Pergunta
Qual é o significado de Tofete na Bíblia?
Resposta
A palavra Topheth, também grafada como Tofete, é considerada por alguns como originária da palavra aramaica taphya, que significava “lareira, fogão ou assador”. Outros associam-na à palavra toph (“tambor”), levando à ideia de que tambores eram usados nos rituais de adoração pagãs associados a Tofete. O que é certo é que Topheth não era uma lareira aconchegante para os israelitas se aquecerem. Sua primeira menção está em 2 Reis 23:10, quando o rei Josias “profanou Tofete, que ficava no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém queimasse o seu filho ou a sua filha como sacrifício a Moloque” (NAA). Tofete era um lugar onde os israelitas cometiam o ato desprezível de sacrificar crianças, uma prática que Deus condenava severamente (Levítico 18:21; Deuteronômio 12:31). As reformas do rei Josias incluíram “profanar” Tofete, tornando-o inutilizável como local de reunião.
Infelizmente, os israelitas desconsideraram a ordem de Deus e sacrificaram seus filhos ao deus Moleque em Tofete, no vale de Hinom, no extremo sul de Jerusalém. Reis como Acaz e Manassés são exemplos de governantes que se entregaram a essa prática abominável (2 Reis 16:3; 21:6). Profetas como Jeremias e Isaías confrontaram os israelitas sobre o sacrifício de crianças, sugerindo que a prática continuou mesmo depois das medidas tomadas por Josias para acabar com tais atrocidades.
Jeremias 7:31-32 registra a declaração do profeta: “Edificaram os altos de Tofete, no vale de Ben-Hinom, para queimarem em sacrifício os seus filhos e as suas filhas, algo que nunca ordenei, nem me passou pela mente. Portanto, eis que virão dias, diz o Senhor, em que já não se chamará Tofete, nem vale de Ben-Hinom, mas o vale da Matança. Os mortos serão sepultados em Tofete por não haver outro lugar”.
O profeta Isaías também tinha algo a dizer sobre o sacrifício de crianças: “vocês que se inflamam em seus desejos junto aos carvalhos, debaixo de toda árvore frondosa, e sacrificam os seus filhos nos vales e nas fendas dos penhascos? Entre as pedras lisas dos ribeiros vocês escolhem os seus ídolos; elas são a sua parte. Sobre elas vocês também oferecem as suas libações e apresentam ofertas de cereais. Será que eu poderia estar contente com estas coisas?” (Isaías 57:5–6). E em Isaías 30:33, o profeta faz uma referência metafórica a Tofete ao pronunciar julgamento sobre o rei da Assíria: “Porque há muito está preparada
a fogueira; sim, preparada para o rei. Ela é profunda e larga, com fogo e lenha em abundância; o sopro do Senhor, como torrente de enxofre, a acenderá.”
Há evidências de sacrifícios de crianças sendo praticados em muitas culturas ao redor do mundo. Alguns casos foram documentados em fontes greco-romanas, como Plutarco e Tertuliano, e arqueólogos continuam a descobrir locais de assassinatos rituais em massa de crianças (www.cbsnews.com/news/biggest-child-sacrifice-evidence-archaeologists-national-geographic-peru-chimu/, acessado em 8/9/23). Mas o sacrifício de crianças não é apenas uma atrocidade dos tempos antigos. A prática ainda está viva em lugares como Uganda (www.bbc.com/news/world-africa-15255357, acessado em 8/9/23) e Índia (www.theguardian.com/world/2006/mar/05/india.theobserver, acessado em 8/9/23). Também é possível ver a conexão entre o aborto e o sacrifício de crianças, já que muitos bebês ainda não nascidos em todo o mundo são mortos diariamente.
Tofete simboliza a extensão da rebelião dos israelitas, que acabou levando ao seu exílio. Deus puniu os cananeus por se envolverem em práticas semelhantes (Levítico 18:24–25) e não poupou os israelitas. Deus deve julgar uma ação tão horrível como o sacrifício de crianças.
Após as reformas de Josias, Tofete tornou-se uma espécie de aterro sanitário — um lugar vil onde se queimavam lixo, esgoto a céu aberto e a carne podre dos corpos de criminosos executados. O Vale de Hinom, também chamado de Geena, tinha uma reputação perversa e era totalmente imundo. Assim, tornou-se uma ilustração adequada dos horrores do inferno. Jesus mencionou o vale ardente em Sua advertência contra o julgamento divino em Marcos 9:47: “E, se um dos seus olhos leva você a tropeçar, arranque-o; pois é melhor você entrar no Reino de Deus com um olho só do que, tendo os dois, ser lançado no inferno”.
Tofete nos lembra da depravação humana e da adequação da justiça de Deus. Louvemos ao Senhor pela beleza do evangelho, que nos salva de Tofete.
Infelizmente, os israelitas desconsideraram a ordem de Deus e sacrificaram seus filhos ao deus Moleque em Tofete, no vale de Hinom, no extremo sul de Jerusalém. Reis como Acaz e Manassés são exemplos de governantes que se entregaram a essa prática abominável (2 Reis 16:3; 21:6). Profetas como Jeremias e Isaías confrontaram os israelitas sobre o sacrifício de crianças, sugerindo que a prática continuou mesmo depois das medidas tomadas por Josias para acabar com tais atrocidades.
Jeremias 7:31-32 registra a declaração do profeta: “Edificaram os altos de Tofete, no vale de Ben-Hinom, para queimarem em sacrifício os seus filhos e as suas filhas, algo que nunca ordenei, nem me passou pela mente. Portanto, eis que virão dias, diz o Senhor, em que já não se chamará Tofete, nem vale de Ben-Hinom, mas o vale da Matança. Os mortos serão sepultados em Tofete por não haver outro lugar”.
O profeta Isaías também tinha algo a dizer sobre o sacrifício de crianças: “vocês que se inflamam em seus desejos junto aos carvalhos, debaixo de toda árvore frondosa, e sacrificam os seus filhos nos vales e nas fendas dos penhascos? Entre as pedras lisas dos ribeiros vocês escolhem os seus ídolos; elas são a sua parte. Sobre elas vocês também oferecem as suas libações e apresentam ofertas de cereais. Será que eu poderia estar contente com estas coisas?” (Isaías 57:5–6). E em Isaías 30:33, o profeta faz uma referência metafórica a Tofete ao pronunciar julgamento sobre o rei da Assíria: “Porque há muito está preparada
a fogueira; sim, preparada para o rei. Ela é profunda e larga, com fogo e lenha em abundância; o sopro do Senhor, como torrente de enxofre, a acenderá.”
Há evidências de sacrifícios de crianças sendo praticados em muitas culturas ao redor do mundo. Alguns casos foram documentados em fontes greco-romanas, como Plutarco e Tertuliano, e arqueólogos continuam a descobrir locais de assassinatos rituais em massa de crianças (www.cbsnews.com/news/biggest-child-sacrifice-evidence-archaeologists-national-geographic-peru-chimu/, acessado em 8/9/23). Mas o sacrifício de crianças não é apenas uma atrocidade dos tempos antigos. A prática ainda está viva em lugares como Uganda (www.bbc.com/news/world-africa-15255357, acessado em 8/9/23) e Índia (www.theguardian.com/world/2006/mar/05/india.theobserver, acessado em 8/9/23). Também é possível ver a conexão entre o aborto e o sacrifício de crianças, já que muitos bebês ainda não nascidos em todo o mundo são mortos diariamente.
Tofete simboliza a extensão da rebelião dos israelitas, que acabou levando ao seu exílio. Deus puniu os cananeus por se envolverem em práticas semelhantes (Levítico 18:24–25) e não poupou os israelitas. Deus deve julgar uma ação tão horrível como o sacrifício de crianças.
Após as reformas de Josias, Tofete tornou-se uma espécie de aterro sanitário — um lugar vil onde se queimavam lixo, esgoto a céu aberto e a carne podre dos corpos de criminosos executados. O Vale de Hinom, também chamado de Geena, tinha uma reputação perversa e era totalmente imundo. Assim, tornou-se uma ilustração adequada dos horrores do inferno. Jesus mencionou o vale ardente em Sua advertência contra o julgamento divino em Marcos 9:47: “E, se um dos seus olhos leva você a tropeçar, arranque-o; pois é melhor você entrar no Reino de Deus com um olho só do que, tendo os dois, ser lançado no inferno”.
Tofete nos lembra da depravação humana e da adequação da justiça de Deus. Louvemos ao Senhor pela beleza do evangelho, que nos salva de Tofete.