunidade. Mais do que simplesmente coexistir, devemos buscar unidade de propósito, interconexão e interdependência entre as diferentes partes do corpo de Cristo.
No campo da teologia, coinerência é um termo às vezes aplicado à habitação mútua do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Esse conceito vai além da coexistência eterna e expressa a profundidade do relacionamento entre eles. Diferentemente dos relacionamentos humanos, não há conflito, perda de intimidade ou separação dentro da Trindade. Além disso, embora os membros da Trindade sejam Pessoas distintas (o Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito Santo, etc.), eles coinerem; isto é, existem uns nos outros e por meio uns dos outros.
Vários escritores e teólogos utilizaram o termo coinerência em seus estudos teológicos. Charles Williams, membro dos Inklings — grupo literário do qual também participavam C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien — foi quem cunhou a palavra coinerência. Williams via a coinerência como um princípio espiritual derivado da Trindade e estendido para outras áreas da vida.
A união hipostática de Jesus pode ser vista como uma forma de coinerência. Em Jesus, as naturezas divina e humana estão perfeitamente unidas, sem confusão nem divisão. Jesus é plenamente homem e plenamente Deus — não metade de cada um — e uma natureza não anula a outra. Essa interconexão permite que Jesus seja o Mediador perfeito entre Deus e os homens.
Outro possível exemplo bíblico de coinerência é a união entre Jesus e a Sua igreja. Paulo descreve isso em Romanos 6:3–4: “Ou será que vocês ignoram que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida.” Ao aceitar o sacrifício de Jesus pelos nossos pecados, somos unidos a Ele de tal maneira que fomos crucificados com Ele e ressuscitados com Ele: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20). A união ou coinerência entre Jesus e a igreja é tão profunda que aqueles que perseguem a igreja estão, na verdade, perseguindo o próprio Jesus (Atos 9:4–5).
Portanto, a coinerência começa no relacionamento forte e interligado entre as Pessoas da Trindade. Ela também é vista na natureza de Cristo e em Sua união com a igreja. Para os cristãos, a coinerência na Trindade serve como modelo para nossos relacionamentos em comunidade. Mais do que simplesmente coexistir, devemos buscar unidade de propósito, interconexão e interdependência entre as diferentes partes do corpo de Cristo.